17 março 2006

20 anos de União Europeia - Soubemos aproveitar?

Faz agora +- 20 anos que aderimos à então chamada Comunidade Económica Europeia (CEE). Numa altura em que a identidade europeia está cada vez mais em discussão e em causa, devido à recusa da França e da Holanda à nova constituição europeia, está no momento de também nós, residentes da zona do pinhal interior, fazermos um balanço, e ver se realmente valeu a pena aderir à união europeia. Olhando para os números temos:

Podemos confirmar que nos tópicos mais importantes aos Portugueses, saúde, vias de comunicação e ensino, houve uma melhoria significativa de à vinte anos para cá. A abertura dos balões de oxigénio de Bruxelas trouxe um novo fôlego para Portugal, Portugal este que vinha mergulhado de crises internas contínuas. Mas será que a longo prazo estes benefícios continuaram a fazer sentir-se? A abertura do frágil mercado Português a mercados mais competitivos que o nosso trouxe-nos alguns dissabores, principalmente na área da agricultura e pescas. E os fundos europeus?! Será que lhes tem sido dado o destino devido? São abundantes as histórias de fundos mal gastos, esquecidos, desperdiçados ou aplicados em “desenvolvimentos” rurais e empresariais duvidosos. Há de tudo um pouco, salvo algumas excepções que aproveitaram a oportunidade e graças a isso prosperaram, refiro-me tanto ao sector público como privado. No quadro que se segue pode ver a evolução dos apoios comunitários aos nossos concelhos:

Julgo que para a nossa região a adesão à União Europeia trouxe grandes benefícios, se não vejamos, há 20 anos éramos uma zona que vivia da agricultura de subsistência e pouco mais, não tínhamos cuidados médicos decentes, vias de comunicação dignas e as oportunidades de futuro eram muito escassas. Se aproveitámos bem o que nos foi dado? Bem, e até porque o artigo já vai longo, deixo essa questão para vocês discutirem!

15 março 2006

IC8 sem limite de velocidade?!

Apesar das recentes obras de remodelação do itinerário complementar nº8 (ic8) no troço compreendido entre a ponte do Rio Zêzere (Barragem do Cabril) e o Pontão (Avelar), houve algum esquecimento por parte do IEP-Leiria em colocar as respectivas placas limitadoras de velocidade. Recorrendo ao sentido instrutivo e lúcido que este blog também pretende ter (passo a ironia), aqui fica para os mais esquecidos o Decreto de Lei nº 44/2005, artigo 27º onde é referido qual o limite de velocidade das vias reservadas a automóveis e motociclos.

Motociclos
Cilindrada superior a 50cm3 e sem carro lateral ...............100 Km/h
Com carro lateral ou com reboque ...................................80 Km/h
Triciclos ........................................................................90 Km/h
Automóveis Ligeiros de passageiros e mistos
Com reboque .................................................................80 Km/h
Sem reboque ................................................................100 Km/h
Automóveis ligeiros de mercadorias
Com reboque .................................................................80 Km/h
Sem reboque .................................................................90 Km/h
Automóveis pesados de passageiros
Com reboque .................................................................90 Km/h
Sem reboque ................................................................ 90 Km/h
Automóveis pesados de mercadorias
Com reboque .................................................................70 Km/h
Sem reboque ou com semi-reboque .................................80 Km/h
Máquinas industriais com matricula .................................70 Km/h

11 março 2006

Afinal há "verdadeira cultura" na nossa região!

É de louvar o esforço, apesar de pequeno, das Câmara Municipal de Pedrógão Grande e de Castanheira de Pêra no domínio da “verdadeira cultura”. Em Pedrógão Grande está a ser promovido, em conjunto com o Recreio Pedroguense, o PEDRÓGÃO JAZZ FESTIVAL 06, que pretende dar a conhecer à população da nossa região uma cultura musical alternativa.
Programa do festival:
17 Março: 21h30 - Latin Groove
18 Março: 21h30 - Ap Trio Jazz
24 Março: 21h30 - Isabel Ventura Quinteto Jazz
25 Março: 21h30 - Latin Groove & Jorgito Quezo
Local: Palco do Recreio Pedroguense
Em Castanheira de Pêra, através da já conhecida Casa do Tempo, está a decorrer a exposição “Cores em Mim” do Pintor Pedro Pinto.

09 março 2006

O cavaquismo está de volta!

Cavaco Silva toma hoje posse como Presidente da República. Fizemos uma sondagem aos utilizadores do nosso blog e 38% dos utilizadores que responderam olham com optimismo para a tomada de posse do novo Presidente, contra 29% que olham com maior pessimismo, 22% com neutralidade e 11% não sabem. Apesar de não ser um resultado explícito e a amostra não ser relevante, demonstra que existe uma certa expectativa sobre o que irá acontecer com este novo Presidente. Esperamos que não nos desiluda.

08 março 2006

Gipe das Aves - Todos à junta

Obrigatório declarar até as aves de companhia

O aviso é claro: todos os proprietários de aves do País estão a partir de hoje obrigados a declarar estes animais na sua junta de freguesia. A Direcção-Geral de Veterinária quer saber que aves vivem nos quintais portugueses (e quantas são) para poder intervir "com mais eficácia" caso seja detectado um foco de H5N1 em território nacional. Portugal é o primeiro país da União Europeia a fazer este levantamento. Em causa estão as aves domésticas para consumo, as aves de companhia e as destinadas a concursos, espectáculos e actividades culturais e desportivas. A obrigação de registar os animais - anunciada ontem em conferência de imprensa pelo director-geral de Veterinária, Agrela Pinheiro - exclui apenas os que não tenham possibilidade de contactar com aves migratórias, como os periquitos engaiolados dentro de casa. A declaração (ao lado) será distribuída pelas direcções-regionais de Veterinária e deverá ser preenchida e entregue pelos detentores de aves na sua junta de freguesia ou ao veterinário municipal. A regra vale a partir de hoje e, segundo Agrela Pinheiro, "ainda não há data de conclusão do processo".Os proprietários que não declararem as aves serão sujeitos a multas e, caso os animais tenham de ser mais tarde abatidos por decisão das autoridades, perdem o direito a qualquer indemnização, avançou o director-geral de Veterinária. "Diário de Notícias"