30 março 2006

Rallye Pinhais do centro, 7-8 Abril

Irá realizar-se no fim-de-semana de 7 e 8 de Abril o Rallye Pinhais do Centro, esta prova pontua para vários campeonatos, entre eles o Campeonato Nacional de Rallyes – Promoção/Asfalto, Campeonato Nacional de Clássicos – Rallyes e o Campeonato Regional de Rallyes – Centro.
Este ano, devido à fraca adesão de concorrentes, a organização do rallye anunciou a atribuição de um Prémio de Presença aos Participantes da Promoção. O Prémio de Presença será de 15€ x o Nº de Participantes acima de 15, tendo como limite 125€. (Exemplo para 20 Participantes = 75€ de Prémio de Presença). Segundo os organizadores: "Esta é a contribuição possível para tentar salvar um Campeonato que até agora não teve nenhuma prova a pontuar na totalidade, não esquecendo que os Organizadores lutam com as mesmas dificuldades dos Concorrentes na obtenção de patrocinios".
A data limite de inscrição na prova é dia 31 de Março.
Em anexo pode consultar o programa desta prova.

Programa
Dia 8 de Abril (dia da prova)
Partida da Prova - Praia das Rocas – Castanheira de Pêra - 9h00
Assistência A (Tipo II) - Praia das Rocas – Castanheira de Pêra - 9h10
Derreadas 1 - 1ª PEC - 9h45*
Pedrógão Grande 1 - 2ª PEC - 10h35
A. Ana de Aviz 1 - 3ª PEC - 11h00
Reagrupamento - Praia das Rocas – Castanheira de Pêra - 11h45
Assistência B (Tipo I) - Praia das Rocas – Castanheira de Pêra - 11h55
Derreadas 2 - 4ª PEC - 12h30
Pedrógão Grande 2 - 5ª PEC - 13h20A. Ana de Aviz 2 - 6ª PEC - 13h45
Assistência C (Tipo I) - Praia das Rocas – Castanheira de Pêra - 14h30
Final da Prova - Praia das Rocas – Castanheira de Pêra - 15h00

28 março 2006

18 Distritos passarão a 5 Regiões

Certamente ainda não deve ter ouvido falar, ou então já ouviu alguns rumores, sobre o PRACE, esta sigla tende a fazer-se entoar nos próximos três anos, altura em que uma nova legislação o poderá colocar em prática, o Programa de Reestruturação da Administração Central do Estado. Os estudos já começam a ser tornados públicos e esta regionalização, encapotada ou não, tende mesmo a seguir em frente.
Os 18 actuais distritos serão extintos e passaremos a contar com 5 regiões (como pode ver no mapa em anexo). No nosso distrito será extinto o Centro Distrital da Segurança Social, a sub-região de Saúde de Leiria, a Direcção de Estradas, a delegação do IAPMEI e a Região de Turismo Leiria-Fátima. Verdade seja dita, no panorama actual os distritos estão completamente desajustados da realidade que se vive. Temos associações de municípios, regiões de turismo, serviços de saúde e associações empresariais que se interligam sem olhar a fronteiras, por exemplo, no distrito de Leiria existem 16 concelhos dependentes de 38 departamentos do Estado repartidos por áreas geográficas não coincidentes.
Coimbra passará a ser a “capital” que representará o governo na região centro, mas será que assim deverá ser? Não teria mais lógica, como defende José Amado da Silva, economista e docente universitário a um jornal semanal: “... Porque razão tem que haver uma concentração de poderes em Coimbra? Não seria melhor gerir a floresta a partir de Viseu, a investigação a partir de Coimbra e sediar as actividades económicas em Leiria e Aveiro? … Há quatro centros importantes na Região Centro. Ou há uma tentativa de equilíbrio entre estes quatro centros ou vamos assistir a uma concentração napoleónica da qual discordo…”.
Este será um tema muito discutido nos próximos tempos e ao qual ainda faltam responder muitas perguntas, como por exemplo, como passarão a ser eleitos os deputados da assembleia da república? Serão todos os serviços de uma região centralizados na “capital” dessa região? Não será o interior prejudicado em relação ao litoral, por se colocarem, em princípio, as representações governativas no litoral? E a pergunta que se impõe, ficaremos nós, residentes do pinhal interior, a ganhar? Acho que ainda é demasiado cedo para poder fazer-se uma análise concreta.

24 março 2006

Socrates Vs Marques Mendes & Ribeito e Castro = Quem Ganha?

Realizou-se recentemente o XXVIII congresso nacional do PSD em Lisboa e o antecipado concelho nacional do CDS/PP em Leiria, depois de várias horas de discussão obtiveram-se medidas semelhantes nos dois encontros, a convocação de eleições internas antecipadas, onde os dois actuais presidentes voltarão a ser protagonistas com as suas recandidaturas. Será que a sua popularidade interna está assim tão baixa que necessitem de uma recandidatura tão precoce? Julgo que não, se bem se recordam os dois dirigentes políticos foram eleitos à menos de um ano, depois da esmagadora derrota dos seus partidos nas anteriores eleições legislativas e consequente demissão dos então presidentes Santana Lopes e Paulo Portas. Será então que José Sócrates está a governar bem ou tão à direita que os partidos de direita não têm por onde lhe fazer oposição concreta e lógica, criando estas crises internas nos partidos? Certo é que Sócrates se deve ter sentido muito bem com todo este desenrolar de acontecimentos, vejamos que mesmo depois de medidas tão duras e impopulares que o governo tem tomado, os partidos da oposição não têm aumentado a sua popularidade, estando ao contrário do que se esperava com crises internas.
Andei a consultar os dados da Comissão Nacional de Eleições referentes às legislativas de 20 Fevereiro de 2005 e apanhei os seguintes resultados:
Pedrógão Grande: PSD(55%), PS(31.71%), CDS/PP(4.61%), BE(1.57%)
Figueiró dos Vinhos: PSD(47.59%), PS(34.08%), CDS/PP(5.07%), BE(1.93%)
Castanheira de Pêra: PS(60.26%), PSD(28.95%), CDS/PP(2.4%), BE(2.17%)
Sertã: PSD(46.59%), PS(35.69%), CDS/PP(8.17%), BE(2.73%)
Não os vou comentar, tentando ser apartidário, conto com o vosso espírito autocrítico, pelo menos as percentagens a isso me levam crer.

21 março 2006

GNR - Um único posto para os três concelhos

Julgo que a ideia não é nova, mas parece que nunca levantou grande consenso entre a nossa malha politica e popular. Os ideais regionalistas e bairristas que continuam a persistir nos nossos três concelhos (Pedrógão Grande, Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pêra) não nos trazem boas memórias, mas a teimosia às vezes é tão grande que acaba por cegar, levando a que se tomem medidas mais por paixão que com a razão. Vejamos: Castanheira de Pêra (3.733 habitantes), Figueiró dos Vinhos (7.352 habitantes) e Pedrógão Grande (4.348 habitantes) = 15.433 habitantes, por outro lado temos: Leiria = 119.847 habitantes e Coimbra = 148.443 habitantes. Tanto em Leiria como em Coimbra existe um posto da GNR (brigada de trânsito) e um da PSP, nos nossos três concelhos existem 3 postos da GNR, um em cada concelho, onde o de Pedrógão Grande funciona em instalações já a necessitar de remodelação. O apoio dado às populações é no geral mau e com pouca eficácia, há casos em que desde o momento que é feita uma chamada para o posto da GNR até ao momento que estes chegam ao local passa-se uma hora. A culpa não é dos homens da GNR, esses limitam-se a trabalhar de acordo com os meios humanos e físicos que têm ao seu dispor, o problema vem da falta de racionalização desses mesmos meios. Não seria muito mais produtivo existir um único posto da GNR para os três concelhos? Acho que no geral todos pensamos que sim, mas como referi no início ninguém quer prescindir daquilo que tem, nem que isso acabe por lhe trazer alguns dissabores.

17 março 2006

20 anos de União Europeia - Soubemos aproveitar?

Faz agora +- 20 anos que aderimos à então chamada Comunidade Económica Europeia (CEE). Numa altura em que a identidade europeia está cada vez mais em discussão e em causa, devido à recusa da França e da Holanda à nova constituição europeia, está no momento de também nós, residentes da zona do pinhal interior, fazermos um balanço, e ver se realmente valeu a pena aderir à união europeia. Olhando para os números temos:

Podemos confirmar que nos tópicos mais importantes aos Portugueses, saúde, vias de comunicação e ensino, houve uma melhoria significativa de à vinte anos para cá. A abertura dos balões de oxigénio de Bruxelas trouxe um novo fôlego para Portugal, Portugal este que vinha mergulhado de crises internas contínuas. Mas será que a longo prazo estes benefícios continuaram a fazer sentir-se? A abertura do frágil mercado Português a mercados mais competitivos que o nosso trouxe-nos alguns dissabores, principalmente na área da agricultura e pescas. E os fundos europeus?! Será que lhes tem sido dado o destino devido? São abundantes as histórias de fundos mal gastos, esquecidos, desperdiçados ou aplicados em “desenvolvimentos” rurais e empresariais duvidosos. Há de tudo um pouco, salvo algumas excepções que aproveitaram a oportunidade e graças a isso prosperaram, refiro-me tanto ao sector público como privado. No quadro que se segue pode ver a evolução dos apoios comunitários aos nossos concelhos:

Julgo que para a nossa região a adesão à União Europeia trouxe grandes benefícios, se não vejamos, há 20 anos éramos uma zona que vivia da agricultura de subsistência e pouco mais, não tínhamos cuidados médicos decentes, vias de comunicação dignas e as oportunidades de futuro eram muito escassas. Se aproveitámos bem o que nos foi dado? Bem, e até porque o artigo já vai longo, deixo essa questão para vocês discutirem!