05 março 2007

Figueiró dos Vinhos terá Projecto de Mobilidade Sustentável

Figueiró dos Vinhos é um dos 40 municípios seleccionados para participar no Projecto Mobilidade Sustentável, este programa está a ser elaborado segundo os desígnios de três Ministérios (Ambiente, Cidades e Transportes).
Das 124 candidaturas apresentadas somente 40 foram aprovadas, sendo o Município de Figueiró dos Vinhos um dos distinguidos.
O projecto tem como propósito o condicionamento e o uso de transportes particulares e a defesa de formas de mobilidade sustentável, com menos impacto no ambiente e melhor qualidade de vida.
Na conferência de imprensa dada pelo Secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, aquando da apresentação pública do projecto, foram destacadas algumas medidas que poderão ser tomadas ao abrigo deste projecto, como, por exemplo, a implementação de portagens para acesso a determinados locais das cidades, a limitarem a circulação consoante o número de passageiros de cada carro (incentivado a partilha de viaturas) e, no futuro, consoante o tipo de combustível.
Em Figueiró dos Vinhos não fará muito sentido falar de limitação de circulação automóvel particular, dado o fraco trânsito existente, assim este projecto poderá ajudar o concelho na resolução de outros problemas, como o transporte de pessoas isoladas ou com deficiência, o planeamento de uma rede de transportes não poluente que chegue às zonas rurais mais afastadas, para além de formas inovadoras e sem impactos ambientais que facilitem a integração de pessoas com deficiência.

O projecto
A sua elaboração será feita em conjunto com instituições de Ensino Superior próximas dos concelhos em estudo, terá um orçamento de 400mil euros (na fase projecto) comparticipados a 80% pelo FEDER e contará com a elaboração de três relatórios para cada um dos municípios envolvidos: um relatório de diagnóstico (a realizar no prazo de quatro meses), outro de objectivos (três meses) e um relatório final de propostas (quatro meses).

27 fevereiro 2007

Escola Básica 2/3 da Sertã - Excesso de autoridade ou o castigo correcto?

Um professor é suspeito de ter agredido um aluno de 13 anos com palmadas e empurrões, na casa de banho da Escola Básica 2/3 Padre António Lourenço Farinha, na Sertã. O docente não gostou da linguagem obscena utilizada pelo estudante nos corredores do estabelecimento de ensino e decidiu ‘castigá-lo’.
O incidente aconteceu no dia 8 deste mês e está a ser investigado por um inspector nomeado pelo Conselho Executivo da escola, que ontem optou por não comentar o caso. O adolescente, órfão de pai há seis anos, é descrito na comunidade escolar como “irrequieto e irreverente”, mas tem um aproveitamento curricular “aceitável”.
O situação foi comunicada à mãe do aluno, no final do dia, pelo próprio docente, de 55 anos, que lhe disse que o filho “se tinha portado mal na escola” e, por isso, “o tinha tentado emendar”.
O professor terá apanhado o aluno num corredor, levando-o de seguida para uma casa de banho, onde lhe bateu.
Na altura, a encarregada de educação, residente com o filho em Cernache de Bonjardim, achou “normal” que o professor tivesse “corrigido” o filho, mas depois ficou “aflita” quando chegou a casa e viu o rapaz com o rosto avermelhado e hematomas nas costas.
Mesmo assim, não apresentou queixa contra o docente e o adolescente não chegou a ser assistido, voltando às aulas no dia seguinte. O caso está a ser tratado com “muito cuidado” pelos responsáveis da escola. Rui Moreira, coordenador do Agrupamento de Escolas da Sertã, apenas confirma que está em curso “um inquérito de averiguações”.
“Se se provar que houve agressão é muito grave. Vamos esperar pelo resultado das investigações. Caso se confirme que houve agressão, então que se actue disciplinarmente”, adiantou Dulce Pinheiro, dirigente e delegada do Sindicato de Professores da Região Centro em Castelo Branco, lembrando que os docentes estão sujeitos a um regulamento disciplinar.

AUTORIDADE PRECISA-SE
A Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (FNE) defende uma alteração na legislação para que as agressões aos professores passem a ser consideradas crime público. “É o Ministério Público que deve assumir a apresentação da queixa e a defesa do professor”, defendeu em Novembro último o secretário-geral da FNE, João Dias da Silva. O dirigente sindical observou que, “muitas vezes, por receio de represálias, os professores sentem-se coibidos de fazer queixa”. “É necessário que o professor sinta confiança e segurança quando entra na escola e que sinta que está protegido por legislação que lhe permite exercer a sua autoridade”, realçou ainda João Dias da Silva. Na perspectiva do secretário-geral da FNE, esta alteração legislativa é necessária para que se verifique “um reforço da autoridade dos professores”. No ano lectivo de 2004-05, foram agredidos 79 professores nas escolas, 11 dos quais tiveram de receber assistência hospitalar. Outros 139 funcionários e 1014 alunos também foram agredidos.

VÍTIMAS DE AGRESSÃO E ASSÉDIO
A Associação Portuguesa para a Defesa dos Consumidores (DECO) divulgou, em Setembro último, um inquérito a 37 mil alunos e nove mil professores – de 204 escolas secundárias – que revelou “alguns sinais inquietantes ao nível da segurança e criminalidade”. Medo, insegurança, receio em falar ou menor prazer em ir às aulas e estudar e também absentismo escolar foram algumas das reacções diagnosticadas no estudo. “É nas imediações das escolas que as situações de insegurança assumem contornos mais graves”, revelou o estudo da DECO, adiantando que muitos dos alunos revelaram ter sido vítimas, dentro da escola e nas imediações, de assaltos, ofensas verbais e físicas, ameaças, racismo, assédio e abuso sexual. Uma grande parte dos alunos e professores também censurou a falta de condições físicas das escolas.

VIOLÊNCIA EM NÚMEROS

- 1232 asos de violência escolar registados pelo Ministério da Educação no ano lectivo 2004-05, mais 181 do que no ano anterior.
- 1014 casos envolvendo a integridade física dos alunos. Em 159 deles foi necessário tratamento hospitalar.
- 79 professores foram agredidosno ano lectivo de 2004-05. Onze tiveram de ser assistidos no hospital.
- 139 funcionários não docentes agredidos dentro das escolas no mesmo ano lectivo.
- 2142 crimes registados pela PSP no Programa Escola Segura nas imediações dos estabelecimentos de ensino.
- 1287 roubos e furtos nas imediações das escolas – a alunos, professores e funcionários – foram registados pela PSP no ano lectivo de 2004-05.
- 501 ocorrências registadas pela GNR no Programa Escola Segura em 2005.
- 530 agressões e 211 crimes de vandalismo foram investigados pela PSP nas escolas.

Concluindo: Se o aluno ficou com hematomas e as agressões foram graves, este professor deve ser chamado à atenção, agora se o aluno levou só uma bofetada por evidenciar uma tremenda falta de respeito para com o seu professor, teve o castigo merecido. Terminem com este clima de insegurança e medo que faz com que os professores tenham medo dos seus alunos.
Ao condenar os professores só estamos a proporcionar uma maior falta de responsabilidade e noção de sociedade para os alunos desrespeitadores. Não é isto que nós queremos.

(com: correio da manhã)

20 fevereiro 2007

1 Ano de vida, estamos de Parabéns

Faz exactamente hoje um ano que o TERTÚLIAdoPINHAL iniciou a sua carreira “blogueana”.

É bom saber que continua connosco, e que nos seguiu ao longo destes últimos 12 meses. O número de visitantes tem aumentado de mês a mês, contando actualmente com uma média de 130 visitas diárias, um autêntico sucesso que nem nós esperávamos.

Há um ano, quando foi criado, o TERTÚLIAdoPINHAL não entrou sozinho no mundo dos blogs que pretendiam debater a zona do pinhal, contudo, e infelizmente, passado um só ano, são poucos os blogs que sobrevivem. Uma situação normal, assente sobretudo no amadurecimento que esta área, como tantas outras, tende a tomar.

Neste dia que consideramos de festa, não vamos criticar nem comentar todas aquelas celebres frases de “encorajamento”, ironia a nossa, que premeditam a morte de um projecto minutos depois de confirmada a sua nascença, limitamo-nos a afirmar a nossa presença, a contar com o seu apoio, e a anunciar que para breve iremos recrutar novos colaboradores para o Blog. Fique atento.

Continue a enviar os seus comentários, artigos, opiniões ou fotografias para: tertuliadopinhal@gmail.com


Atentamente:
A equipa do TERTÚLIAdoPINHAL

17 fevereiro 2007

Chegam-nos mail's

A Prazilândia irá promover durante o fim de semana de 9 a 11 de Março na aldeia do Coentral - Castanheira de Pêra, o 1º "Curso de Introdução à Fotografia de Natureza". O formador será António Luís Campos, um experiente fotógrafo freelancer com vasta experiência na área. Para mais informações contacte jnunes@prazilandia.com ou telefone para o 236 432 800 / 965 384 928.
(envie também o seu mail para: tertuliadopinhal@gmail.com)

11 fevereiro 2007

Acabou a perseguição, o SIM ganhou

Mesmo não sendo efectivo, taxa de abstenção superior a 50%, os resultados do referendo de hoje demonstram que o povo português amadureceu e decidiu aprovar uma lei que vai de encontro com aquilo que os estados evoluídos já fazem nos dias de hoje, uma lei que permitirá à mulher ser acompanhada e ajudada num momento difícil e complicado da sua vida.
Agora há que unir sinergias na elaboração de uma lei que vá de encontro com o que de melhor se faz na União Europeia, não esquecendo que não basta legislar, é primordial aplicar.
O facto de haver uma taxa de abstenção elevada entristece-me. Quando o escrutínio é causado por questões politicas, invoca-se o já desgastado argumento do “estou farto dos políticos e do sistema”, agora qual é o argumento invocado quando são as questões sociais que estão na voga? Seremos nós realmente merecedores da democracia que os nossos antepassados instauraram? Que preguiça é esta que nos persegue?

Dados Nacionais:
Sim: 59.25%
Não: 40.75%
Abstenção: 56.39%
Brancos: 1.25%
Nulos: 0.68%

Castanheira de Pêra:
Sim: 68.51%
Não: 31.49%
Abstenção: 66.26%
Brancos: 1.97%
Nulos: 1.07%

Figueiró dos Vinhos:
Sim: 46.52%
Não: 53.48%
Abstenção: 63.28%
Brancos: 1.78%
Nulos: 0.72%

Pedrógão Grande:
Sim: 50.63%
Não: 49.37%
Abstenção: 67.95%
Brancos: 2.88%
Nulos: 1.12%

Sertã:
Sim: 46.96%
Não: 53.04%
Abstenção: 62.96%
Brancos: 1.46%
Nulos: 1.15%

Ansião:
Sim: 42.05%
Não: 57.95%
Abstenção: 59.98%
Brancos: 1.70%
Nulos: 0.66%

Vila de Rei:
Sim: 14.23%
Não: 85.77%
Abstenção: 48.76%
Brancos: 0.89%
Nulos: 0.73%

Proença-a-Nova:
Sim: 23.72%
Não: 76.28%
Abstenção: 67.4%
Brancos: 1.29%
Nulos: 0.89%


(fonte: STAPE)