11 agosto 2007

Empresa Canadiana procura OURO em Vila de Rei

A autarquia de Vila de Rei denuncia a empresa canadiana Redcorp Ventures, por fazer pros- pecções de ouro no seu território sem seu conhecimento e aprovação.

Rita Pereira, a arqueóloga do município, disse à Lusa que "esta sempre foi uma terra que prosperou, desde os tempos dos romanos, pelos seus minérios, especialmente pelas minas de ouro. Era uma terra inóspita que só trazia gente porque a exploração mineira gerava interesse". Segundo disse, "não é de admirar que com as novas tecnologias se possa fazer um outro aproveitamento na extracção dos nossos minérios mas a Redcorp vai ter de justificar as informações que apresentam no seu site oficial onde chegam ao ponto de apresentar os locais de recolha - Estevais, Milreu, Lousa e Ribeiro - bem como os valores percentuais do seu teor aurífero".
Rita Pereira explicou à Lusa que "segundo deliberação camarária, aprovada por unanimidade em reunião de câmara, o requerente de uma licença de pesquisa deve apresentar (..) à entidade licenciadora (...) certidão de parecer favorável, como está referido no artigo 9º do diploma". Segundo a arqueóloga, "até ao momento não deu entrada nos serviços desta autarquia qualquer pedido de pesquisa e licenciamento da mesma pelo que os números apresentados no site oficial da empresa só podem ser fruto de uma pesquisa efectiva no terreno que não nos foi comunicada, o que origina uma falta grave".

Empresa desdramatiza
Rui Alverca, geólogo da empresa canadiana, confirmou, em declarações à Agência Lusa, que "foram seleccionados alguns alvos em Vila de Rei que podem originar abertura de trincheiras uma vez que os primeiros indicadores deram positivo em algumas zonas". O geólogo desdramatizou, no entanto, o que chamou de "cenário abusivo de exploração do território" ao dizer que "aquilo que fizemos até agora qualquer pessoa podia fazer pois só recolhemos amostras em apenas uma semana de trabalho de garimpo".
A empresa mineira Redcorps Ventures, com sede no Canadá, assinou um acordo com o Governo português no início de 2006, válido até Março de 2008, ficando com a concessão de exploração de uma área de 727 Km2 na zona centro do país, a que chamaram "Propriedade Vila de Rei", abrangendo os concelhos de Abrantes, Alvaiázere, Ansião, Ferreira do Zêzere, Figueiró dos Vinhos, Mação, Pedrógão Grande, Penela, Sardoal, Sertã, Tomar e Vila de Rei. A zona foi escolhida pelas fortes possibilidades de ali existirem dois importantes depósitos de ouro e prata, confirmadas por prospecções preliminares da empresa e do Instituto Geológico e Mineiro de Portugal.

Estado perdeu
privilégios sobre jazidas
O interesse da Redcorp na região surge numa altura em que, ao contrário do que acontecia até agora, o Estado já não tem privilégio sobre as jazidas encontradas, nem exige ser sócio maioritário das explorações mineiras, o que se torna mais atractivo para as grandes multinacionais. Mas também porque as cotações dos minérios subiram em flecha nos últimos anos, depois de terem atingido valores mínimos históricos na década de 90.
Fonte do Departamento de Prospecção de Minerais Metálicos do Instituto Nacional de Engenharia, Tecnologia e Inovação (INETI) disse à Lusa que "uma onça de ouro valia 250 dólares em 2002 e hoje vale mais de 700. Com custos de exploração a rondar os 220 dólares, tudo o resto é lucro". O plano de trabalhos previstos até ao final de 2007, segundo se pode ler no site oficial da empresa canadiana, prevê perfurações em vários locais, até 600 metros de profundidade, representando um investimento de 110 mil euros.
Dois geólogos estão a recolher amostras para análise e a mapear a zona, incidindo sobretudo na região de Minderios (parte sul do concelho de Vila de Rei), onde as amostras recolhidas em vários veios de quartzo revelaram valores entre 2,5 e 11,6 gramas de ouro por tonelada. Segundo disse à Lusa Ricardo Aires, vice-presidente da autarquia, "importante era que, dois mil anos depois dos romanos, as novas minas de ouro de Vila de Rei criassem postos de trabalho e atraíssem turistas". Algo que, segundo o autarca, "valeria ouro para o futuro destas gentes".

(por: asbeirasonline)

09 agosto 2007

Praia das Rocas não faz parte das zonas balneares oficiais, publicada hoje em Diário da República.

É no mínimo estranho mas verdade, a praia fluvial das Rocas, em Castanheira de Pêra, não faz parte, pelo segundo ano consecutivo, da lista oficial de zonas balneares publicada hoje em Diário da República, pelo Ministério do Ambiente e Defesa.
Mais estranho é constatar que esta lista é publicada só em Agosto (a meio da época balnear) e que constam nela 3 praias interditas a banhos (por má qualidade das águas) .

A lista de praias classificadas pretende dar a conhecer as zonas «que apresentam as características adequadas à prática balnear», já que existem muitos outros espaços utilizados para banhos que não reúnem as condições necessárias.

Os concelhos de Vila de Rei e Proença-a-Nova, com três praias cada, são os locais com mais zonas balneares interiores classificadas.

Parque industrial dos 3 concelhos vai mesmo arrancar

Os concelhos de Castanheira de Pera, Pedrógão Grande e Figueiró dos Vinhos, e em sintonia com aquilo que o Tertúlia do Pinhal já tinha adiantado, vão construir um parque industrial intermunicipal que atraia investimento e possa inverter a desertificação da zona, revelaram ontem os responsáveis autárquicos destes 3 concelhos. “Todos os anos, a região perde os mais jovens que aqui não encontram emprego”, afirmou Rui Silva, presidente da Câmara de Figueiró dos Vinhos e um dos entusiastas deste projecto, que acaba com rivalidades locais e visa o desenvolvimento integrado do norte do distrito. O novo parque ficará localizado junto à localidade Barraca do Salvador, perto do nó do IC8, no limite dos concelhos de Castanheira de Pêra, Figueiró dos Vinhos e Pedrógão Grande. “Temos de impedir a saída dos jovens daqui. Eles vão para fora estudar e depois já não voltam porque não há emprego”, salientou o autarca de Figueiró dos Vinhos. O novo espaço, cuja candidatura será apresentada ao Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN), vai permitir a fixação de empresas numa “grande zona industrial” servida por “excelentes acessibilidades”, já que se localiza junto ao IC8, uma via que une o litoral português a Espanha.
A maioria dos terrenos que integrarão o novo parque pertencem a Figueiró dos Vinhos, mas Rui Silva garante que a gestão será “solidária e intermunicipal”. “Só juntando as forças de todos é que podemos contrariar a desertificação”, disse. Opinião semelhante tem João Marques, de Pedrógão Grande, salientando que já está a ser feito o cadastro dos terrenos que farão parte do parque. O objectivo é cativar “empresas que empreguem gente nova”, de modo a combater o envelhecimento da população, disse o autarca.

08 agosto 2007

Série Juvenil "Morangos Com Açucar" grava em Castanheira de Pêra

Segundo o Blog "castanheira de pêra em noticias", serão feitas gravações para a série juvenil da TVI, Morangos Com Açucar, nos próximos dias 9, 10 e 11 de Agosto em Castanheira de Pêra.
Praia das Rocas, Poço Corga e Santo António das Neves são os 3 locais onde se desenrolarão as gravações.
Mais uma excelente forma de divulgação para o concelho de Castanheira de Pêra.

07 agosto 2007

Albufeira do Cabril é perigosa para banhistas

As praias fluviais não são todas iguais e em muitas escondem-se perigos que nem sempre são conhecidos dos banhistas que optam por alguns espaços sem vigilância, como a barragem do Cabril, em Pedrógão Grande.
A praia foi concessionada no ano passado mas este ano a autarquia não arranjou privados para investir no espaço pelo que a piscina fluvial e a praia, junto à barragem, estão sem qualquer tipo de protecção.
"Eu gosto de trazer cá os meus netos porque é sossegado e a água é calma", explicou Maria do Rosário, moradora no concelho vizinho da Sertã que nem sequer se apercebeu que não existia qualquer vigilância.
"Eu gosto mais dos rios porque o mar aqui na zona é muito perigoso e é um bocado longe", desabafou a reformada ao aplicar protector solar nos dois netos que estão à sua guarda enquanto a filha trabalha.
Mas apesar desta confiança, muitos consideram que a praia não é segura.
António Santos, um jovem morador em Pedrógão que usa aquela zona como local para atracar a sua moto de água, é um deles.
"As pessoas não sabem os riscos que correm. Aqui há correntes e os garotos muitas vezes aventuram-se demais", disse António Santos que lamenta a falta de vigilância num espaço que poderia ser "muito bem aproveitado".
"A água é limpa e a encosta não é a pique", salientou este jovem estudante universitário.
Contudo, apesar dos esforços em concessionar a praia, a autarquia de Pedrógão Grande não conseguiu encontrar interessados nem sequer nadadores-salvadores.
"Eu ainda quero lá fazer uma praia mas como não está classificada ainda não é considerada zona balnear", afirmou João Marques, presidente da Câmara de Pedrógão Grande, que aponta a falta de jovens interessados em vigiar as praias fluviais.
"Isto é um drama: abrem-se cursos de nadador-salvador e ninguém aparece", explicou.
E depois o gosto pelo risco faz da albufeira um espaço imenso de testes de mergulho e de praias fluviais, como sucede com o vizinho Moinho das Freiras, já na Sertã, um local onde as autoridades têm cartazes a proibir banhos mas que os populares não respeitam.
"Há sempre lá gente", disse uma mulher à Agência Lusa que cortava um pouco de mato para o gado à beira da estrada.
A poucos quilómetros de Pedrógão Grande, existem também casos de sucesso e de segurança em praias fluviais.
A praia do Mosteiro, no limite do concelho com Castanheira de Pêra, é um pequeno oásis até porque o espaço verde em torno do da ribeira calcetada no leito para permitir mais segurança, tem sempre um número regular de banhistas, vigiados por nadadores-salvadores.
"Temos de ter um pouco mais de cuidado por causa dos garotos que se aventuram demais e esquecem-se que nadar em água doce não é o mesmo que nadar no mar", disse José Carlos, um dos jovens que aproveita algumas horas para vigiar aquela pequena estância fluvial.
Mais a norte, o concelho de Castanheira de Pêra é um "pequeno Algarve" para o interior dos distritos de Leiria e de Coimbra, com a sua já famosa piscina com ondas artificiais e que só em 2006 já tiveram perto de 200 mil visitantes.
Para um concelho que parecia condenado à extinção com o fim da indústria têxtil, a Praia das Rocas foi uma panaceia para todos os males da interioridade.
"Isto está sempre cheio e isso é que é o problema. Porque temos de estar com muita atenção" já que quando "as ondas são feitas há sempre uns 'doidos' que vão para onde não devem", afirmou um dos nadadores-salvadores da praia, um espaço que está a servir de âncora para a requalificação do concelho como um destino turístico preferencial.
"Os pais pensam que os rios são mais seguros e isso é verdade. Mas é preciso que haja muito cuidado porque os miúdos arriscam sempre", acrescentou.
Opinião diferente tem Carlos Santiago, que veio da Figueira da Foz para estar na Praia das Rocas com os dois filhos menores.
"Eu aqui estou descansado. Posso ir beber uma cerveja à esplanada que os meus ficam calmos a chapinhar na água durante horas", disse, resumindo assim o sentimento de despreocupação que muitos pais têm em relação às praias e piscinas fluviais.

(fonte: diário de Leiria)