31 agosto 2007

GNR com mega operação em Pedrógão Grande, Sertã, Castanheira de Pêra e Figueiró dos Vinhos

A GNR anunciou hoje a apreensão de uma grande quantidade de munições e ainda de armas, aparelhos áudio-visuais, material informático e telemóveis no âmbito de 11 buscas realizadas nos distritos de Castelo Branco e Leiria, noticia a Lusa.

A operação, conduzida pelo Núcleo de Investigação Criminal da Sertã, incidiu em residências, cafés e bombas de combustível situadas neste concelho e ainda nos municípios de Figueiró dos Vinhos, Pedrógão Grande e Castanheira de Pêra (Leiria).

Segundo uma fonte da GNR de Coimbra, no âmbito da operação, que ainda se encontra em curso, foram detidos três homens, com idades compreendidas entre os 29 e os 37 anos, por posse de arma proibida.

Além de 562 munições de calibre 0.22, foram apreendidas 31 munições de calibre indeterminado e 11 de calibre 6.35. As buscas, desenvolvidas entre as 07:00 e as 10:30 de hoje, levaram também à apreensão de duas pistolas 6.35, uma pistola de alarme, uma caçadeira e uma espingarda de fabrico artesanal.

Computadores, televisões, DVDs, CDs, telemóveis, máquinas fotográficas, ferramentas eléctricas e material informático foram também apreendidos nas buscas, segundo os dados provisórios facultados pela GNR.

(por: portugalDiário)

20 agosto 2007

Centro de Saúde de Pedrógão Grande com falta de médicos

É no mínimo incrédulo, mas cada vez mais comum neste País que nos rodeia, na passada terça-feira, pelo menos duas doentes não foram atendidas por falta de médicos no centro de saúde de Pedrógão Grande, a justificação é simples, a falta de clínicos de serviço deve-se ao facto de estes se encontrarem de férias.
Uma das utentes veio mesmo a falecer a caminho do hospital de Nossa Senhora da Guia, em Avelar (Ansião), o seu filho não responsabiliza directamente a falta de médicos pelo caso. "Eu não estou a dizer que a minha mãe se ia salvar", mas aquilo "é uma casa que está aberta e induz as pessoas em erro". "Assim, mais valia que estivesse fechada", afirmou Vítor Cravo, filho da idosa de 75 anos que faleceu na tarde de terça-feira.
"Faltavam 20 minutos para as 14H00" e a "funcionária [do Centro de Saúde] disse-me que não havia médico" e "eu tive de levar a minha mãe com bastantes problemas de coração durante uma série de quilómetros até Avelar", desabafou.
Situação semelhante enfrentou João Henriques, que levou a mulher com febre ao Centro de Saúde de Pedrógão Grande, sem obter a necessária assistência.
"Ela tinha dores e febre, mas a funcionária disse para eu a levar para a Sertã ou para Avelar", explicou João Henriques.

O director do Centro de Saúde de Pedrógão Grande, Carlos David, admitiu que existem muitas dificuldades em assegurar o funcionamento diurno dos serviços durante o Verão. "As pessoas têm razão em reclamar", mas "não posso fazer nada. Eu até adiei a minha reforma porque, se me vou embora, fecham-se as extensões" existentes no concelho, desabafou Carlos David.
"Temos um Centro de Saúde com duas extensões e três médicos para mais de cinco mil utentes", pelo que "há dias em que se pode falhar à tarde", principalmente no "período de férias", explicou o director da instituição.
Mesmo assim, acrescentou que terça-feira "foi o único dia da semana" em que "tínhamos falta de médicos", salientou Carlos David.
Já para João Marques, presidente da Câmara de Pedrógão Grande e responsável pelos bombeiros locais, a falta de médicos é um "problema antigo", que se agrava em tempo de férias."No ano passado, a Administração Regional de Saúde ainda colocou mais um médico no Verão, mas este ano não trouxe ninguém", lamentou João Marques, que reclama - em conjunto com os restantes concelhos do norte do distrito de Leiria -, a criação de um serviço de atendimento permanente em Avelar, que sirva Ansião, Alvaiázere, Figueiró dos Vinhos, Pedrógão Grande e Castanheira de Pêra, concelhos do Norte do distrito de Leiria.

(com: diário as beiras)

Artigo Livre - Oleiros

Este artigo é de tema livre e serve para comentar todos os temas que tenham a ver com o concelho de OLEIROS.

12 agosto 2007

Chegam-nos Mail's - Carta Aberta ao Sr. Presidente da Câmara de Castanheira de Pêra

Transcrevemos de seguida o e-mail que o leitor Luis Gouveia nos enviou. Envie-nos também os seus mail's para: tertuliadopinhal@gmail.com


Exmº Senhor Presidente da Câmara de Castanheira de Pera
Tive oportunidade visitar pela 1ª vez o empreendimento Praia das Rocas e gostaria de fazer os seguintes comentários :
Parabens pela ideia e projecto " Praia das Rocas " um concelho do interior a necessitar de investimentos e de ideias novas para revitalizar o concelho e a necessitar de criar condições para que os seus municipes se sintam bem na sua terra e ao mesmo tempo criar condições para que este projecto seja conhecido e reconhecido e permita chamar gente de fora com tudo o que isso implica , restauração , hoteis , movimento , conhecimento .
Contudo tive oportunidade de sentir algumas falhas que podem pôr em causa todo este projecto :
- Limpeza das águas
-Limpeza de restaurante ( A ASAE FECHARIA ESTE ESTABELECIMENTO DE IMEDIATO COM FALTAS DE CONDIÇÕES E HIGIENE ).
-Azulejos dos sanitários que não tem protecção antiaderente e grande numero de acidentes por mim observados .
Entrada de piscina sem antiaderente ( eu tive queda gravissima , prontamente socorrido por funcionário , bem intencionado mas sem condições de apoio ).
- Falta de elemento de saude ( médico/ enfermeiro ou outro) com conhecimentos que permitam uma 1ª avaliação) .
Os meus cumprimentos e desejos que estes reparos sejam tidos em conta para evitar problemas mais sérios e que serão da responsabilidade da entidade gestora

Luis Gouveia


(envie também os seus mail's para: tertuliadopinhal@gmail.com)

11 agosto 2007

Empresa Canadiana procura OURO em Vila de Rei

A autarquia de Vila de Rei denuncia a empresa canadiana Redcorp Ventures, por fazer pros- pecções de ouro no seu território sem seu conhecimento e aprovação.

Rita Pereira, a arqueóloga do município, disse à Lusa que "esta sempre foi uma terra que prosperou, desde os tempos dos romanos, pelos seus minérios, especialmente pelas minas de ouro. Era uma terra inóspita que só trazia gente porque a exploração mineira gerava interesse". Segundo disse, "não é de admirar que com as novas tecnologias se possa fazer um outro aproveitamento na extracção dos nossos minérios mas a Redcorp vai ter de justificar as informações que apresentam no seu site oficial onde chegam ao ponto de apresentar os locais de recolha - Estevais, Milreu, Lousa e Ribeiro - bem como os valores percentuais do seu teor aurífero".
Rita Pereira explicou à Lusa que "segundo deliberação camarária, aprovada por unanimidade em reunião de câmara, o requerente de uma licença de pesquisa deve apresentar (..) à entidade licenciadora (...) certidão de parecer favorável, como está referido no artigo 9º do diploma". Segundo a arqueóloga, "até ao momento não deu entrada nos serviços desta autarquia qualquer pedido de pesquisa e licenciamento da mesma pelo que os números apresentados no site oficial da empresa só podem ser fruto de uma pesquisa efectiva no terreno que não nos foi comunicada, o que origina uma falta grave".

Empresa desdramatiza
Rui Alverca, geólogo da empresa canadiana, confirmou, em declarações à Agência Lusa, que "foram seleccionados alguns alvos em Vila de Rei que podem originar abertura de trincheiras uma vez que os primeiros indicadores deram positivo em algumas zonas". O geólogo desdramatizou, no entanto, o que chamou de "cenário abusivo de exploração do território" ao dizer que "aquilo que fizemos até agora qualquer pessoa podia fazer pois só recolhemos amostras em apenas uma semana de trabalho de garimpo".
A empresa mineira Redcorps Ventures, com sede no Canadá, assinou um acordo com o Governo português no início de 2006, válido até Março de 2008, ficando com a concessão de exploração de uma área de 727 Km2 na zona centro do país, a que chamaram "Propriedade Vila de Rei", abrangendo os concelhos de Abrantes, Alvaiázere, Ansião, Ferreira do Zêzere, Figueiró dos Vinhos, Mação, Pedrógão Grande, Penela, Sardoal, Sertã, Tomar e Vila de Rei. A zona foi escolhida pelas fortes possibilidades de ali existirem dois importantes depósitos de ouro e prata, confirmadas por prospecções preliminares da empresa e do Instituto Geológico e Mineiro de Portugal.

Estado perdeu
privilégios sobre jazidas
O interesse da Redcorp na região surge numa altura em que, ao contrário do que acontecia até agora, o Estado já não tem privilégio sobre as jazidas encontradas, nem exige ser sócio maioritário das explorações mineiras, o que se torna mais atractivo para as grandes multinacionais. Mas também porque as cotações dos minérios subiram em flecha nos últimos anos, depois de terem atingido valores mínimos históricos na década de 90.
Fonte do Departamento de Prospecção de Minerais Metálicos do Instituto Nacional de Engenharia, Tecnologia e Inovação (INETI) disse à Lusa que "uma onça de ouro valia 250 dólares em 2002 e hoje vale mais de 700. Com custos de exploração a rondar os 220 dólares, tudo o resto é lucro". O plano de trabalhos previstos até ao final de 2007, segundo se pode ler no site oficial da empresa canadiana, prevê perfurações em vários locais, até 600 metros de profundidade, representando um investimento de 110 mil euros.
Dois geólogos estão a recolher amostras para análise e a mapear a zona, incidindo sobretudo na região de Minderios (parte sul do concelho de Vila de Rei), onde as amostras recolhidas em vários veios de quartzo revelaram valores entre 2,5 e 11,6 gramas de ouro por tonelada. Segundo disse à Lusa Ricardo Aires, vice-presidente da autarquia, "importante era que, dois mil anos depois dos romanos, as novas minas de ouro de Vila de Rei criassem postos de trabalho e atraíssem turistas". Algo que, segundo o autarca, "valeria ouro para o futuro destas gentes".

(por: asbeirasonline)