O presidente do Município de Figueiró dos Vinhos, Rui Silva, estima que a autarquia venha a arrecadar cerca de quatro milhões de euros por ano, pagos pela empresa que vai instalar o parque eólico no concelho.As torres serão alinhadas no topo de um monte situado na freguesia de Campelo, autarquia local que também deverá ser contemplada com contrapartidas, tal como a respectiva Comissão de Compartes dos Baldios. As difíceis negociações da Enersis com estes parceiros, e entre eles próprios, é a única aresta que falta limar para que as máquinas possam iniciar a instalação dos aerogeradores, tal como a construção do necessário edifício de comando técnico.
Depois de obtidas todas as autorizações e licenças, o consórcio construtor deverá começar as obras até final do ano.
Ainda esta semana o ministro da Economia, Manuel Pinho, disse que “não há tempo a perder no aproveitamento dos recursos energéticos do país”, por causa do aumento do preço do crude e da necessidade de redução das emissões de gases. “Estamos a fazer a maior aposta de sempre nas energias renováveis”, declarou Manuel Pinho, na assinatura do contrato da Fase B das Eólicas. O ministro destacou que, “nos últimos dois anos, a potência eólica aumentou quatro vezes”, o maior aumento entre os países da União Europeia.

