17 março 2008

Castanheira de Pêra - Aluno gravemente ferido em actividades escolares

Acabou mal a prova radical escolhida pela EB 2,3 Bissaya Barreto, de Castanheira de Pêra, para assinalar o último dia de aulas antes das férias da Páscoa. Um dos alunos, de 16 anos, sofreu um acidente quando descia uma ponte através do método de 'rappel'. O jovem bateu com as costas no chão e foi transportado ao Hospital dos Covões. No entanto, depois de avaliado pelos médicos, "concluiu-se que o seu estado não inspirava cuidados", contou ao JN fonte dos bombeiros locais.
Paulo Marques, de 16 anos, cadete na corporação de bombeiros local, estava habituado a participar em provas radicais. Aliás, este foi o segundo ano que a escola escolheu este tipo de iniciativa para celebrar o final de um período escolar, de acordo com o presidente do Conselho Executivo, António Alves. O jovem estava quase a chegar ao chão. Descia uma das pontes (com cerca de oito metros de altura) da zona da praia das Rocas. Ia soltando a corda e fazendo a descida de forma gradual. Mas, num dos últimos momentos da descida, algo correu mal e o adolescente percorreu uma descida maior do que era esperado e acabou por bater no chão.
Foi solicitada a intervenção do helicóptero do INEM (Instituto Nacional de Emergência Médica) para fazer o transporte para o hospital. Contudo, a médica que observou o rapaz decidiu que seria mais seguro transportá-lo de ambulância. "Estava estabilizado e, segundo disse, poderia haver risco de perfuração de um pulmão, pelo que a altitude não era aconselhável", adiantou o comandante dos bombeiros de Castanheira de Pêra, Bebiano Rosinha.
Algum tempo depois de ter dado entrada no Hospital dos Covões, em Coimbra, o comandante dos bombeiros recebeu a informação de que, à excepção de uma omoplata fracturada, o jovem não apresentava outras complicações. De qualquer forma, permaneceu em observação e a efectuar diversos exames clínicos.
O acidente deixou abalados os alunos e professores que participavam na actividade. "Toda a escola ali estava", explicou o presidente do Conselho Executivo do estabelecimento, que é frequentado por 180 alunos. O responsável assegura que a prova tinha acauteladas as condições de segurança. "Os alunos estavam devidamente protegidos e o equipamento não tinha problemas", garantiu.

(por: Jornal de Notícias)

12 março 2008

Serviço Casa Pronta arranca em Pedrógão Grande

Entra em funcionamento hoje, dia 12 de Março, na conservatória do registo Predial de Pedrógão Grande o primeiro balcão da região do serviço Casa Pronta.
O serviço Casa Pronta permite realizar num único balcão todas as operações relativas à compra e venda de casa, como pagar impostos, celebrar o contrato de compra e venda, pedir a isenção de pagamento do imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) e realizar de imediato todos os registos evitando-se mais deslocações.
Este projecto foi desenvolvido pelo Ministério da Justiça e conta, desde a sua entrada em funcionamento a 24 de Julho de 2007, com a realização de mais de 1600 procedimentos Casa Pronta.

05 março 2008

C. M. Pedrógão Grande incentiva micro-empresas

A Câmara de Pedrógão Grande vai criar uma linha de crédito bancária às micro-empresas do concelho para ajudar o tecido económico local e criar novos postos de trabalho, anunciou hoje o presidente da autarquia.
Segundo o presidente João Marques, o projecto "Pedrógão Grande Finicia" visa apoiar projectos empresariais locais com verbas até 45 mil euros em cada fase, incentivando a "criação de emprego e a modernização dos equipamentos".

Esta solução financeira, que conta com o apoio do BPI, irá também permitir às empresas mobilizar capital para "completar candidaturas a fundos comunitários", no âmbito do novo Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN).
"Um dos problemas com que muitos empresários se deparam nas candidaturas ao QREN é ter dinheiro próprio para completar os apoios comunitários que nunca atingem os 100 por cento do investimento total", explicou João Marques.
Nesse sentido, a autarquia decidiu criar em parceria com o BPI uma linha de crédito para essas empresas com "juros muito baixos".
Além destes projectos, esta linha de crédito prevê "incentivos à criação de até quatro empregos, com um apoio de mil euros por cada posto de trabalho".O objectivo final deste projecto é "incentivar o espírito de risco das pessoas que não têm currículo junto da banca", explicou João Marques.
Caso os projectos sejam "exequíveis", será possível apoiar até simples "ideias de negócio", visando sempre "modernizar o nosso tecido económico", concluiu o autarca.

(por: lusa)

20 fevereiro 2008

Terceiro Aniversário


Pois é, ainda parece que foi ontem!
O Tertúlia do Pinhal comemora hoje o seu terceiro aniversário. Depois da imaturidade inicial, este blog começa a afirmar-se como uma referência regional.
É essencial que continuemos no bom caminho, construtivos, plurais, coerentes e independentes.
Numa altura em que os jornais locais vão lentamente desaparecendo da nossa região, resta-nos os meios digitais para que possamos garantir a democracia e pluralidade que um regime democrático deve salvaguardar.

Atentamente
A equipa do Tertúlia do Pinhal

16 fevereiro 2008

"Região do eucaliptal"

A falta de pinheiros ameaça deixar em maus lençóis empresas do sector da madeira da região, alerta Carlos São Martinho (presidente da distrital do PSD Castelo Branco). Apesar de não apresentar números concretos, garante que os relatos que os empresários lhe fazem “são muito preocupantes”.
“É irónico, mas há empresas da região do Pinhal Interior que chegam a ter que importar de Espanha e França metade da madeira de pinho que usam como matéria-prima”, descreve. O social-democrata não tem dúvidas em pedir a intervenção do Governo, sobretudo para que haja maior fiscalização e se possa travar o abate de pinheiros na região e sua substituição por eucaliptos. Critica também algumas opções do Estado em matéria de gestão florestal.
Entre elas, questiona a venda de propriedades ao grupo Altri pela empresa pública Lazer e Floresta (do grupo Portucel). “É um exemplo grave. Os terrenos incluem centenas de hectares de pinhal que está a ser abatido para a indústria da celulose e esse risco paira sobre inúmeras outras propriedades”, sublinha.

ALERTA NO SECTOR
Também na comemoração dos 50 anos da Associação das Indústrias da Madeira e Mobiliário de Portugal (AIMMP), em Dezembro de 2007, o presidente Fernando Rolin classificou a falta de matéria-prima como uma situação bastante grave, capaz de “levar ao encerramento de empresas e ao aumento do desemprego, se nada se fizer”, referiu à Agência Lusa. Segundo o inventário florestal nacional na altura destacado, houve um recuo de 27 por cento da área coberta pelo pinho. Desde 1998, o número de unidades de serração em Portugal caiu de 732 para 290, acrescentou.

EFEITOS COLATERAIS
João Paulo Catarino (PS), presidente da Câmara de Proença-a-Nova, no coração da região do Pinhal, refere que “o que se passa são as leis de mercado a funcionar, mas o regulador Estado tem que intervir”. “O problema está na falta de fiscalização”, referiu João Paulo Catarino, que vê com preocupação a escassez de matéria-prima para a indústria. “A fileira florestal é muito importante para esta região e os seus problemas trazem inúmeros fenómenos associados, como a desertificação e o desemprego”, refere.
Apesar das tentativas, não nos foi possível obter esclarecimentos do grupo Altri em Castelo Branco, nem da secretaria de Estado das Florestas.

Alguns dos terrenos vendidos
A empresa pública Lazer e Floresta vendeu no último ano 1490 hectares de terrenos no distrito de Castelo Branco ao grupo Altri, dos quais 1049 eram povoados com pinheiro bravo. São um dos exemplos que “merecia outra gestão” apontados pela Distrital do PSD.
Segundo Catarino Costa, administrador da empresa, “houve mais interessados nos terrenos, incluindo empresários do sector madeireiro, mas a proposta vencedora estava 15 por cento acima do segundo concorrente e bastante acima das outras propostas individuais”, acrescenta.
“Não me compete fazer comentários quanto ao uso que os novos donos lhes darão”, refere, ressalvando que “os terrenos eram de uma empresa de celulose e agora serão de um empresa da mesma área de actividade”.
Para Carlos São Martinho, a proveniência não importa. “O que interessa é, face ao cenário actual, o Governo assumir uma posição política em defesa do pinhal”.

“As serrações e fábricas de produtos de madeira no Pinhal suportam custos adicionais da matéria-prima importada e seu transporte. Não admira que alguns decidam fechar portas ou deslocalizar-se”
Carlos São Martinho,
presidente do PSD Castelo Branco

“As pessoas normalmente substituem o pinheiro por eucalipto e fazem muitos mais cortes prematuros, tudo em busca de mais rendimento, um problema que temo que se agrave quando as centrais de biomassa começarem a funcionar”
João Paulo Catarino,
presidente da Câmara de Proença

(por: diário XXI)