17 maio 2008

Co-incineração ILEGAL em Ansião sem ninguém saber

À margem dos protestos em volta das cimenteiras de Souselas e do Outão, a multinacional Maxit vem fazendo co-incineração de resíduos industriais perigosos (RIP) na sua unidade do concelho de Ansião, na freguesia de Avelar, sem qualquer visibilidade pública. E com outra diferença, em relação às cimenteiras da Cimpor e da Secil não possui licença ambiental para o efeito.

Da Maxit - Argilas Expandidas SA, Bernardo Mendonça diz que esta "sempre utilizou óleos usados" como combustível, ao abrigo da licença industrial emitida pelo Ministério da Economia, mas reconhece que ainda não ultrapassou os formalismos da legislação ambiental. A culpa é da lentidão do Ministério do Ambiente, atira o porta-voz da fábrica de aglomerados de argila, que esteve 16 anos fechada, antes de reiniciar actividade, em 1989.
Segundo o processo em curso na Agência Portuguesa do Ambiente (APA), a legalização da queima de óleos usados depende da adaptação da Maxit a dois diplomas o Decreto-Lei 194/2000, que regula a prevenção e o controlo da poluição e implica a emissão da licença ambiental; e o Decreto-Lei 85/2005, que estabelece as regras da incineração e co-incineração. A tutela dispensa a empresa de estudo de impacte ambiental.
Por que motivos, então, a Maxit ainda não se adaptou a dois diplomas que estão em vigor há vários anos? "Foi a primeira empresa do país a apresentar [a 15/12/2005] o projecto de adaptação ao decreto-lei 85/2005", começa por responder Bernardo Mendonça, isentando-se de culpas. "A todas as cartas da APA, não demorei mais de 15 dias a responder". De resto, garante que a fábrica tem filtros de mangas nas chaminés e monitoriza, em contínuo, as emissões de gases. "Já cumpre tudo o que é solicitado no 85/2005", afiança.
Sobre o decreto-lei 194/2000, Bernardo Mendonça diz que a Maxit ficou "muito surpreendida", quando foi avisada pela tutela, "só" em Abril de 2007, de que estava abrangida pelo diploma e carecia de licença ambiental. "Temos documentos do Ministério que nos colocavam fora da licença", garante o engenheiro daquela que é uma das principais fabricantes nacionais de leca (pequenas bolas de argila bastante utilizadas na construção civil para enchimentos).
Tutela queixa-se da Maxit
As datas enunciadas por Bernardo Mendonça e pelo Ministério batem certo, mas a APA parece fazer uma leitura diferente delas. Já a 25 de Janeiro deste ano, através do assessor Joaquim Calé, queixava-se dos atrasos da Maxit "A empresa não entregou até ao momento todos os elementos necessários para a conclusão do processo, tendo em 2008/01/10 a APA efectuado mais um ofício à empresa na tentativa de concluir os dois processos", lê-se na nota enviada ao JN em Janeiro. Na última sexta-feira, outro assessor do Ministério, Carlos Oliveira, afirmava que o processo não tivera desenvolvimentos: "Está na mesma".
Confrontado com esta resposta, o engenheiro da Maxit garantiu que acabara de enviar as análises das emissões de dioxinas e furanos pedidas pela APA, assegurando ainda que os resultados são plenamente satisfatórios. "Quanto mais óleo usado uso, menos emissões tenho", declarou.

(Por: Jornal de Noticias)

16 maio 2008

Chegam-nos Mail's

Transcrevemos de seguida o mail enviado pela Casa de Cultura e Recreio de Vila Facaia (Pedrógão Grande).

Envie também os seus mail's para: tertuliadopinhal@gmail.com
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Bom dia,escrevo-lhes em representação da Casa de Cultura e Recreio de Vila Facaia, uma associação sem fins lucrativos localizada no Concelho de Pedrógão Grande, Distrito de Leiria.
Enviamos-lhes em anexo o cartaz e o programa da Festa Cultural de Santa Catarina, um grande evento cultural que nos próximos dias 31 de Maio e 1 de Junho de 2008 esta colectividade vai organizar.
Este evento pretende oferecer a todos os seus visitantes um cartaz diversificado, heterogéneo, rico, e que se tenta distinguir pela sua diferença.
Desde as tradicionais Tunas Académicas, ao Rancho Folclórico, às animadas danças de salão, ou até aos sempre presentes músicos populares, há de tudo, tentando-se proporcionar uma simbiose quase que perfeita entre as várias vertentes que este evento pretende atingir.


PROGRAMA

Festa Cultural de Santa Catarina 2008
VILA FACAIA – PEDRÓGÃO GRANDE
31 DE MAIO E 1 DE JUNHO
Mais informações em:
www.ccr-vilafacaiaa.com

Sábado, 31 de Maio
14h00m – Abertura do arraial da festa
15h00m – Abertura das TASQUINHAS (com PETISCOS e BOM VINHO da região) e da QUERMESSE
20h00mFESTIVAL
DE TUNAS
ARREBITÁTUNA (Tuna Feminina da Escola Superior de Educação Castelo Branco)
EACB (Estudantina Académica de Castelo Branco – Castelo Branco)
TFMUC (Tuna Feminina de Medicina da Universidade de Coimbra – Coimbra)
TMUC (Tuna de Medicina da Universidade de Coimbra – Coimbra)
23h00m – GRUPO MUSICAL K3Ó4 (9 elementos em palco com grande espectáculo de som e luz)
02h30m – DJ HENRY G até altas horas da madrugada

Domingo, 1 de Junho
10h30m – Abertura das TASQUINHAS (com PETISCOS e BOM VINHO da região) e da QUERMESSE
14h20m – MISSA e PROCISSÃO (acompanhada pela BANDA FILARMÓNICA DE FIGUEIRÓ DOS VINHOS)
15h50m – Actuação do RANCHO FOLCLÓRICO DA CCR VILA FACAIA
16h50m – Actuação dos ACORDEONISTAS SÓNIA E MICHEL NEVES
17h50m – Grande espectáculo de magia com o famoso ILUSIONISTA DAVID MARTIN
18h50m – ESCOLAS DE DANÇA DE SALÃO
Grupo Bandolinista 22 de Maio (BelasSintra)
Alunos dos Bombeiros Voluntários de Caneças
20h30m – Grande espectáculo musical com o cantor BENNY PASCOAL acompanhado por NUNO ROMERO
22h20m – Actuação do FAMOSO artista da Rádio e Tv, LEONEL NUNES, O HOMEM DO GARRAFÃO

ORGANIZAÇÃO: CASA DE CULTURA E RECREIO DE VILA FACAIA

WWW.CCR-VILAFACAIA.COM

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14 maio 2008

13 maio 2008

Alvaiázere reivindica IC3 mais próximo do concelho

O presidente da Câmara de Alvaiázere reclamou hoje uma reunião com o secretário de Estado das Obras Públicas, depois de muitos munícipes terem contestado a proposta de traçado para o IC3 que fica mais afastada da sede de concelho.
O troço do IC3 entre Coimbra e Tomar está em discussão pública e um dos dois traçados em discussão, que causa menos danos ambientais, prevê a construção da via mais afastada das zonas povoadas e não contempla qualquer ligação directa à sede de concelho.
Esta questão motivou um abaixo-assinado, que contou com uma “mobilização fantástica em 15 dias" pelo que "agora aguardamos uma reunião com o secretário de Estado”, afirmou à Agência Lusa Paulo Morgado, que entregou segunda-feira o documento ao Governo Civil de Leiria.
No total, foram recolhidas 4.785 assinaturas, a esmagadora maioria de moradores do concelho, que tem cerca de oito mil habitantes, revelou o autarca social-democrata, que espera agora uma “resposta justa” do Governo que atenda às reivindicações da população.
No abaixo-assinado, os munícipes reclamam que seja escolhido o traçado mais próximo da sede de concelho, o qual, no entanto, apresenta mais constrangimentos ambientais.
Caso a tutela não atenda esta pretensão, Paulo Morgado admite que a população possa aceitar outro traçado, mais afastado das zonas povoadas, desde que existam dois nós adicionais de ligação, um no centro do concelho – que irá servir também as zonas industriais – e outro mais a norte.
A obra será sujeita a concurso no início de 2009, com Paulo Morgado a esperar que as reivindicações dos munícipes sejam atendidas, tendo em conta que a maior parte do troço sul do IC3 Tomar/Coimbra será construída no concelho de Alvaiázere.
“Somos atravessados pelo IC3 e merecemos alguma atenção”, disse o autarca.
No abaixo-assinado, os subscritores lamentam o “esquecimento e consequente desinvestimento", que "tem levado ao isolamento e à desertificação” do concelho, pelo que o IC3 é visto como “uma via estruturante e fundamental para alavancar o desenvolvimento económico e social dignificador do concelho e da região”.
Em resposta a este abaixo-assinado, o governador civil de Leiria, Paiva de Carvalho, prometeu “fazer chegar as pretensões da população e dos autarcas ao Governo”, procurando realizar “uma reunião de trabalho no Ministério das Obras Públicas para apresentar o ponto de vista da população local”.

(Por: Região de Leiria)