07 junho 2008

Câmaras da região não pagam a tempo e horas

Segundo os dados publicados recentemente pela Direcção-Geral das Autarquias Locais (DGAL), a Câmara Municipal de Castanheira de Pêra é a décima pior do país, no que a tempo para pagamento a fornecedores diz respeito.
Numa lista composta por 300 câmaras municipais, nem todas forneceram os dados para que fosse contabilizado o tempo médio para pagamento aos seus fornecedores, como é o caso dos municípios de Pedrógão Grande e Sertã.
Numa média nacional que ronda os 173 dias, somente Alvaiázere e Proença-a-Nova aparecem abaixo da média nacional, com 47 e 26 dias, respectivamente, todos os restantes concelhos aparecem acima da média, como os casos de Castanheira de Pêra (567 dias), Ansião (333 dias), Figueiró dos Vinhos (201 dias) e Vila de Rei (195 dias).
Foram 32 os municípios que a nível nacional não entregaram a documentação, e 11 que aguardam confirmação dos dados enviados à DGAL.
Este estudo foi feito no âmbito do programa “Pagar a Tempo e Horas” lançado pelo Ministério das Finanças, este programa tem por objectivo encurtar os prazos de pagamentos dos organismos públicos a fornecedores, reduzindo-os em 15 a 20 por cento ao ano, até ser conseguida uma demora de pagamento de 30 a 40 dias.

29 maio 2008

Pedrógão Grande - Recrutamento para únidade fabril

Boas Noticias para a nossa região.
Para eventuais interessado divulgamos de seguida as ofertas de emprego para uma empresa que vai criar cerca de 40 postos de trabalho directos e alguns mais de forma indirecta, no concelho de Pedrógão Grande.
Esta fábrica irá essencialmente utilizar os desperdícios das serrações, carpintarias, e todo o tipo de resíduos florestais sólidos, contribuindo assim para a redução do risco de incêndio na nossa região. Este facto levará também as organizações locais a criar condições para procederem à limpeza dos matos e florestas criando assim postos de trabalho e riqueza para a região.
Será a maior fábrica do país na sua área de foco.

Anúncio de recrutamento

Empresa da área das bioenergias pretende contratar trabalhadores para as suas instalações no Concelho de Pedrogão Grande.
Para esse efeito pretende receber candidaturas aos lugares de:

Engenheiro Mecânico/Electromecânico
Supervisores de Turno
Operadores de Turno
Portaria
Apoio Administrativo
Logística comercial/compras

As candidaturas, que devem ter em conta os perfís abaixo apresentados, devem ser enviadas para pedrojsrd@netcabo.pt ao cuidado do Engº Pedro Duarte.


Engenheiro Mecânico/Electromecânico

- Engenharia Mecânica/Electromecânica
- Experiência mínima em ambiente fabril de 3 anos (preferencial)
- Conhecimentos de electrónica/automação (preferencial)
- Conhecimento das Normas ISO9001 e 14001
- Conhecimentos das áreas de Segurança, Ambiente e Higiene Industrial
- Conhecimento de equipamentos mecânicos e interpretação de desenhos técnicos
- Assegurar o bom funcionamento/manutenção do equipamento eléctrico/mecânico
- Capacidade para organizar, coordenar e chefiar equipas de manutenção e produção
- Autonomia, dinamismo, espírito de iniciativa e responsabilidade
- Bom relacionamento interpessoal
- Conhecimentos de Informática ao nível do utilizador
- Disponibilidade Imediata

Supervisores de Turno

- Curso Técnico ou licenciatura nas áreas de Electromecânica/Mecânica, Electrónica/automação e Instrumentação
-
Disponibilidade para trabalhar por turnos rotativos
- Capacidade de organização e coordenação
- Autonomia, dinamismo, espírito de iniciativa e responsabilidade
- Bom relacionamento interpessoal
- Residência na zona
- Disponibilidade imediata

Operadores de Turno

- Curso Técnico ou licenciatura nas áreas de Electromecânica/Mecânica, Electrónica/automação e Instrumentação
- Disponibilidade para trabalhar por turnos
- Autonomia, dinamismo, espírito de iniciativa e responsabilidade
- Bom relacionamento interpessoal
- Residência na zona
- Disponibilidade imediata

Portaria

- 11º Ano de Escolaridade (Mínimo)
- Disponibilidade para trabalhar por turnos (apenas diários)
- Conhecimentos de Informática ao nível do utilizador
- Recepção/Expedição de matéria-prima e produto acabado
- Bom relacionamento interpessoal
- Residência na zona
- Disponibilidade imediata

Apoio Administrativo

- Excelentes conhecimentos de informática na óptica do utilizador
- Formação superior na área do Secretariado
- Conhecimentos de Inglês falado e escrito
- Garantir a eficaz gestão e organização de agenda
- Elaborar apresentações em suporte PowerPoint e outros documentos
- Traduzir documentos, entre outras tarefas de carácter administrativo e de secretariado
- Realizar o acompanhamento telefónico, gestão da correspondência e coordenação administrativa
- Analisar documentação recebida e posterior encaminhamento
- Controlo Documental de facturas e de dados do pessoal
- Conhecimento das Normas ISO9001 e 14001
- Desempenhar funções de apoio geral e área comercial
- Bom relacionamento interpessoal
- Residência na zona
- Disponibilidade imediata

Logística Comercial/compras

- Formação/Experiência na área Técnico Comercial
- Conhecimentos de Inglês falado e escrito
- Boa capacidade de negociação
- Boa capacidade de comunicação e argumentação
- Forte espírito comercial;
- Manutenção de relações comerciais através da gestão e desenvolvimento de carteira de fornecedores/clientes;
- Fidelização de fornecedores/clientes e celebração de acordos comerciais visando os objectivos previamente definidos
- Capacidade de trabalho em equipa
- Orientação para objectivos e resultados
- Bom relacionamento interpessoal
- Residência na zona
- Disponibilidade imediata


27 maio 2008

Ansião - Agressões nos estúdios da Rádio Vida Nova FM

Fazer rádio parece ser cada vez mais uma profissão de alto risco.

Ontem, cerca das 14H00, dois indivíduos jovens, irmãos, dirigiram-se às instalações da Rádio Vida Nova, arrombaram barbaramente, a pontapé, duas portas de acesso ao exterior, penetraram nas instalações, e espancaram a primeira pessoa que encontraram, funcionário do Jornal Luz – Boletim Interparoquial, que estava na primeira sala. No estúdio trabalhava a animadora de rádio que, ao ouvir barulhos, abriu a porta, para ver o que se passava. Apercebeu-se da presença de dois estranhos, sendo que o agressor a pontapeou selvaticamente, tendo esta tentado fechar a porta e o agressor continuou a pontapear a porta, tendo-a protegido o irmão mais novo, pois o verdadeiro agressor é o mais velho. De notar que se encontra em situação de gravidez, o que a todos os títulos, tal agressão se reveste de características dos mais baixos instintos. Foram danificados ainda materiais radiofónicos e discográficos. Ao saírem das instalações, os agressores deparam-se com outra funcionária, que regressava ao trabalho, percebeu o que se passava, tendo visto o agressor com uma navalha, na mão, e tendo percebido mesmo uma discussão entre os dois, dentro duma viatura, antes mesmo de arrombarem e agredirem nas instalações da Rádio. A funcionária tentou refugiar-se na pastelaria vizinha, tendo pedido protecção, tendo sido agredida no pescoço.

Colocaram-se em fuga, numa viatura branca, foram chamados os bombeiros, para socorrer a primeira vítima, barbaramente espancada, sobretudo na cabeça, tendo-lhe sido prestados no local, pelo pessoal da ambulância, e foi conduzido ao Hospital da Pombal, que o reenviou para Leiria, em ordem a um exame mais detalhado. Chegou também uma força da GNR, que começou por recolher elementos de investigação e falou com os intervenientes sinistrados. Quando se encontrava já no local, o director da Rádio, viu os estragos, ouviu as pessoas, falou com as autoridades.

Entretanto, chegou de novo a viatura com os atacantes, que foi estacionada numa zona proibida, na margem da estrada, em frente à pastelaria, e os elementos da GNR de imediato cercam os atacantes, tendo-lhe apreendido a navalha, identificando e recolhendo dados. Quando um dos guardas, se deslocou ao lado para recolher outros dados, o mais velho, agressor, começou a atacar o outro guarda, tendo sido de imobilizado, algemado e conduzido depois ao posto d GNR, em Ansião, onde foi ouvido, e enviado ao Tribunal, para ser presente à Procuradora do Ministério Público.

Entretanto, a Direcção da Rádio, bem como uma das funcionárias agredidas, dado que o outro funcionário se encontrava hospitalizado, apresentaram-se no Posto da GNR, para apresentar queixa. Ao fim da tarde, após interrogatório no Tribunal, o agressor foi mandado embora, com a medida de coacção de termo de identidade e residência.

Contactado o Hospital de Leiria, deu a informação que o funcionário do jornal teve alta cerca das 22H30.

Naturalmente que se levantam de imediato interrogações sobre os motivos que levaram a esta agressão violenta e inqualificável. Sem entrar no que serão as declarações do agressor às autoridades, naturalmente em segredo de justiça, não se encontra a mínima razão objectiva. O agressor não participava em diálogo com nenhum dos trabalhadores da comunicação social, porque há registo de todos os participantes, e ele nunca participou. Também não há a mais leve suspeita sobre a própria rádio em si. Nem contra a direcção da Rádio. Inclusive, o director foi pároco de Santiago da Guarda, e recorda perfeitamente como, em tempos, se preocupou com esta família, tendo conseguido que o grupo sócio-caritativo fizesse com que fosse construído um tanque na habitação anterior da família, hoje desestruturada, de modo particular pela preocupação da saúde e higiene das crianças, entre as quais se encontravam na altura estes dois jovens.

(por: VidaNova FM)

26 maio 2008

Autarcas defendem ligação do Ic8 a Espanha

Os autarcas do Norte do distrito de Leiria reclamaram uma nova ligação do IC8 a Espanha, com uma via directa entre o litoral e os eixos rodoviários espanhóis que servem Madrid.
Esta exigência surge numa altura em que se espera que o Governo anuncie a concessão Pinhal Interior, que inclui a conclusão do IC8 e do IC3. Os autarcas da região já pediram que o Executivo estude também uma nova via entre Pedrógão Grande e a A23, com ligação ao IC31, que serve a fronteira espanhola em Monfortinho.
“Esta solução iria criar um traçado directo entre o litoral português e Madrid”, permitindo também que “concelhos como a Pampilhosa da Serra e Oleiros fiquem desencravados no que respeita às acessibilidades”, explicou o presidente da Câmara de Pedrógão Grande, João Marques.
Esta nova via, que a tutela “prometeu estudar”, faria uma ligação à A23 entre Castelo Branco e o Fundão, meia centena de quilómetros a norte da actual ligação do IC8.
Os autarcas esperam que o Governo anuncie ainda este mês a abertura do concurso para a construção do IC3 entre Tomar e Condeixa-a-Nova e dos troços que faltam do IC8 (Pombal/Ansião e Proença-a-Nova/A23).

250 quilómetros

O conjunto de obras, que envolvem mais de 250 quilómetros, entre novos troços e a requalificação das vias actuais, terá a denominação de concessão Pinhal Interior. Para Paulo Morgado, presidente da Câmara de Alvaiázere (PSD), esta concessão vem “resolver os problemas de toda uma região” que, embora esteja perto do litoral, sofre “o peso da interioridade” por falta de acessos aos grandes eixos viários do país.
No caso de Alvaiázere - o concelho que terá o troço maior do IC3 - existe a promessa de construção de três nós de acesso, uma questão que já foi motivou um abaixo-assinado entregue ao Governo.
“A ligação do concelho ao IC3 é importante porque, sem isso, a nova estrada acaba por não servir a região”, justificou o autarca.
Por seu turno, o presidente da Câmara de Ansião, Fernando Marques (PSD), recordou a importância do IC8 para a ligação do litoral ao interior, no Centro do país. “É uma via que faz muita falta”, até porque a região é “atravessada por muitos pesados de mercadorias” com direcção a Castelo Branco e à A23, explicou o autarca.
“Espero que o novo IC8 tenha uma via em condições e duas faixas de rodagem”, com “perfil em condições que sirva as necessidades existentes do trânsito”, acrescentou Fernando Marques.

(Por: Diário de Leiria)

17 maio 2008

Co-incineração ILEGAL em Ansião sem ninguém saber

À margem dos protestos em volta das cimenteiras de Souselas e do Outão, a multinacional Maxit vem fazendo co-incineração de resíduos industriais perigosos (RIP) na sua unidade do concelho de Ansião, na freguesia de Avelar, sem qualquer visibilidade pública. E com outra diferença, em relação às cimenteiras da Cimpor e da Secil não possui licença ambiental para o efeito.

Da Maxit - Argilas Expandidas SA, Bernardo Mendonça diz que esta "sempre utilizou óleos usados" como combustível, ao abrigo da licença industrial emitida pelo Ministério da Economia, mas reconhece que ainda não ultrapassou os formalismos da legislação ambiental. A culpa é da lentidão do Ministério do Ambiente, atira o porta-voz da fábrica de aglomerados de argila, que esteve 16 anos fechada, antes de reiniciar actividade, em 1989.
Segundo o processo em curso na Agência Portuguesa do Ambiente (APA), a legalização da queima de óleos usados depende da adaptação da Maxit a dois diplomas o Decreto-Lei 194/2000, que regula a prevenção e o controlo da poluição e implica a emissão da licença ambiental; e o Decreto-Lei 85/2005, que estabelece as regras da incineração e co-incineração. A tutela dispensa a empresa de estudo de impacte ambiental.
Por que motivos, então, a Maxit ainda não se adaptou a dois diplomas que estão em vigor há vários anos? "Foi a primeira empresa do país a apresentar [a 15/12/2005] o projecto de adaptação ao decreto-lei 85/2005", começa por responder Bernardo Mendonça, isentando-se de culpas. "A todas as cartas da APA, não demorei mais de 15 dias a responder". De resto, garante que a fábrica tem filtros de mangas nas chaminés e monitoriza, em contínuo, as emissões de gases. "Já cumpre tudo o que é solicitado no 85/2005", afiança.
Sobre o decreto-lei 194/2000, Bernardo Mendonça diz que a Maxit ficou "muito surpreendida", quando foi avisada pela tutela, "só" em Abril de 2007, de que estava abrangida pelo diploma e carecia de licença ambiental. "Temos documentos do Ministério que nos colocavam fora da licença", garante o engenheiro daquela que é uma das principais fabricantes nacionais de leca (pequenas bolas de argila bastante utilizadas na construção civil para enchimentos).
Tutela queixa-se da Maxit
As datas enunciadas por Bernardo Mendonça e pelo Ministério batem certo, mas a APA parece fazer uma leitura diferente delas. Já a 25 de Janeiro deste ano, através do assessor Joaquim Calé, queixava-se dos atrasos da Maxit "A empresa não entregou até ao momento todos os elementos necessários para a conclusão do processo, tendo em 2008/01/10 a APA efectuado mais um ofício à empresa na tentativa de concluir os dois processos", lê-se na nota enviada ao JN em Janeiro. Na última sexta-feira, outro assessor do Ministério, Carlos Oliveira, afirmava que o processo não tivera desenvolvimentos: "Está na mesma".
Confrontado com esta resposta, o engenheiro da Maxit garantiu que acabara de enviar as análises das emissões de dioxinas e furanos pedidas pela APA, assegurando ainda que os resultados são plenamente satisfatórios. "Quanto mais óleo usado uso, menos emissões tenho", declarou.

(Por: Jornal de Noticias)