
Aquele que já era considerado como o desfecho mais que provável, e que José Sócrates "teimava" em adiar, acabou por chegar, Portugal pede ajuda externa à União Europeia, e portanto ao FMI.
O resgate deve rondar os 80 Mil Milhões de Euros, só para ter uma ideia do valor astronómico de que estamos a falar, o PIB anual de Portugal, ou seja, toda a riqueza que o país produz num ano ronda os 200 Mil Milhões.
E agora, o que aí vem?! Pois bem, se estava mau, pior vai ficar. A união europeia e o FMI vão-nos emprestar o dinheiro de que precisamos para fazer face às despesas correntes do estado, contudo vão-nos impor regras como garantia de que lhes possamos pagar o empréstimo num futuro próximo. Essas regras não têm por hábito criar consenso social, mas esta é a fatura a pagar de anos e anos a viver a cima das nossas capacidades. O estado faz negócios ruinosos e que estão assentes, essencialmente, numa politica de obras publicas que não gera riqueza para o país e que cria infraestruturas do tipo "Elefante Branco" (estádios, auto-estradas sem utilizadores, ...), além disso temos uma máquina social que não é compatível com aquilo que produzimos (serviço nacional de saúde, pensões vitalícias para muitas "doenças crónicas", ...)
Portugal é um país burocrata que tem de ser modernizado ao nível da máquina do estado, há que ser otimista e pensar que uma ajuda e intervenção externa poderão acabar com muitos dos vícios e interesses estabelecidos, assim esperamos.
Este é o fundo para onde os nossos políticos nos levaram anos atrás de anos. Foram dividas atrás de dividas, devemos 125% daquilo que produzimos num ano.
Talvez não fosse má ideia começar a cortar nas instituições locais, e a partida que o Tertúlia do Pinhal nos pregou no dia um de Abril fizesse todo o sentido.



