05 julho 2011

Espaço Cartoon - Há Festa Na Aldeia

Há Festa na Aldeia
O dinheiro que as autarquias gastam em festas de verão faz sentido?! Claro que sim... se não o povo morria à fome! 
Já agora, boas férias e tenha cuidado com o sol.
Cartoon produzido em exclusivo para o Tertúlia do Pinhal.


02 julho 2011

Censos 2011 - Região do Pinhal cada vez mais desertificada

Foram divulgados os dados preliminares do Censos 2011, os dados agora conhecidos não premeditam nada de bom para a nossa região, acabam por ser a materialização do nosso pensamento comum.
As quedas são significativas, só para ter uma ideia Figueiró dos Vinhos perdeu 16% da sua população em 10 anos. A falta de emprego, politicas mal definidas e crises económicas são motivos mais que suficientes que têm levado os nossos concelhos para este êxodo .
O futuro não se deslumbra promissor, os nossos jovens, por falta de emprego, perspetivas futuras e por não estarem enquadrados nos ciclos de interesses e poderes existentes tendem a sair dos nossos concelhos. Salvam-se os velhos. São os resultados de anos e anos de políticas mal estruturadas baseadas em interesses particulares e executadas por políticos completamente incompetentes que sedem constantemente a interesses instituídos e que ainda pensam que investir em estradas e campos de futebol traz investimento para a região.

Análise comparativa entre censos 2011 e censos 2001

Figueiró dos Vinhos
Quebra de população residente: -16%
Censo 2001: 7352 habitantes
Censo 2011: 6148 habitantes

Castanheira de Pêra
Quebra de população residente: -15%
Censo 2001: 3733 habitantes
Censo 2011: 3191 habitantes

Pedrógão Grande
Quebra de população residente: -11%
Censo 2001: 4398 habitantes
Censo 2011: 3916 habitantes

Sertã
Quebra de população residente: -6%
Censo 2001: 16720 habitantes
Censo 2001: 2011 15927 habitantes

Ansião
Quebra de população residente: -5%
Censo 2001: 13719 habitantes
Censo 2011: 2011 13100 habitantes

24 junho 2011

Volta a Portugal em Bicicleta com etapa final em Sertã

A Volta a Portugal em Bicicleta que se realizará entre os dias 4 e 15 de Agosto terá uma etapa final no concelho da Sertã no dia 14 de Agosto.
Uma excelente oportunidade que o concelho e a região têm para se promover, não fosse a volta a Portugal em bicicleta, por excelência, o desporto que fomenta de uma forma mais direta o turismo e a região das vilas/cidades que a acolhem.
Também uma excelente oportunidade para os empresários hoteleiros da região.


Etapas da prova:
4 Agosto: Prólogo Fafe
5 Agosto: 1.ª Trofa - Oliveira do Bairro
6 Agosto: 2.ª Ol. Azeméis - Sr.ª da Assunção
7 Agosto: 3.ª V. Castelo - Sr.ª da Graça
8 Agosto: 4.ª Lamego - Gouveia
9 Agosto: 5.ª Oliveira do Hospital - Viseu
10 Agosto: Descanso
11 Agosto: 6.ª Aveiro - Castelo Branco
12 Agosto: 7.ª Sabugal - Guarda (CRI)
13 Agosto: 8.ª Seia - Torre
14 Agosto: 9.ª Covilhã - Sertã
15 Agosto: 10.ª Sintra (?) - Lisboa

19 junho 2011

Autarquia de Pedrógão Grande “investe…” 1.2 Milhões em estádio municipal

Não deixa de ser contraditório que a 75Km de distância haja um concelho (Leiria) que pretende ver-se livre do estádio municipal, e em Pedrógão Grande, um concelho com menos tradição desportiva, menos capacidade financeira, um problema demográfico enorme e com graves problemas sociais se pense que o investimento de 1,2 Milhões de euros num estádio municipal traga qualquer beneficio para o concelho.
O certo é que as obras de remodelação do estádio municipal de Pedrógão Grande, um investimento de 1,2 milhões de euros, vão estar concluídas em setembro, anuncio feito pelo próprio presidente, João Marques.
"Os trabalhos de reabilitação do estádio incluem a colocação de bancadas, para 450 pessoas sentadas, novos balneários, o arrelvamento sintético, a iluminação, além de espaços administrativos que podem ser ocupados pelos clubes", explicou o edil à sic notícias.
O autarca social-democrata justificou o investimento com o facto das instalações não terem atualmente o "mínimo de condições para a prática desportiva".
"É praticamente uma construção nova o que está a ser feito", disse João Marques, assinalando a comparticipação, em 40 por cento, do Programa Operacional de Valorização do Território, no âmbito do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), que permitiu avançar com a obra.
O presidente da autarquia salientou, ainda, a possibilidade de o estádio, assim que as obras estiverem concluídas, poderem ser usadas pelos alunos do concelho, o que até agora não sucedia.
Esperamos no entanto que esses alunos não tenham de estar afiliados ao clube local para poderem utilizar o recinto.

14 junho 2011

Portugal gasta 70 Milhões por ano para comprar sangue que deita para o lixo

Aqui está uma notícia que retrata Portugal no seu pior, uma verdadeira vergonha de esbanjamento de dinheiro. Uma falta de respeito não só para o contribuinte como para todos os dadores de sangue deste país falido.
Segundo o presidente do Instituto português do Sangue (IPS), Portugal destrói o plasma do sangue que recolhe devido a problemas com um concurso que obriga o Instituto a gastar anualmente 70 milhões de euros a adquirir este produto de saúde no estrangeiro.
O presidente do IPS, Álvaro Beleza, confirmou desta forma a notícia hoje avançada pelo Jornal de Notícias de que "metade do sangue doado vai para o lixo".
"É Portugal no seu pior", desabafa Álvaro Beleza, que desde Fevereiro dirige o IPS e, desde então, já alertou as autoridades para a situação.
Em causa está a utilização do plasma, componente do sangue que é recolhido anualmente.
Portugal utiliza 400 mil unidades de sangue, das quais 90 mil de plasma para uso direto nos hospitais.
Devido a um problema com o concurso para a inativação e fragmentação do plasma, este é destruído e há dez anos que é assim.
Para Álvaro Beleza, a situação é revoltante e, para já, poderá ser parcialmente resolvida através da utilização dessas 90 mil unidades de plasma pelos hospitais.
No entanto, enquanto a questão concursal não se resolver, as restantes mais de 300 mil unidades de plasma continuarão a ser incineradas e Portugal a pagar 70 milhões de euros na sua aquisição a outros países.
Nas contas de Álvaro Beleza, mesmo que em matéria de plasma Portugal não se torne para já autossuficiente, o aproveitamento do plasma do sangue recolhido poderia gerar poupanças na ordem dos 15 milhões de euros anuais.
O especialista espera que este problema se resolva rapidamente e que o mesmo não abale a confiança dos portugueses, bem como a sua generosidade e vontade em doar sangue.