30 agosto 2011

Variante do Troviscal finalmente concluída


Estão concluídas as obras da variante do Troviscal em Castanheira de Pêra, a obra estava a cargo da empresa Mota-Engil (através da concessionária Ascendi) e faz parte da concessão rodoviária do Pinhal Interior. 
A variante tem uma extensão de 2.6 km (entre a rotunda da roda e a rotunda de acesso à nacional 236), exatamente a mesma distância que levaria caso seguisse pela EN236. Não se ganha em distância mas ganha-se em tempo, a nova variante passa por fora da aldeia do Troviscal e tem os cruzamentos todos desnivelados, podendo-se equiparar a um IC. Uma estrada com excelente sinalização e boas escapatórias.
Uma obra que estaria condenada a nunca ver a luz do dia, não tivesse ganho um revés aquando do programa de concessões rodoviárias levado a cabe pelo ex. governo socialista, concessões essas que são vistas como catastróficas para as nossas finanças públicas por alguns dos mais reputados economistas nacionais.

05 agosto 2011

Pedrógão Grande - Mais um caso de violência doméstica

Infelizmente têm sido muitas as notícias de violência doméstica grave na nossa região, um autêntico flagelo que merece maior acompanhamento das autoridades e endurecimento das penas a aplicar.
Em Portugal a justiça é branda para quem pratica atos de violência doméstica, parece que ainda reina a velha máxima do "entre marido e mulher não metas a colher".
Devia-mos seguir o exemplo dos nossos vizinhos espanhóis que fomentaram uma campanha nacional de grande escala para que tanto as vitimas de violência doméstica como testemunhas acusassem os agressores. Estes por sua vez iriam encontrar uma justiça sem complacência para com estes comportamentos primitivos.
Violência doméstica deveria ser considerada crime público, não sendo dessa forma necessária qualquer queixa por parte da vítima, que na maior parte dos casos não denuncia os abusos por medo de represálias e porque a justiça pura e simplesmente é branda!
O caso mais recente de violência doméstica ocorreu em Pedrógão Grande, Casal da Marinha, entre Paulino Ribeiro, 55 anos, e Maria da Assunção Ribeiro, 43. Eram frequentes os desentendimentos "por tudo e por nada". Esta semana o homem chegou a casa embriagado, pelas 23h00, e agrediu a mulher e os dois filhos, de 16 e 21 anos, a murro e a pontapé. E "pendurou" Maria Assunção na varanda da casa, a uma altura três metros.
"Ele já bateu muitas vezes na mulher e ontem [quarta-feira] foi mais um desses dias. Quando o filho viu a mãe agarrada às grades da varanda para cair, segurou o pai pelas costas e não deixou que lhe batesse mais. Ainda são uns metros de altura e a mulher esteve pendurada. Valeu--lhe o filho, que segurou o pai, e a filha, que foi por baixo ampará-la" para escorregar até ao chão, declarou ao Correio da Manhã uma vizinha do casal, que pediu para não ser identificada. "Ele gritou para o filho o largar. Quando se soltou do rapaz, deu-lhe murros e pontapés e foram todos para o hospital."
Segundo os Bombeiros de Pedrógão Grande, duas pessoas ficaram em estado grave – a mulher e o filho. O agressor e a filha sofreram pequenas escoriações. Já todos tiveram alta hospitalar.
Isidro Silva, irmão de Maria da Assunção, explicou que ela e os dois filhos estão fisicamente recuperados, mas encontram--se longe do agressor. "Contactei a minha irmã e ela disse-me que os três estavam bem e recuperados. Contudo, não me quis dizer onde se encontravam", explicou o familiar.
Além dos militares da GNR, deslocaram-se ao local oito bombeiros da corporação de Pedrógão Grande, apoiados por três ambulâncias, que prestaram assistência às vítimas.
MÃE E FILHOS AINDA NÃO FIZERAM QUEIXA
Segundo a GNR, até ontem não tinha sido "apresentada qualquer queixa motivada pela ocorrência". "Quando a GNR chegou ao local, as vítimas estavam a ser socorridas pelos bombeiros, e os militares não presenciaram qualquer agressão. Como não houve flagrante delito, ninguém foi detido. O processo seguirá para tribunal", explicou uma fonte da GNR de Leiria, adiantando que "não foi usada qualquer arma ou objeto nas agressões".

(com: Correio da Manhã)

30 julho 2011

Ansião é um motor de desenvolvimento local

O trabalho que a autarquia de Ansião tem desenvolvido no parque empresarial do Camporês é notável. As empresas multiplicam-se e a criação de postos de trabalho é uma constante.
Já todos sabemos que o problema do interior é a falta de emprego, mas não basta somente estarmos conscientes desse “handicap”, há que tomar medidas para o contornar.
Quarenta novos postos de trabalho, é esta a resposta da autarquia de Ansião para o problema do desemprego na nossa região.
O presidente da C.M de Ansião, Rui Rocha, anunciou que vão ser criados no concelho 40 novos postos de trabalho através da instalação de nove empresas no Parque Empresarial do Camporês.
As novas empresas são das áreas da metalo-mecânica, transformação de madeiras, reparação automóvel e distribuição farmacêutica.

O parque empresarial do Camporês é um motor para o desenvolvimento local e regional, idealizado e construído em 1990 foi recentemente alvo de obras de ampliação, num investimento a rondar os dois milhões de euros, um investimento com sentido, planeamento e a pensar no desenvolvimento futuro das nossas populações.
Atualmente conta com 31 empresas e emprega cerca de 500 pessoas.

28 julho 2011

Crocodilo no rio Zêzere pode ser um peixe gato

O crocodilo que uma comerciante e um canoísta pensam ter avistado na albufeira de Castelo Bode, no concelho da Sertã, poderá ser um siluro (ou peixe-gato), como o encontrado ontem de manhã perto da foz do Alge (Figueiró dos Vinhos) pelo dirigente da associação ambientalista AQUATomar.
Américo Costa, 48 anos, estava a organizar um passeio de observação da fauna da albufeira, no fim-de-semana, e procurava um sítio para atracar um pequeno veleiro quando descobriu o predador. "Eram 6, 7 horas. Vi movimento junto à margem e julgava tratar-se de uma carpa, mas quando me aproximei constatei que era um siluro, com 1,5 metros", contou o dirigente da AQUATomar, empresário.
Nessa altura, pensou logo ter desfeito o mistério do crocodilo. "Pelo tamanho, por estar em águas menos profundas para apanhar lagostins, pela forma como serpenteia ao nadar e quase não ter escamas, pode confundir-se com o réptil", conclui Américo Costa, destacando que o peixe--gato é muito comum nas barragens espanholas, apesar de ser uma enorme ameaça para os outros peixes.
Apesar da descoberta do ambientalista, o Serviço da Natureza e Protecção do Ambiente da GNR vai manter os patrulhamentos de rotina, com atenção a eventuais vestígios de alguma espécie exótica.

(por: Correio da Manhã)

13 julho 2011

Município de Pedrógão Grande paga indeminização de 15.000 euros a funcionário que se despediu

Transcrevo de seguida alguns excertos da acta nº 9/2011, da reunião ordinária de 12 de Maio de 2011 da Assembleia Municipal de Pedrógão Grande (que também pode ser consultada em: http://www.cm-pedrogaogrande.pt/images/stories/municipio/camaramunicipal/actaseeditais/Actas/acta12demaio2011.pdf)

Processo 274/11.1TTC.B.R, cuja autora é (nome omitido de forma propositada) e Réu a Petroensino – Ensino e Formação Profissional, lda, que que o Município é sócio com uma quota de cerca 49%.
Considerando que a autora do processo, solicita uma indeminização de 59.900,70€, após ter rescindido unilateralmente a relação de trabalho com a Escola Tecnológica e Profissional da Zona do Pinhal/Petroensino.
A câmara Municipal delibera por unanimidade, e dado que a autora se despediu de livre vontade e unilateralmente, autorizar a Administração/Gerência da Petroensino/ETPZP, a propor ao douto Tribunal de Trabalho, que lhe seja atribuída uma indeminização até 15.000 €, tendo em conta o vencimento da autora (cerca de €2.700 mensais) e o tempo que mediou a sua voluntária saída e a primeira audiência.

Este caso tem muitos pontos a serem discutidos, não estivéssemos nós a falar novamente em dinheiros públicos, é só mais um dos muitos casos que proliferam na nossa região, pessoas com empregos duplos ou já reformados que auferem de rendimentos avultados, não deixando qualquer margem de manobra para os jovens licenciados que se vêm obrigados em procurar emprego fora da nossa região.