07 agosto 2007

Albufeira do Cabril é perigosa para banhistas

As praias fluviais não são todas iguais e em muitas escondem-se perigos que nem sempre são conhecidos dos banhistas que optam por alguns espaços sem vigilância, como a barragem do Cabril, em Pedrógão Grande.
A praia foi concessionada no ano passado mas este ano a autarquia não arranjou privados para investir no espaço pelo que a piscina fluvial e a praia, junto à barragem, estão sem qualquer tipo de protecção.
"Eu gosto de trazer cá os meus netos porque é sossegado e a água é calma", explicou Maria do Rosário, moradora no concelho vizinho da Sertã que nem sequer se apercebeu que não existia qualquer vigilância.
"Eu gosto mais dos rios porque o mar aqui na zona é muito perigoso e é um bocado longe", desabafou a reformada ao aplicar protector solar nos dois netos que estão à sua guarda enquanto a filha trabalha.
Mas apesar desta confiança, muitos consideram que a praia não é segura.
António Santos, um jovem morador em Pedrógão que usa aquela zona como local para atracar a sua moto de água, é um deles.
"As pessoas não sabem os riscos que correm. Aqui há correntes e os garotos muitas vezes aventuram-se demais", disse António Santos que lamenta a falta de vigilância num espaço que poderia ser "muito bem aproveitado".
"A água é limpa e a encosta não é a pique", salientou este jovem estudante universitário.
Contudo, apesar dos esforços em concessionar a praia, a autarquia de Pedrógão Grande não conseguiu encontrar interessados nem sequer nadadores-salvadores.
"Eu ainda quero lá fazer uma praia mas como não está classificada ainda não é considerada zona balnear", afirmou João Marques, presidente da Câmara de Pedrógão Grande, que aponta a falta de jovens interessados em vigiar as praias fluviais.
"Isto é um drama: abrem-se cursos de nadador-salvador e ninguém aparece", explicou.
E depois o gosto pelo risco faz da albufeira um espaço imenso de testes de mergulho e de praias fluviais, como sucede com o vizinho Moinho das Freiras, já na Sertã, um local onde as autoridades têm cartazes a proibir banhos mas que os populares não respeitam.
"Há sempre lá gente", disse uma mulher à Agência Lusa que cortava um pouco de mato para o gado à beira da estrada.
A poucos quilómetros de Pedrógão Grande, existem também casos de sucesso e de segurança em praias fluviais.
A praia do Mosteiro, no limite do concelho com Castanheira de Pêra, é um pequeno oásis até porque o espaço verde em torno do da ribeira calcetada no leito para permitir mais segurança, tem sempre um número regular de banhistas, vigiados por nadadores-salvadores.
"Temos de ter um pouco mais de cuidado por causa dos garotos que se aventuram demais e esquecem-se que nadar em água doce não é o mesmo que nadar no mar", disse José Carlos, um dos jovens que aproveita algumas horas para vigiar aquela pequena estância fluvial.
Mais a norte, o concelho de Castanheira de Pêra é um "pequeno Algarve" para o interior dos distritos de Leiria e de Coimbra, com a sua já famosa piscina com ondas artificiais e que só em 2006 já tiveram perto de 200 mil visitantes.
Para um concelho que parecia condenado à extinção com o fim da indústria têxtil, a Praia das Rocas foi uma panaceia para todos os males da interioridade.
"Isto está sempre cheio e isso é que é o problema. Porque temos de estar com muita atenção" já que quando "as ondas são feitas há sempre uns 'doidos' que vão para onde não devem", afirmou um dos nadadores-salvadores da praia, um espaço que está a servir de âncora para a requalificação do concelho como um destino turístico preferencial.
"Os pais pensam que os rios são mais seguros e isso é verdade. Mas é preciso que haja muito cuidado porque os miúdos arriscam sempre", acrescentou.
Opinião diferente tem Carlos Santiago, que veio da Figueira da Foz para estar na Praia das Rocas com os dois filhos menores.
"Eu aqui estou descansado. Posso ir beber uma cerveja à esplanada que os meus ficam calmos a chapinhar na água durante horas", disse, resumindo assim o sentimento de despreocupação que muitos pais têm em relação às praias e piscinas fluviais.

(fonte: diário de Leiria)

26 julho 2007

Leitores do Tertúlia do Pinhal Entrevistam Presidente da C.M. Pedrógão Grande

O Presidente da Câmara Municipal de Pedrógão Grande concederá uma entrevista aos leitores do Tertúlia do Pinhal. Use este tópico para colocar todas as questões que gostaria de ver respondidas. Posteriormente a equipa do Tertúlia do Pinhal seleccionará as 15 perguntas que achar serem mais pertinentes.

14 julho 2007

Praia das Rocas em directo na RTP1

Veja os vídeos do programa "Portugal em Directo" da RTP1, que na passada Quinta-Feira, 12-07-2007, esteve em directo da Praia das Rocas em Castanheira de Pêra.


13 julho 2007

Figueiró dos Vinhos promove Debate sobre a Interioridade

Na passada Quinta-Feira (12-07-2007) realizou-se em Figueiró dos Vinhos um debate sobre as virtudes, problemas e soluções para dinamizar as regiões do interior do País. Um debate interessante moderado pelo Jornalista João Marcelino (Directos do Diário de Noticias) e com a presença dos oradores Jorge Coelho (ex-ministro socialista, e comentador no programa Quadratura do Circulo, da Sic Noticias), e Dias Loureiro (antigo ministro social-democrata).
O encerramento de escolas e outros equipamentos e serviços "é necessário e está certo para o país que temos", mas, questionou Jorge Coelho, "o país que temos [com o investimento todo no litoral], é o país que queremos?" Esses "cortes não obedecem a uma estratégia de reordenamento do território e de desenvolvimento do país", acrescenta o antigo ministro do PS, confessando-se "preocupado" que assim seja.
Reconhecendo que, sobretudo no interior, há, por vezes, equipamentos a mais e que não faz sentido mantê-los em funcionamento, o ex-dirigente socialista sublinha, no entanto, a necessidade de actuar em função de "uma estratégia clara" que importa definir. E é em função dela, sustenta, que se devem enfrentar os problemas do interior (e do litoral, que também os tem, sobretudo nas "zonas suburbanas, onde a qualidade de vida chega a ser péssima").
Dias Loureiro encara a questão de forma idêntica. "Em que medida o interior, ajudando-se a si próprio, pode ajudar o país?" Ajudar o país particularmente em relação à sua maior dificuldade, isto é, a "criar riqueza" e a fazer com que produza mais do que aquilo que gasta. A resolução do desequilíbrio passa, essencialmente, pelo aumento das exportações, pelo turismo e pela reconquista de quotas do mercado interno, advoga Dias Loureiro, considerando que isso é tarefa de tudo e todos, da administração central e do poder local, de empresários e trabalhadores, do litoral e do interior, até porque, sublinha, as condições numa e outra regiões "não são tão diferentes quanto isso".
Para o antigo governante e dirigente social-democrata, a obra feita ao longo das últimas três décadas esbateu ou acabou mesmo com muitas assimetrias e impõe, agora, outro tipo de papel ao poder local, em relação ao qual "há autarquias a trabalhar bem no interior e mal no litoral" e vice-versa.
Para dar esse salto, o país precisa de regionalização, diz Jorge Coelho, defendendo, todavia, a necessidade de um amplo consenso prévio e de "uma proposta com pés e cabeça", baseada nas cinco regiões-plano.
"O "inacreditável mapa" referendado explica, em boa medida, a sua rejeição pelos portugueses, justifica. Já para Dias Loureiro, as regiões administrativas "não resolvem minimamente o problema português", pelo contrário, agravá-lo-ão, contrapõe o social-democrata, altura em que surgiu uma das raras divergências da noite entre os dois convidados do debate.
Esta iniciativa só pecou pela fraca divulgação que teve junto das populações residentes fora do concelho.

(com D.N.)

05 julho 2007

Recreio Pedroguense – “Vazio Directivo”


Para quando uma solução para o “Vazio Directivo” que vem a assolando o Recreio Pedroguense de há algum tempo a esta parte?
Tempos augúrios parecem assolar esta instituição.