11 janeiro 2010

Cai neve na região, envie-nos as suas fotos

Pois é, parece que fomos brindados neste inicio de ano por um forte nevão que atingiu a nossa região. Um cenário único que há já muitos anos não assistia-mos.

Enviem as vossas fotos para tertuliadopinhal@gmail.com, todas elas serão publicadas no Blog.


Hoje os Alunos ficam em casa
Crianças de várias escolas da região vão ficar hoje em casa devido à queda de neve durante a noite, o motivo é a impossibilidade de circulação dos transportes escolares.

08 janeiro 2010

José Sócrates assinará em Ansião, no próximo domingo, o contrato de adjudicação da subconcessão do Pinhal Interior.

Desencadeado pela ronda ministerial que José Sócrates e o seu governo farão no próximo fim-de-semana pelo distrito de Leiria (dia 9 e dia 10, sábado e domingo), o primeiro-ministro deslocar-se-á no próximo domingo a Ansião pelas 13 horas, no Parque Empresarial do Camporês, para assinar o contrato que adjudica a subconcessão do Pinhal Interior.
Sem dúvida que esta será a formalização de um sonho que à muito era proclamada pelos habitantes da nossa região.

De relembrar que esta concessão prevê um conjunto de intervenções no IC8 e a construção do novo IC3 entre Coimbra e Tomar.


ACTUALIZAÇÃO (10/01/2010):

O primeiro-ministro José Sócrates classificou hoje em Ansião de “escândalo” a falta de investimento rodoviário na zona do Pinhal Interior nos últimos 25 anos, considerando um acto de justiça a concessão de construção e requalificação de vias, hoje adjudicada.
“Este é o momento em que o País faz justiça à zona do Pinhal Interior" que "constituía, no quadro das acessibilidades rodoviárias, um buraco negro onde nada acontecia há décadas”, disse o primeiro-ministro na cerimónia de adjudicação da concessão ao consórcio Ascendi.
“Há 25 anos foi aprovada a primeira proposta de Plano Rodoviário. Há 25 anos que o Estado disse ao Pinhal interior que iríamos construir estas acessibilidades e nada foi feito”, situação que classificou de “escândalo”.
Disse ainda que as acessibilidades rodoviárias hoje adjudicadas “correspondem aos mínimos exigidos em termos de segurança e conforto”.
“Não é um luxo”, frisou.
“Aceitou-se, durante décadas, que um conjunto significativo do país, uma região que tem concelhos de quatro distritos, ficasse assim desprezada e até um pouco humilhada do ponto de vista do investimento público perante o resto do país”, continuou.
A concessão Pinhal Interior engloba 22 concelhos en quatro distritos e tem um extensão de 567 quilómetros, 173 dos quais de construção de novos lanços.
Estes respeitam ao IC3 (Tomar-Coimbra), IC8 (entre Proença-a-Nova e a Auto-Estrada A23) e a ligação entre aquela via, na zona da Sertã até Cernache do Bonjardim.
Os novos troços a construir incluem ainda a ligação da Sertã a Oleiros (EN 238) e a Estrada Nacional 342 entre a Lousã, Góis, Arganil e Côja.
Dos 173 quilómetros de lanços a construir, 80 terão perfil de auto-estrada.
A concessão, por 30 anos, representa um investimento total de 1.244 milhões de euros e engloba ainda 135 quilómetros de vias a requalificar, incluindo a variante de Tomar (IC3) ou os troços do IC8 entre Pombal e Ansião e entre Pedrógão Grande e Sertã, entre outros.
Integra ainda a manutenção e exploração de 259 quilómetros de estradas já em serviço.
Na sua intervenção José Sócrates lembrou os nomes de povoações servidas pela concessão agora adjudicada - Alvaiázere, Ansião, Pampilhosa da Serra, Oleiros, Sertã, Proença-a-Nova “e até o Troviscal” - defendendo que “é altura do País conhecer melhor estes nomes”.
“Se há boa razão para lançar esta concessão é a ideia que durante anos estes nomes e estas terras foram esquecidos pelo Poder Central”, sublinhou.


(por: Destak)

Caso da menina da sertã - Já não há paciência

Afinal o processo do caso da menina da Sertã ainda não terminou.
Depois de o pai biológico ter interposto em 2004 uma acção para assumir a paternidade da sua filha, e depois da decisão favorável dos tribunais de entregar a menina ao pai biológico, decisão essa que como é sabido originou muita polémica, eis que finalmente em Março de 2009 o processo parecia estar à beira do fim, com a entrega definitiva da menina ao pai biológico.
Agora, quando tudo parecia estar resolvido, vem a mãe biológica da menina, que tinha entregue a sua filha para adopção alegando falta de meios para a criar, reivindicar em tribunal que a criança afinal deve ficar com ela. O processo começa hoje.
Parece estar mais que demonstrado que tanto a família biológica como a adoptiva estão pouco interessados no real bem-estar da sua "filha". Preocupam-se mais com as lutas mesquinhas entre si, portam-se como crianças que querem o seu brinquedo. Também verdade seja dita, certamente uma boa parte deste processo não foi motivado pelos reais interessados no processo (leia-se pais) mas sim pelo espírito de protagonismo que um processo como este traz para todos os seus intervenientes (agora façam as vossas deduções).
Um apelo a todos, TERMINEM de uma vez por todas com esta disputa e deixem a criança e os portugueses viver em paz, é que sinceramente já não há paciência.

05 janeiro 2010

Pedrógão Grande: Empresários de carrosséis protestam em Lisboa. Despedimentos podem estar iminentes

Centenas de proprietários de equipamentos de diversão, manifestam-se hoje, terça-feira, em Lisboa por não terem sido ouvidos pelo Governo aquando da aprovação, em Setembro passado, do decreto-lei que regula o licenciamento de carrosséis em recintos itinerantes ou improvisados.
Este é um dos sectores que mais emprego gera no concelho de Pedrógão Grande.
"Fizeram um decreto-lei em pleno período de transição do Governo, sem nos ouvir, logo a nós, que até tínhamos feito já uma proposta e criado uma comissão para poder com capacidade certificar os equipamentos anteriores a 2004, a que a actual norma não se aplica", disse à Lusa Luis Paulo Fernandes, da Associação Portuguesa dos Empresários de Diversão.
O empresário lembrou que em risco estão cerca de 250 empresas, das zonas de Pedrógão Grande e Pampilhosa da Serra, com um total de 2 000 postos de trabalho, e que representam cerca de 7 000 contratos temporários de energia por ano "pagos a taxas inflacionadas".
"O decreto-lei foi promulgado sem a audição prévia dos agentes económicos, ignorando prazos de transição/adaptação", afirma, sublinhando: "o campo de aplicação da norma refere-se apenas a equipamentos fabricados depois de 2004".
"Se eu concorrer, enquanto empresário, a um concurso para instalar um equipamento qualquer numa determinada zona, a entidade que atribui o certificado vai olhar para o carrossel como se fosse posterior a 2004, o que não é o caso, e inviabiliza qualquer hipótese de vencer esse concurso", acrescentou.
O responsável realça ainda que os acidentes com este tipo de equipamentos de diversão "são esporádicos" e afirma: "não há equipamentos de diversão de empresários da associação que tenha funcionado em 2009 e que não tivesse dois termos de responsabilidade, de engenheiros e proprietários, e que não estivesse autorizado pela própria câmara municipal".
Como exemplo do que classifica como uma confusão do novo decreto-lei, Luis Paulo Fernandes afirmou: "os empresários primeiro têm de ter uma licença de instalação, pela qual pagam 30 a 40 mil euros, e só depois é que pedem certificados de inspecção".
"Com as taxas de pagamos, nós contribuímos mais para o desenvolvimento do país do que muitas pequenas e médias empresas, que, ao contrário do que acontece com o nosso sector, têm apoios", afirmou.
O responsável defende mesmo que a certificação destes equipamentos seja feita pelas respectivas associações, à semelhança do que disse acontecer nalguns países europeus.
Os empresários de diversão pretendem concentrar-se de hoje junto à sede do Instituto Português de Acreditação (Monte da Caparica), que designou a entidade que fará a certificação dos equipamentos (Instituto Electrotécnico Português) e, à tarde, deverão manifestar-se junto da Assembleia da República.
O protesto prolonga-se por quarta-feira, junto ao Governo Civil de Lisboa.

Actualização (05-01-2010, 15h35m): Manifestação durante a manhã gera confrontos com a polícia causando dois feridos entre os policias.
Infelizmente alguns empresários não se contiveram e tentaram invadir as instalações do IPQ. Segundo fontes da GNR, «houve tentativa de entrada forçada nas instalações por parte dos manifestantes e alguns elementos exerceram actos violentos sobre os agentes».
Nos confrontos desta manhã, os manifestantes atingiram a GNR com pedras, garrafas de água vazias e com os cabos dos cartazes que traziam nas mãos.
«A GNR esteve presente no local para garantir a legalidade da manifestação, nomeadamente no que diz respeito à integridade das instalações do Instituto Português da Qualidade (IPQ), [onde está sediado o IPA], e por isso actuou», disse ainda a mesma fonte.
Os dois militares foram encaminhados para o hospital Garcia de Orta, em Almada.
A GNR desconhece a gravidade dos seus ferimentos. 

(Com: Destak)

31 dezembro 2009

Carlos Lopes, ex-candidato pelo PS à autarquia de Figueiró dos Vinhos, arguido por suspeita de crimes de corrupção

A novela do ex-deputado socialista e ex-candidato pelo PS ao município de Figueiró dos Vinhos, Carlos Lopes, parece não terminar. Segundo as mais recentes evoluções do caso, publicadas pelo jornal JN, Carlos Lopes foi constituído arguido por suspeita de crimes de corrupção e financiamento partidário ilegal, cometidos, presumivelmente, na angariação de donativos de empreiteiros para as eleições autárquicas de 2005, que tinham como candidato Fernando Manata.
Carlos Lopes foi investigado pela Polícia Judiciária (PJ) por alegadamente ter exercido influência directa, junto de empresários da construção civil, para obter fundos para a recandidatura de Fernando Manata, do PS, à presidência da Câmara de Figueiró dos Vinhos (CMFV), distrito de Leiria. As eleições, de Outubro de 2005, seriam ganhas pelo PSD.
Além de coordenador da campanha dessa recandidatura, Carlos Lopes já era deputado à Assembleia da República (AR). E, segundo a investigação, terá invocado a condição de deputado, e os contactos que ela lhe proporcionava, para melhor convencer construtores a darem dinheiro, em numerário. Para o efeito, chegou a utilizar as instalações da AR para reuniões com alguns empresários, apurou a Unidade de Combate à Corrupção da PJ.
O inquérito, desencadeado por uma denúncia anónima, é dirigido pelo Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP). E foi atrasado pela morte da procuradora Manuela Rego e pela sua substituição por Orlando Figueira, o actual titular.
Mas a imunidade parlamentar de Carlos Lopes também não ajudou. Em Março passado, um juiz pediu que ela fosse levantada e, dois meses depois, a Comissão de Ética da AR acedeu. Mas Carlos Lopes veio a ser o candidato do PS à presidência da CMFV, nas últimas autárquicas, que perdeu, e só recentemente seria constituído arguido.
Quando a investigação foi remetida para o DCIAP, em Julho passado, o processo tinha 13 arguidos (Carlos Lopes é o 14.º). Além de Pedro Lopes, ex-vereador e irmão de Carlos, e de Luís Silveirinha, técnico superior da autarquia e mandatário financeiro da campanha de 2005, todos os outros são construtores. E, maioritariamente, com empreitadas realizadas em Figueiró. Quase todos os arguidos foram alvo de buscas da PJ, em 2006, que também visitou a autarquia.
As suspeitas de corrupção são sustentadas, nomeadamente, em alegadas promessas feitas, a quem contribuísse com donativos, de novas obras públicas no município, se o PS vencesse as eleições. O que não veio a suceder, apesar de Carlos Lopes ter dito a empresários, em telefonemas escutados pela PJ, que o PS tinha um estudo, da Eurosondagem, que lhe dava 22 pontos de avanço sobre o PSD. Ainda assim, argumentava que o PSD estava a utilizar muitos meios na campanha e que o PS não podia facilitar.
O PS de Figueiró, a cuja concelhia presidiu Carlos Lopes, contabilizou despesas e receitas de campanha de 40 mil euros, mas, efectivamente, terá recebido 67 mil (29 dos quais de subvenção pública) e gasto 64 mil. Apesar de só ter recebido a denúncia e começado a investigação, com escutas, na pré-campanha, a PJ foi a tempo de ouvir Lopes, que também era candidato à Assembleia Municipal, a pedir parte daquele diferencial de 27 mil euros, não declarados. A angariação de fundos, porém, terá sido iniciada ainda em Fevereiro de 2005.

De mediador de seguros a deputado
Licenciado em Administração Regional e Autárquica, Carlos Alberto dos Santos David Lopes foi, além de mediador de seguros, chefe da Divisão Administrativa e Financeira da Câmara de Figueiró dos Vinhos e chefe de gabinete do ex-presidente da autarquia, Fernando Manata. No PS, exerceu funções de presidente da Comissão Política Concelhia de Figueiró dos Vinhos e cargos na Distrital de Leiria. Em 2005, foi coordenador da campanha de recandidatura de Fernando Manata à presidência da Câmara de Figueiró, e integrou as listas de candidatos a deputado do PS. Mas num lugar que só lhe garantiu assento no Parlamento após o candidato Alberto Costa ter sido nomeado ministro da Justiça. Este ano, ficou de fora das listas das legislativas e foi o militante escolhido para tentar reconquistar a Câmara de Figueiró dos Vinhos ao PSD. Perdeu e assumiu o cargo de vereador, na oposição.

Fique a saber todo o desenvolvimento feito pelo Tertúlia do Pinhal sobre este caso clicando aqui.
(Com: Jornal de Noticias)