23 fevereiro 2006

Distrtito de Leiria fora do projecto das centrais de biomassa

Foi com algum espanto que vi hoje num jornal diário, a não atribuição de centrais de biomassa para o distrito de Leiria. Estão propostos a abertura de 15 concursos destas centrais, em 12 distritos (Castelo Branco, Vila Real, Viana do Castelo, Braga, Guarda, Viseu, Bragança, Coimbra, Portalegre, Santarém, Beja e Faro). Não percebo de todo esta decisão. Sendo o distrito de Leiria um dos maiores, se não o maior, em área florestal bruta (pinhal de Leiria e a nossa zona do pinhal). Será esta uma decisão politica que tudo tem a ver por sermos o único distrito laranja das ultimas eleições legislativas, ou houve falta de visão dos nossos presidentes de câmara que não se esforçaram convenientemente para que pelo menos uma destas centrais viesse para a nossa região, quero pensar que não para os dois pontos, e que existem outras explicações para a não atribuição de uma central.
Estas centrais trariam imensos benefícios para a nossa região, se não vejam, a
biomassa (obra prima destas centrais) é obtida através de mato, resíduos (como cascas, folhas ou ramos de árvores), árvores, produtos agrícolas como a beterraba ou cereais ou de gás animal, tudo bastante abundante na nossa região. O aproveitamento da biomassa florestal para fins energéticos é encarado não só como uma oportunidade de negócio e de criação de emprego em zonas rurais, como é um dos instrumentos de luta contra os incêndios, através da limpeza das florestas (o distrito de Leiria está sempre no top 5 dos incêndios em Portugal).
A titulo de curiosidade, existem actualmente em Portugal apenas duas centrais que utilizam biomassa florestal, a central da EDP, em Mortágua, e a Centroliva, em Vila Velha de Ródão.

Ainda tenho esperança de que o governo recue nesta decisão.

19 comentários:

zé da horta disse...

É sempre a mesma coisa nesta pasmaceira de terra. Ai vida vida, tenho de migrar pó alentejo.
Acordem minha gente, então isto é coisa que se deixe fugir da nossa terra?!?!?!

Anónimo disse...

Em primeiro lugar, Congratulo o Tertúlia do Pinhal por ter abordado um tema tão importante e actual como a Biomassa. Devo no entanto levar ao conhecimento dos visitantes que a Câmara de Pedrógão Grande já há alguns anos que luta pela Central de Biomassa e que desde há alguns meses que desenvolveu um processo para realizar esse objectivo que teve o seu início com uma reunião entre vários pareceiros, no passado dia 16, da qual nasceu um Protocolo entre a FOMENTINVEST, Câmaras, Associações e Proprietários do ramo florestal. A presidir à reunião esteve o Presidente da Câmara e o Engº Angelo Correia. Se consultarem a Direcção Geral de Energia (www.dge.pt)concerteza verão que, só com um forte investimento, o que significa parceiros economicamente e financeiramente importantes, o Município de Pedrógão Grande tem hipóteses. Presentemente temos mais de 50 assinaturas a subscrever a criação de uma sociedade com o objectivo de fixar em Pedrógão uma Central Térmica a Resíduos Florestais. Procurem informar-se melhor antes de emitirem opiniões erradas e injustas.

alertaconstrutiva disse...

"Quando o homem quer o mundo pula e avança." Não será simplesmente pelo facto de o distrito de Leiria ser laranja que a biomassa não avança. Seria uma falta de responsabilidade do governo se um dos distritos a nível nacional onde se encontra a maior % de biomassa florestal não fosse contemplado com uma central termóeléctrica. Penso que aqui as câmaras não se podem resignar à condição de "enteados", e expor o seu descontentamento e apresentar propostas.

alertaconstrutiva disse...

A exemplo do que poderá ser efectuado:
A Câmara Municipal de Seia está a equacionar a possibilidade de instalação e construção de uma Central Termoeléctrica a biomassa florestal, no concelho. Nesse sentido foi encomendado um estudo de viabilidade de um equipamento que possibilitará conjugar uma boa gestão da floresta com a produção de energia alternativa.
Pelas suas potencialidades naturais, e pela vasta área florestal, o concelho de Seia pode ter nesta central uma mais valia na produção de energia alternativa, a par das centrais hidroeléctricas existentes.
As centrais desta natureza são estruturas para queima controlada de biomassa florestal residual, que provenha de limpezas e rolaria, resultando dai a produção de calor, que posteriormente é transformado em energia. Dependendo da quantidade disponível de matéria combustível essa mesma energia pode ser injectada na rede eléctrica nacional.
O estudo prévio que a Câmara está a realizar pretende fazer esta avaliação, ou seja, a da quantidade de biomassa florestal disponível no concelho de Seia. Caso o estudo revele que há biomassa disponível para alimentar uma central de dimensão mínima, o projecto para a sua construção deverá avançar. Contudo, se o mesmo estudo não revelar a quantidade necessária de biomassa para que esta central nasça, uma outra possibilidade é aproveitar a biomassa existente para a transformar em energia que possa servir as populações locais, nomeadamente oferecendo água quente e aquecimento a casas e pequenos aglomerados.
Eduardo Brito, o Presidente da Câmara, adiantou que esta iniciativa se insere num pacote vasto de novos projectos em torno da defesa da floresta, fixados para o presente mandato. Caso o investimento seja concretizado, a Câmara de Seia pretende instalar o equipamento entre Vide, Cabeça e/ou Loriga, zona onde ainda subsiste a maior mancha florestal do concelho.

rmcgonçalves disse...

Antes de mais quero dar os parabéns pelo tópico, é a primeira vez que visito este blog e fiquei com uma boa impressão. Em relação ao tema, concordo com o alertaconstrtutivo. Porque têm as nossas câmaras de andar sempre à espera de tudo, mais parece que se o governo tira o biberão ficam logo em apuros!
O anónimo diz uma coisa no seu comentário que não compreendo, então só no dia 16 se juntaram para debater o problema das centrais de biomassa?! Hoje é dia 23, não se lembraram deste problema um pouco tarde de mais. Mas saúdo a iniciativa, melhor tarde que nunca.

dn disse...

Gostei de ver o tema abordado, e bem, tanto mais que é muito actual e urgente.
Não vou estar a desenvolver agora toda a problemática da questão energética, tanto mais que, penso, todos já estão deveras informados e sensibilizados.
Não esqueçam que se volta a discutir a questão da construção de uma central nuclear em Portugal, o que vem actualizar ainda mais este tema. Neste contexto, deixo-vos o contacto dos responsáveis por uma lista de assinaturas que anda a circular na net, quem quiser informe-se e tome a decisão que, em consciência achar mais correcta (Para contactar directamente os coordenadores da lista envie mensagem a:
non_pt-owner@yahoogrupos.com.br).
Sobre a exclusão do nosso distrito na construção de um equipamento deste tipo, concordo com aquilo que o autor referiu.
Sobre a nossa Câmara, em particular, penso que tem à frente uma pessoa responsável, dinâmica e de visão aberta, pelo que considero que não será por sua responsabilidade, ou falta dela, que um equipamento deste tipo nãpo se instalará no nosso concelho, penso eu de que (como diria o outro).

alertaconstrutiva disse...

Tenho a certeza que, no que respeita a PEDRÓGÃO GRANDE, este tema já é, desde há alguns anos debatido, e acredito sinceramente que o Presidente da Câmara (Dr. João Marques), se tem batido fortemente num investimento deste tipo. Espero no entanto que, perante o panorama actual não desista, nem perca tempo nem meios para avançar (mesmo que procurando apoios)para um progecto de âmbito nacional que poderia valorizar Pedrógão e todo o Pinhal Interior. Terá todo o apoio do alertaconstrutiva.
Em baixo encontra-se um comentário/estudo que poderá ser útil para um melhor esclarecimento do que poderá ser e trazer uma central Termoeléctrica, bem como algumas das vantagens que poderá proporcionar (aos níveis local, regional e nacional).

Se há incêndios é porque há produto combustível e esse produto combustível é a biomassa. É actualmente em pouca quantidade porque não se caminhou no sentido de a aproveitar, controlar, seleccionar, transportar e utilizar de forma eficiente. Não conheço estudos consistentes que permitam indicar quantas toneladas de matos, arbustos e restos de árvores se produzem anualmente nos sete distritos em referência (Aveiro, Viseu, Guarda, Coimbra, Castelo Branco, Santarém e Leiria). No entanto, estudos orientados para o eucalipto e o pinheiro com fins industriais (de que só se utilizam os rolos) indicam que ficam na floresta resíduos como pontas, ramos e cascas. O eucalipto constitui a única espécie relativamente acompanhada tecnicamente uma vez que constitui matéria-prima de um sector industrial importante: a pasta de papel.

O pinheiro bravo constitui na maior parte dos terrenos uma espécie espontânea, sem total projecto de plantação, defesa e aproveitamento. São muito poucos os proprietários que vêem as suas árvores atingirem a idade adulta de forma a permitir a sua venda no mercado da madeira sem sobressaltos. O mais frequente é a venda ao desbarato, após incêndios que secam a árvore. Como esta não resiste ao ataque dos insectos mais do que um inverno é vendida imediatamente ao desbarato aos madeireiros que compram pelo preço que querem. Aqui temos uma fraqueza do sector económico que prejudica gravemente a colectividade, situação que ao Estado compete ordenar.

Considerando o valor calorífico de biomassa como cerca de 1/3 do fuel, podemos admitir que perdemos anualmente milhares de tep (tonelada equivalente de petróleo) ao não aproveitar essa biomassa disponível e que arde descontroladamente.

De acordo com estudos desenvolvidos, cresce anualmente um quilo e meio de biomassa por metro quadrado. Será razoável admitir que um terço pode ser retirada da floresta e a seguir queimada em Central Termoeléctrica para produzir electricidade e permitir o pleno desenvolvimento dos restantes dois terços que constitui a floresta.

Fazendo contas, verifica-se que, por ano, estão disponíveis, por hectare, 5 toneladas de biomassa para a nossa Central Termoeléctrica. Se a recolha for feita de 5 em 5 anos poderíamos recolher 25 t. Como uma equipa de 4 operários pode trabalhar por dia 2000 m 2 , num ano teríamos:



2000 m 2 x 220 dias úteis = 440 000 m 2 , logo 44 ha

44 ha x 25 t = 1100 t, cujo valor pode ser de 33 000€
Essa equipa teria encargos de salários anuais de cerca de 28 000€, logo interessante sem mais verbas.

Para uma Central Termoeléctrica de 5 MW são necessárias 30 000 t de biomassa anualmente, o que significa trabalhar 1300 ha por ano. Dado que recolhíamos no mesmo local de 5 em 5 anos, seria necessário uma área de 6 500 ha para assegurar o funcionamento pleno da Central, o que não ultrapassa um raio de 5 km.

Verificamos assim que, mesmo sem pagamento por parte do proprietário, é rentável a recolha dos resíduos da floresta — desde que a Central Termoeléctrica funcione.

A Central exige um investimento de cerca de 12 M€ (milhões de euros) e pode vender para a Rede Eléctrica, anualmente, 4,620 M€, o que a torna economicamente interessante.

Há que reunir gente, esforços e investimentos para que a produção florestal deixe de estar exposta a tão grande risco de Junho a Outubro e à sua degradação durante o Inverno.

Milhões de euros de energia endógena é uma riqueza que pode ser aproveitada mesmo tendo em conta os factores negativos: o minifúndio, o acidentado do terreno, a falta de vias de acesso, a falta de equipamento próprio e a dureza de actividade. Na realidade há factores favoráveis: os terrenos produzem biomassa, e há gente disponível pelas aldeias para criar micro empresas de 4 a 5 trabalhadores que durante todo o ano façam as operações de corte, recolha trituração e entrega de produto na Central. Estas empresas têm viabilidade económica, já há experiência e para arrancar precisam de um investimento de 60 a 70 000 €. para tractores (2), estilhaçador, atrelados (2) e aparelhos de corte (5).

Considerando que para abastecer cada central seria suficiente um conjunto de 25 micro-empresas, cada uma com 4 a 5 trabalhadores, e um investimento de 70 mil euros amortizável em 3 a 4 anos teríamos que o conjunto de apoio a cada central pode envolver 1,75 M€.

Replicando esta Central 5 a 6 vezes, com potências unitárias até 10 MVA e queimando os resíduos de uma área circundante até 20 km seria possível apontar para um investimento de 100 M€ em centrais e empresas fornecedoras. Assim, seria possível minimizar os incêndios descontrolados e transferir para energia útil uma parcela significativa do material lenhoso actualmente queimado. Estas verbas podem ter origem no sistema de apoio florestal, no que se evita gastar em serviços de Bombeiros e no que se vinha a ganhar por o Produtor Florestal poder vender a sua madeira com plena maturidade.



EXTERNALIDADES DO PROJECTO
AMBIENTAIS
Evitar a desertificação dos terrenos ardidos uma vez que diminuiriam os incêndios.

Diminuição do efeito de estufa causado pelos incêndios descontrolados.

Queima controlada e completa ao longo do ano evita os actuais resíduos da combustão incompleta e violenta concentrada em poucos dias do ano.

Protecção do eco-sistema pela não destruição de plantas nativas, algumas aromáticas e de espécies raras bem como de animais e aves.

Protecção da apicultura.

Aproximação das deliberações das decisões das Conferências Mundiais sobre Ambiente do Rio de Janeiro, Quioto e Buenos Aires.
ECONÓMICAS
Criação de uma área de desenvolvimento económico regional.

Criação de riqueza no valor de milhões de euros anualmente na área energética ao invés da actual situação em que se exporta esse valor.

Criação de possibilidade de entrarem na actividade económica as árvores que atinjam a maioridade já que não são queimadas pelos incêndios

Criação de centenas de postos de trabalho permanentes em região deprimida economicamente, alguns deles especializados.

FISCAIS
Obtenção de uma mais valia fiscal pela actuação de empresas na actividade económica.
SEGURANÇA
O aumento da produção energética endógena melhora a segurança nacional no caso de possíveis problemas de fornecimento internacional.

Protecção de populações do efeito dos incêndios.
POSSÍVEIS VIAS DE FINANCIAMENTO
Central Termoeléctrica: Financiamento até 40% a fundo perdido através do Programa MAPE [1] .

Empresas de Recolha de Biomassa: Financiamento até 50% a fundo perdido através do AGRIS [2] .

Sistema de Protecção de Fogos Florestais: Estruturas em que todas as Câmaras têm posição.

Os Proprietários poderiam participar com o pagamento de uma parte dos custos de trabalho.

Venda da estilha à Central a 30 €/t, com 15% de humidade.

Venda de electricidade à Rede Eléctrica a 0,11€/kWh

Possibilidade de a Central ser em Cogeração e, assim, vender também calor além da venda de energia eléctrica à rede

Hipótese de aproveitamento do calor em agricultura e agro-pecuária pois a região é de povoamento habitacional disperso e não há possibilidade de explorar a venda de calor doméstico.

Hipótese de desenvolvimento da piscicultura, floricultura e agricultura específica pelo aproveitamento do calor remanescente das Centrais de Queima.
[1] MAPE = Medida de Apoio ao Aproveitamento do Potencial Energético e Racionalização de Consumos.
[2] AGRIS = Medida Agricultura e Desenvolvimento Rural dos Programas Operacionais Regionais.

[*] Engenheiro electrotécnico.

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

Anónimo disse...

Artigo muito bom. O blog está a tornar-se muito interessante.

dn disse...

Parabéns ao alertaconstrutiva por este texto sobre biomassa.

Biomassa disse...

O alertaconstrutivo está bem informado. Mais bem informado que alguns dos nossos autarcas.

limpysweet disse...

Já deviamos estar habituados a este tipo de noticias. Mas segundo sei, e também é afirmado pelo anonimo, em pedrógão grande andam a fazer todos os esforços para que se tenha uma central de biomassa. Só acho que acordaram um bocado tarde para o problema. Também não ademira, andam todos a dormir, só querem vinho e patuscadas.

joana vaz disse...

É pena que não haja mais incentivos para este tipo de investimentos. No meu ver, a nossa região tem muitas cartas a dar nesta matéria.

mateiro disse...

alertaconstrutiva

boa noite.
vou complementar o seu estudo económico/tecnico sobre as centrais de biomassa.

entretanto, deixo questões:

1a. saberá que um dos problemas graves nestas questões, é que nunca se chama os bois pelos nomes.
ou seja,a abordagem que faz, não é tradicional, pois NUNCA se discute o custo/benefício.
Daí que só alguns iluminados(pelo sistema),saibam em momento sempre secretamente oportuno, falar em €´s.
que é....... o único objectivo racional.
Sem eles, os €´s, nada feito.

Permita-me que lhe sugira
informar o pessoal,:
* quanto se paga em €´s, claro, um KW de energia aí na zona do pinhal;
* quanto recebe em €´s,
um proprietário florestal, por 1 m3 sólido de madeira em pé (pinho e eucalipto);
* resultados do projecto leader regional;
* quando fala em 12 m€ investimento,é sobre 5 ou 10 mgw ?;

estou por aqui,
boa noite e acho que fêz
um bom serviço a quem estiver interessado. De facto.

mateiro disse...

dadas as circunstâncias,
sugiro ainda, AVALIE :

Plantações energéticas

é um tema para irmos blogueando...

mateiro disse...

boa tarde

24 de fevereiro:
engenheiro electrotecnico, levantou e bem, a questão.

30 de março, mateiro sugeriu.

hoje, 13 de abril, nada coenteceu.

o "pinhal", assim, continua ao sabor dos oportunistas.......

alertaconstrutiva disse...

Hoje 18 de Abril alertaconstrutiva respondeu.
Antes de mais quero pedir desculpa ao Sr. Mateiro pelo facto de não ter respondido. É que, como o tema inicialmente tinha deixado de se comentar acabei por só hoje voltar a ele, para verificar se existia mais algum comentário.
O estudo económico aprtesentado não foi efectuado por mim, que não sou eng. electrotécnico, mas sim retirado do site referido ao fundo do artigo. Quanto á vertente económica naõ posso ajudá-lo. o artigo foi pesquizado e adequado à realidade local, por forma a que podesse dar um contributo relevante e adicional a quem de interesse.
Quanto ás culturas energéticas, prometo dar-lhe alguma informação adicional. Para já apena posso dizer-lhe que é desta forma que são alimentadas algumas centrais termoeléctricas pela europa fora, E que estas culturas de crescimento rápido ainda não estão muito experimentadas no nosso país.
Por último, e dado o panorama energético actual - dadas a metas que o nosso país tem de cumprir no que concerne às energias renováveis, dado o apoio estatal e conveniente existente, dados os valores do crude e dados os problemas ambientais , penso que a questão económica, que apesar de importante , não pode ser crucial.

O Observador disse...

Pude apurar hoje num jornal nacional que o concelho da Sertão é um dos contemplados com a atribuição de uma central de biomassa pelo governo. Assim sendo julgo que será mais difícil para qualquer um dos três concelhos (Pedrógão Grande, Figueiró dos Vinhos ou Castanheira de Pêra) aspirarem à obtenção de uma central de biomassa, uma vez que a proximidade e a área geográfica que estes três concelhos têm com a Sertã é relativamente pequena. Não nos esqueçamos também da existência de uma central de biomassa em Vila Velha de Ródão e a pretensão de construir outra em Pombal, esta última por completa iniciativa de entidades privadas.

mateiro disse...

boa noite "alerta" e "observador"

centrais de biomassa:desculpará, mas creio que infelizmente, tudo terá de passar pela produção economica.
De contrário, não há recursos financeiros que resistam ás necessidades vivencias de todos nós.
Mesmo que ricos por herança, a manutenção dos bens e os impostos galopantes, esgotam a tal capacidade financeira. E sem ela, vegeta-se.
Donde as centrais de biomasa são uma forma alternativa de aproveitar as capacidades regionais (não estou afalar de regionalização...), para se auto sustentar, palavra hoje cara, mas só para polítiquitos se safarem.
Também não acredito na unicidade generalizada.
MAS, a zona do Pinhal, tem potencialidades.
E estas, meu caro, é o povo da tal região, que tem de conhecer e reivindicar a sua exploração.
Como sabe, as decisões são infeliz e normalmente, tomadas de acordo com as cores.
Com este ou outro coito de oportunistas.
PORQUE se esquecem do povo. Passam, depois de eleitos, a sentirem-se donos dos votantes, quando se deviam sentir e só, servidores dos mesmos.
Voltaremos ao assunto, mas entretanto, agradeço
perca algum tempo a coligir as informações que sugeri.

Plantações energéticas:

Conheço bem o tema, o que pretendi e porque aí não vivo, foi desafiar a curiosidade. E acredite, é uma grande possibilidade.


Geral Terá reparado no ranking atribuído aos 3 concelhos da tertúlia.
Há que lutar e não esperar por sebastiões.
Porque estes, tornam-se ditadores.

cumps

mateiro disse...

sugiro uma visita a www.expobiomassa.com

até logo