24 fevereiro 2006

PDM 'MATA' as nossas aldeias

É com alguma tristeza que vejo muitos jovens e imigrantes tentarem, frustradamente, construir uma casa nas suas terras/aldeias de origem, tudo por causa do PDM e as suas burocracias que "protege" uma grande área florestal e agrícola das nossas aldeias, e bem, só que prima pelo excesso de zelo. Se não vejam, será que um amontoado de silvas à beira de uma estrada, ou uma horta cheia de ervas, ou então um terreno cheio de lixo também devem ser "protegidos"?... Não será este plano proteccionista e burocrata de mais? Há pessoas que pensam que não, argumentando as suas ideias com o excesso de casas em degradação nessas aldeias e que deveriam ser reconstruídas, concordo! Mas, e há quase sempre um mas, estarão realmente os proprietários dessas casas interessados em vende-las por um preço "justo"?! Segundo sei, as próprias câmaras municipais subvalorizam muitas vezes o valor das casas, pois o cálculo das mesmas tem por base uma “fórmula” que quase nunca bate certo com o seu valor real. Assim, como não querem que a desertificação das nossas aldeias continue a aumentar de forma exponencial e cada vez mais acentuada?! Fica mais cómodo e talvez mais barato comprar um apartamento na vila ou cidade mais próxima do que construir uma casa numa das nossas aldeias. Os PDM's deste país deviam ser repensados e mais bem discutidos, se não nem vale a pena preocuparem-se com a desertificação, pois esta será uma realidade.
Já agora, bom fim-de-semana.

7 comentários:

zé da horta disse...

Muito bem. Concordo plenamente!

alertaconstrutiva disse...

Concordo que existem determinados trâmites que não estejam ajustados à realidade,e que acabem por prejudicar muitos pedroguenses.
O que é preciso salientar (antes de se lançarem achas)é que esses trâmites legais são supra-municipais e têm de ser respeitados escrupolosamente, sob pena das autarquias serem acusadas de não cumprir regras.
A construção tem de ser ordenada, tem de ser pensada, sendo claro que, tanto a transparência, como a igualdade de direitos têm de ser ponto assente.

Anónimo disse...

Só deixam contruir onde lhes interessa, é tudo uma máfia.

Zapo disse...

Viva!!!
Ora aí está um Blog que pode abanar a gentes adromecidas desta região. No bom sentido, claro. Não há desenvolvimento na acomodação.
Escusado será dizer que se o nível sério e construtivo for conseguido e mantido este blog vai longe, e de certeza que a região vai beneficiar.

Parabéns aos autores, pela ideia.

Relativamente a este post, também concordo com o alertaconstrutivo. Mas todos nós sabemos o Portugal em que vivemos, há sempre uns mais iguais que outros.
Para evoluir disso é que é necessário coisas como este Blog.
Cumps.

Quercus faginea disse...

Realmente, a construção tem de ser ordenada, tem de ser pensada, sendo claro que, tanto a transparência, como a igualdade de direitos têm de ser ponto assente. Não obstante, muitas das leis, são muitas vezes feitas à distância da própria realidade, por pessoas que não conhecem o país real, e muito menos as dificuldades, que se fazem sentir principalmente no interior do país. Acresce ainda o facto de nem sempre se perceber muito bem quais os critérios, que levam a que numa determinada zona se possa construir, e noutra mesmo ao lado, não. Haverão aí interesses associados? Acredito que não, no entanto quando as coisas não são bem explicadas a dúvida e a calúnia acabam por persistir.

Zé da Horta disse...

Pensei que o comentário do quercus faginea fosse mais ambiental (quercus). Mas vi que o nome pouco tem a ver com o seu comentário. Concordando em tudo o que ele diz. Acho que o pdm é só retificado quando convém a alguma entidade ou personalidade de "interesse publico", e não a uma causa de interesse publico como vem na lei.

limpysweet disse...

Ai está um tema interessante. Eu próprio já tive problemas por causa do PDM e do RAN (ou alg com este nome). queria fazer uma ampliação à minha vivenda (um terraço) e não me deixaram, porque supostamente queria contruir numa zona protegida. A zona protegida é um sobreiro com um monte de silvas à volta. Lá tive de fazer o terraço com o sobreiro no meio. É o nosso pais.