04 fevereiro 2007

Dia 11 de Fevereiro há que mudar, há que votar SIM

Na sondagem feita aos utilizadores do Tertúlia do Pinhal, onde os questionávamos se concordavam com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras 10 semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado, obtivemos resultados explícitos e que estão em conformidade com as sondagens apresentadas a nível nacional, estas dão uma ligeira vantagem ao SIM. Assim, 67% dos nossos utilizadores responderam que votariam favoravelmente à despenalização voluntária da gravidez, contra 33% que manifestam o apoio ao NÃO. A nível nacional o cenário é idêntico, em sondagem realizada pela eurosondagem para a SIC, Expresso e Rádio Renascença, publicada a 17 Janeiro último, o SIM recebe 52.5% das intenções de voto, contra 47.5% pelo NÃO. Convém relembrar que se a taxa de abstenção for acima dos 50% a lei será levada a votação na assembleia da república.
Neste artigo não me limitarei a fazer parte passiva do problema, tomarei e defenderei a minha convicção.
te preplexo foi o facto dos responsPrimeiro, quero deixar o meu entristecimento pela falta de civismo com que alguns associações/partidos políticos, tanto pelo SIM como pelo NÃO têm demonstrado, usando ideias radicais ou até mesmo xenófobas para a defesa dos seus ideais. Já ouvi e li de tudo, a última e que me deixou completamente perplexo foi o facto dos responsáveis de dois infantários, «A Nuvem» e «Aquário», do Centro Paroquial da Anunciada, terem enviado nas mochilas das crianças uma carta de um feto dirigida à sua mãe.

Na carta pode ler-se “Querida mamã. Apesar de tu não teres querido que eu nascesse, não posso deixar de chamar-te “mamã”. Escrevo-te do mundo do além, para te dizer que estava muito feliz quando comecei a viver no teu seio…Eu desejava nascer, conhecer-te…E pensava que um dia seria uma criança muito alegre. Sonhei poder ir à escola e chegar a ser um homem importante…Eu acreditava que, quando se completassem os nove meses de estar juntinho ao teu coração e nascesse, todos lá em casa iriam alegrar-se com a minha chegada. Mas tu não pensavas como eu – não é verdade, mamã?... – E um dia, quando estava tão feliz a brincar no mais íntimo das tuas sagradas entranhas, senti algo muito estranho, que não saberia como explicar: algo que me fez estremecer. Senti que me tiravam a vida!... Uma faca surpreendeu-me quando eu brincava feliz e quando só desejava nascer para te amar.
Naquele momento, não compreendi quem me estava a tirar a vida... Não sei o que cheguei a pensar… Perdoa-me, mas por um momento a dúvida passou pela minha cabeça e acreditei que só tu o poderias ter feito. Perdoa-me este mau juízo. Como poderia eu imaginar que uma mãe fosse capaz de matar o seu filho quando, em casa, não estorvam nem o gato, nem a televisão?
Agora, mamã, sei tudo… Estou aqui no outro mundo e um companheiro que teve a mesma sorte que eu, disse-me que sim, que fostes tu… Disse-me que há mães que matam os filhos antes de nascerem. Mãe, como fostes capaz de matar-me?... Como foi possível que tivesses feito tal coisa contra mim? Por acaso pensavas comprar uma máquina de lavar ou um aspirador, com os gastos que talvez eu te iria causar? O mau conselho que te deram, escutaste-o antes de ouvir o teu coração. Como consentiste que me cortassem aos bocados, me atirassem para um balde? Tinha tantas ilusões… tiraste-mas todas. Pensava poder vir a ser um bom engenheiro ou um sacerdote ou um santo… Poderia ter sido um bom filho e ser um bom pai, mas tu negaste-me tudo…

Uma carta de profundo mau gosto, que descontextualiza por completo o tema levado a discussão. Vindo de uma instituição religiosa, só demonstra a falta de sensibilidade e sentimento que só os tempos do, já para alguns saudoso, fascismo nos remete. Tanto o "usar" de crianças como meio de propaganda, como o teor do conteúdo desta carta, são LASTIMÁVEIS, ainda por mais vindas de uma instituição que é financiada pelo Centro Distrital de Segurança Social de Setúbal, uma instituição pública.
Pelo SIM, tenho lido algumas coisas também chocantes, como a falta de consideração que algumas associações têm pelas crianças, considerando-as como um estorvo para a mulher.
Ou seja, na radicalidade dos argumentos, pelo SIM faz-se querer que o filho é um empecilho para a mulher, pelo NÃO ignora-se a mulher e faz-se querer que o problema do aborto não existe.
Sou contra o aborto, penso que não incentivaria ninguém a fazer um, mas não é isso que é levado a referendo a 11 de Setembro, é dar a escolher à mulher se esta pode recorrer a clínicas de saúde especializadas e seguras para abortarem, sem serem condenadas, colocando a sua vida em risco, ou se ignoramos este problema e deixemos que continue tudo como está, ou, e na mais RIDÍCULA das hipóteses, já defendida por alguns dos considerados “experts do comentarismo" nacional, adoptamos uma lei menos restritiva, ou seja, continuamos a considerar o aborto ilegal, deixando que o mesmo se continue a fazer aquém dos serviços de saúde, e não condenamos a mulher por um suposto crime. Não é contraditório? Mas de uma já apelidada “república das bananas” tudo se espera.
Às 10 semanas, com 14 gramas e 6 cm de comprimento, estamos a falar de um embrião e não de um Ser-Humano. Tentei informar-me e saber o que dizem os médicos sobre esta temática, averiguando o quão desenvolvido está o feto às 10 semanas. Pareceu-me ser senso comum que até às 10 semanas de gestação o embrião ainda está numa fase pouco desenvolvida do seu crescimento, sendo somente entre a 11ª semana e 20ª que se dá o grande desenvolvimento do embrião, fase em que este começa a ganhar estrutura óssea.
Não nos esqueçamos que estamos a legislar para “até as 10 semanas”, ou seja, a maioria dos abortos serão feitas nas 5, 6, 7 semanas, numa fase ainda mais embrionária do ciclo de crescimento de um bebé.
O problema existe e é real, hoje em dia qualquer mulher que queira abortar, consegue-o. Quem tem capacidades financeiras vai a Espanha ou Inglaterra e faz um aborto de uma forma livre e acompanhada, quem não tem posses submete-se a fazê-lo em Portugal, onde o tem de fazer escondida e
arriscando a sua vida. Onde está o estado social nestes casos?
Dos 27 estados membros da UE, apenas 5,
Portugal, Polónia, Irlanda, Malta e Chipre, penalizam o aborto. Na Alemanha, por exemplo, o aborto é permitido até às 12 semanas, contudo a mulher deverá deslocar-se a uma consulta de aconselhamento num centro oficial, na qual recebe esclarecimento médicos e sociais sobre as possibilidade e apoio para ter um filho, e ainda sobre os riscos da IVG (Interrupção Voluntária da Gravidez). Contudo, as mulheres não têm de justificar a sua decisão, caso optem por fazer um aborto. As despesas têm de ser suportadas pelas mulheres, mas só se estas tiverem rendimentos mensais superiores a cerca de 900 euros.
Como o mundo não é perfeito e o problema existe, a única forma de o tentar combater é defronta-lo e ajudando-o, assim penso fulcral votarmos SIM no referendo de 11 de Setembro, deixando ao critério de cada um aquilo que deseja fazer.
O exemplo alemão pareceu-me ser o mais sensato, acompanhar, aconselhar e motivar, ao contrário daquilo que os defensores do NÃO afirmam, a despenalização do aborto pode trazer uma redução do número de abortos, como aconteceu no Canadá. Ao procurar as autoridades de saúde, a mulher pode ser melhor informada e aconselhada das medidas a tomar. Sendo uma questão social, o estado deveria também assumir os seus compromissos, ajudando ao longo dos anos todos os casais que pretendem/têm filhos, certamente haveriam muito menos abortos. Defendo também, que mesmo podendo ser feito em clínicas privadas, uma mulher que pretenda abortar, deve ter seguimento de instituições públicas, isto porque aos privados só interessaria o crescimento exponencial da taxa de abortos realizados por ano. Existindo um contra-peso que aconselharia as mulheres na melhor decisão para a sua vida, conseguir-se-ia o equilíbrio desejado.
O que diz a lei? No 140º artigo do código penal pode ler-se: 3-“A mulher grávida que der consentimento ao aborto praticado por terceiro, ou que, por facto próprio ou alheio, se fizer abortar, é punida com pena de prisão até três anos”.
Para demonstrar o quão contraditórios são os nossos políticos e o quão é para eles fácil mudar de opinião, mesmo quando se tentam debater assuntos sérios e concretos, deixo em baixo o que defendia o então comentador Paulo Portas sobre o aborto, em artigo publicado em 1982 na coluna "Civis, Laicos e Europeus" que assinava no jornal “Tempo” (artigo retirado do blog: barnabe.weblog.com.pt).

Quanto ao poder laico, e livre, da política, é clara uma transferência do poder político para o poder religioso. É sintomático que as grandes discussões a que, desde há tempos, o País assiste tenham subjacente uma jaez militar ou religiosa. Progressivamente é essa a duplicidade institucional que ordena, solidifica. Do último ponto de vista dois exemplos recentes adensam a preocupação já expressa: por um lado a competição política, provinciana, que já se vislumbra e decerto crescerá, à volta da visita do Papa a Portugal. Pelo rumo que o facto leva vamos assistir naquele que devia ser um acontecimento pastoral e moral de extrema importância, a um jogo turvo de influências, para que saiba quem convidou, quem esteve mais minutos com Sua Santidade, quem mais o acompanhou, quem ganhou os seus louros. O segundo tem que ver com o tom ‘Cro-Magnon’ com que a questão do aborto tem sido tratada entre nós. (…) a AD não tem a menor autonomia de discurso, já se não pede de voto, nem de vontade, em relação à Igreja, e limita-se a repetir o que esta diz,a presenciar o que esta proclama. Os socialistas dividem-se entre a sua história e a história que a Igreja quer que eles façam.
Só por referência lembre-se, por exemplo, que em França foi uma liberal, assumida como tal, da maioria giscardiana, a senhora Simone Weil quem, contra os mais conservadores e os mais ortodoxos, impôs a lei do aborto. Lá, os socialistas não tiveram dúvidas. Giscard, líder da maioria, não interferiu. Quer isto dizer, uma vez mais, que somos subdesenvolvidos; e que, no caso, andamos atrasados, à direita e à esquerda. A menos que se rejeite a Europa moral e apenas se queira a Europa económica…”.

Deixo-vos também uma rábula do programa Gato Fedorento, onde de uma forma sarcástica, sucinta e eficaz se consegue demonstrar o quão contraditórios e superficiais conseguem ser alguns dos chamados “políticos de topo” da nossa praça pública.


23 comentários:

Anónimo disse...

Muito bom !!

SIM disse...

anda para aí muito aborto que não devia ter nascido vós sabendes quem eles são

Anónimo disse...

os fetos são pequeninos... é preciso uma lupa

Simao Francisco disse...

boas meus amigos!!

ja que brincamos com estes assuntos eu tomei a iniciativa de colocar questões que também me fazem rir...

1º- «a questao é que com esta lei a MAE pode escolher se quer ou não ser MAE!»...pois...ok acredito mas se ja lhe estamos a chamar MAE, como pode ela escolher?!

2º- a pergunta do referendo refere-se a uma interrupção...ate aqui de acordo, mas como se interrompe uma gravidez? eu pensava que se interropiam conversas, para atender o telefone, brincadeiras, para ir jantar, telenovelas, para se dar noticias de ultima hora!

3º- neste referendo se o sim ganhar que estamos a dizer? a mim parece que é o seguinte:«tudo bem, não têm condições para ter os vossos filhos, não ha problema! continuam sem condições que até as dez semanas nós tratamos do vosso filho! será esta politica que vais resolver as coisas?!

4º- «por opção da mulher!»?????
que eu saiba, e desculpem a frontalidade, nenhuma mulher faz um filho sozinho, pois mesmo por inciminação artificial, é preciso esperma de um dador!!!
o mais engraçado nesta questão é que no nosso pais temos muitos processos a decorrer nas barras dos tribunais em que as mães pedem pensões de alimentação, ajuda dos pais na educação, mil e uma coisas, mas a partir do dia 11 de o sim ganhar, só temos responsabilidade a partir das dez semanas ( para quem ainda não fez as contas dois meses e meio!)

5º- partir um ovo de cegonha dá três anos de prisão, um bébé vale o mesmo que um ovo??!! quantas muheres temos presas?

5º- o SIM afirma que se o NAO ganhar continua tudo na mesma! e que dizem eles que vai mudar?
no ultimo referendo em 98 dos 14 movimentos pelo NAO, 14 transformaram-se em instituições de apoio à mulher, à gravida, à criança...quantos movimentos pelo SIM vemos como ajuda as estas pessoas?!
sabem a ajuda que estas instituições vindas de movimentos civicos pelo NAO têm do estado? 00000000000000€, é muito!!!!

6º- o estado só porque defende o SIM, fornece verbas para a campanha pelo SIM...o NÂO recebe nada!! não deverá ser o governo isento?

7º- se não podemos julgar a mulher pelo acto praticado como podemos julgar a vida que esta dentro dela?!

amigos...
poderia estar o resto do dia a divagar sobre o assunto!
a verdade é que estamos a referendar o assunto errado, eu sou de acordo que se referende o «aborto da politica», e ai seria o primeiro a votar sim!!!

termino este comentário com esta frase:«SE PENSARES...DIZES NÃO!!»

abraço, e votando SIM ou NAO, votem

Simao Francisco

Simao Francisco disse...

pois saõ mesmo muito pequenos, mas se o sr anonimo se informar um ovulo quando é fecundado torna-se na maior celula do corpo, e a unica vista a olho nu! sera assim tão pequeno?!
ou pequenos seremos nós por não querer ver o quão grave é aquilo a que podemos estar a responder SIM!!???

Anónimo disse...

penso q matar, que é isso q tb está em causa no referendo, nao é a solução para uma gravidez "indesejada"...
mas parece-me q é a soluçao qe o nosso governo e todas as pessoas q concordam com esta proposta do referendo, qerem oferecer a uma mulher e ao seu filho...
acham certo?é este o fututro?
o estado antes demais deveria apoiar a mulher,e o pai,caso estes não tivessem condiçoes para ter um filho, ou mais um filho, e nao oferecer-lhe o aborto como soluçao!
O aborto causa sérios danos na mulher, os defensores do NAO, acreditem, estao tanto a defender a mulher como a vida!
Já q o estado tem tanto dinheiro para pagar as "interrupções voluntarias da gravidez" porque é q nao o usa para criar politicas d apoio á maternidade?

Márcia disse...

Parece me que o anónimo nunca foi pequeno e nunca foi um feto! Deves ter nascido logo grande.. Pensa melhor no que acabas-te de dizer.. Para ti não passa de um simples feto e por sua vez muito pequeno mas fica a saber que ja é vida.. Por isso deixem-no desenvolver-se para que quando for maior o consigas ver sem a ajuda de uma lupa.. Todos nos temos o direito à vida e ninguém tem o direito de tirar a vida a ninguem.. Um feto não é menos importante que uma criança que já tem 2 anos.

Ah e ja agora lê com muita atenção aquilo que o Simão disse..

Anónimo disse...

deviam votar era nos abortos dos nossos politicos locais e regionais.....

Filipe Lopo disse...

Boa tarde a todos.
Especialmente ao Simão, que já não vejo há uns tempos!
Bom amigo, deixa que te diga que até as figuras de Foz Coa teem direito á preservação, só uma criança indefesa o não tem! Porquê?
Sejamos um pouco mais maduros e façamos a exigencia que há muito deveria ter sido feita ao estado Porytuguês, por ouitras palavras aos consecutivos governos deste País: - Educação Sexual nas Escolas com pessoas idóneas e com preparação especifixca no assunto (Casadoas, nunca pessaoas solteiras!!!!), depois, deem e coloquem nos hospitais públicos (para isso pagamos os nossos impostos!) as condições necessárias e exigidas para que uma Mulher possa abortar sem ter de recorrer a Clinicas Privadas, digo: - Espanholas sediadas em Portugal!!!!
A questão, meus amigos, nada tem a ver com a Mulher, infelismente. Até porque temos um Primeiro Ministro que teve o desplante de DIZER NÂO a uma sugestão do Movimento do "Não ao Aborto".
Afinal ainda estamos a viver numa ditadura... parece-me... ...
Se há algo a fazer, que se inicie de imediato com a educação de base nas nossas escolas, gastando-se os milhares de euros que esta campanha até agora "comeu" para depois 'abortar um rato', pois não há ainda em Portugal uma politica de Saúde e Prevenção hinestamente activa.
Como se pode fechar Hospitais, Centros de Saude e MAternidades, e depois dizer.se que o Aborto (sendo aprovado) terá prioridade sobre outra qualquer operação em Lista de Espera? E o que acontecerá se um Cardiaco der entrada ao mesmo tempo que uma Mulher com a prioridade para Abortar?
Há que pensar muito bem no que fazer.
Pensar sobretudo em agradecer ás nossasa mães por não terem recorrido aos famosos "desmanchos" quando a vida era dura e a informação sobre a gravidez não existia nem era permitido que uma criança~com 14 anos andasse com preservativos no bolso...
Não sejamos hipócritas.
A Lei que mude, mas de maneira a que a Vida seja sempre um factor a ter em conta, senão... estaremos de nova a assinar a Pena de Morte para alguns em Portugal, sem direito a defesa.
à minha mâe e ao meu pai (que Deus já levou) e porque sou o mais velho de 12 (doze) irmãos vivos, o meu sincero obrigado, de coração, porque apesar das dificuldades dios tempos passados, todos nós somo Hoje Homens e Mulheres que acreditamos na Vida e contra a Pena de Morte!
Um abraço a Todos e reflitam.
Votem, mas façam-no em consciência, sem falsos moralismos ou hipocrisias.

Anónimo disse...

e aquele feto que foi óvulo fecundado a dirigir qual célula imponente e grandiosa uma viáture?

Anónimo disse...

Menina Marcia, proiba a masturbação, os espermatozoides tambem sao vida

Anónimo disse...

Excelente artigo, parabéns.
JN

Simão Francisco disse...

ola a todos, ola filipe!

pois...realmente ja não nos vemos ha muito tempo, mas é bom saber que esta junto comigo nesta luta pela vida!!
gostei muito da sua primeira questão em relação ás «figuras de foz coa»....

a verdade felipe, e todos os outros é que por vezes parece que as pessoas perderam a noção daquilo a que estamos a falar...e por isso eu volto a relembrar, estamos a falar de VIDA!!!
tal como o filipe disse e muito bem, estamos ou melhor o governo esta a tirar apoio à vida e dar apoio a casas funerárias, a clinica privadamente espanholas, a dar apoio aquilo que para eles é mais rentavel a nivel económico...

nestes ultimos dias tenho estado atento à rádio e a RFM promove espaços de antena, onde fala o «movimento pelo Sim» pela vóz do carlos malato...por amor de deus, falam dos movimentos pelo não, dizendo que são moralistas extremos, e temos pessoas como este movimento que a sua campanha se baseia em dizer que a igreja (instituição) esta a obrigar os seus seguidores a votar não!!!
Para quem não sabe houve mesmo bispos que «proibiram» os sacerdotes de incutir qualquer tipo de posição, mas qual seria a lógica de pertencer a uma religião que defende a vida e a põem em primeiro plano, e estar a favor desta liberalização?
deixem-me acrestar um dado a esta conversa, por toda a europa, inclusive em paises em que está legalizado o processo de abortamneto houve manifestções de milhares de pessoas a pedirem-nos para não cairmos «na burrice» de dizer sim a esta cultura de morte...fomos dos primeiros paises a abolir a pena de morte, a abolir a escravatura, e vamos agora pertencer aqueles que dizem «uma criança nesta altura só chateia, vamos la então proporcionar «belos momentos» e poder ver legalmente crianças a boiar cortadas em pedaços , ou não, em alguidares!!!»...peço desculpa se estou a ser muito frio, mas neste momento e nestas alturas não sao palavras bonitas que mostram a realidade, é preciso perceber o que realmente é um aborto, e mesmo que seja praticado com um comprimido a mulher tem que ficar no hóspital até que a criança saia de dentro da mãe, mas só que desta vez sem vida...o chamado processo de abortamento, que é em tudo identico ao trabalho de parto, só que neste caso o «fruto» não é uma criança mas sim um aborto, uma CRIANÇA MORTA!!
meus amigos sejamos realistas e não fujam ao tema...estamos a falar de MORTE não de caridade ou solidariedade para com a mulher, pois se ela é livre, não pde entrar na liberdade do outro, que neste caso é tão somente o seu filho!

o que mais choca neste diálogo é que vemos pessoas que como não têm argumentos utilizão os comentários dos outros para mostrarem o seu ponto de vista...
sr anónimo! se uma mastrubação vale o mesmo que uma criança, então o sr deve ter tido uma infância muito má...a mastrubação é uma necessidade intima do ser humano, que ninguém consegue fugir, controlar...se o aborto na sua vida também é algo tão comum no seu dia a dia aconselho em pensar bem na sua vida!

para cabar quero deixar esta pergunta...
«GOSTAM DE VIVER?!!........
ENTÃO DEIXEM VIVER!!»

VOTEM EM CONSCIENCIA

abraço a todos
expecialmente um abraço com, saudade para si felipe!

Simão Francisco

Não para a discriminação disse...

Não consigo ficar indiferente a estes comentários.
Do vosso ponto de vista, a partir do momento em que ocorre a fecundação do óvulo pelo esperma, estamos a falar de um Ser-Humano, certo? Para vocês a pílula do dia seguinte também devia ser retirada do mercado, certo? O preservativo e todos os métodos de contracepção também, certo? Ou seja, e seguindo a doutrina da sagrada e santa igreja, relações sexuais só para fins de procriação, estou correcto ou errado?
Vocês certamente vivem num mundo diferente do meu, daquele mundo onde à abortos, crianças deixadas ao abandono em caixotes do lixo, crianças despejadas e mal amadas, ….
Será que para vocês uma mãe que morre por querer abortar ou que fica com mazelas para o resto da vida tem a punição que merece? Um filho que nasce com deficiência por um aborto falhado, tem essa deficiência para a mãe suportar para o resto da vida o “pecado” que cometeu num dia de incertezas e de sofrimento? Acham mesmo que quem faz abortos é para comprar um frigorífico ou um sofá novo?
MAS VOCES VIVEM EM QUE MUNDO?
É por causa de pessoas que nunca tiveram nada na vida para alem de amor, mimos, carinho e não sabem o que é de facto a vida, que sou contra este referendo e acho que esta lei devia ser somente levada a assembleia da república. Que moral têm vocês para decidir sobre os outros?
Sou contra o aborto, tenho 2 filhos e amo-os bastante, a vida custou-me e muito, mas não sou eu que devo decidir o que os outros querem ou não fazer da sua vida.
Não imponham as vossas regras aos outros!

Anónimo disse...

Quem é a favor do não tem de ser a favor das mulheres que sejam violadas e os fetos tenham alguma deficiência levem a gravidez em frente.

Quem é a favor do não e concorda que as mulheres violadas e as que os fetos tenham alguma deficiência possam abortar são como os nazis, escolhem os melhores e os piores metem para o lixo, pois segundo eles o que está no feto é uma "criança".

Deixem-se de hipocrisias, o aborto é um assunto sério.

DESPENALIZEM o Aborto !!

O Observador disse...

Para quem acha que o problema não existe e que os números são irrelevantes:

Estima-se que, por ano, se façam entre 18 a 20 mil abortos clandestinos em Portugal, embora não seja possível apurar números exactos. Um estudo da Associação de Planeamento da Família concluiu que, quase metade das inquiridas que admitiu já ter abortado, confessou que não estava a usar qualquer método contraceptivo.
Apontar números quando se fala de interrupção voluntária da gravidez é tarefa complicada, sendo frequente a disparidade de dados, consoante a facção (defensores ou opositores da despenalização) que os apresentam. Por outro lado, não existem dados fidedignos sobre aborto clandestino. Um dos últimos estudos, divulgado em Dezembro pela Associação para o Planeamento da Família (APF), conclui que, no último ano, terão sido realizados cerca de 18 mil abortos clandestinos e que 14.5 por cento das mulheres portuguesas (entre 345 e 363 mil) já abortou. Mas os defensores do ‘sim’ estimam que o número de interrupções feitas à margem da lei possa atingir os 40 mil por ano.
No estudo da APF, efectuado em Novembro com base em entrevistas a cerca de duas mil mulheres entre os 18 e os 49 anos, quase metade das inquiridas que admitiu já ter abortado confessou que não estava a usar qualquer método contraceptivo, enquanto 20.8 por cento referiu ter engravidado porque a contracepção falhou. Segundo o estudo, em cerca de 40 por cento dos casos as mulheres recorreram a uma ‘casa particular’ para fazer o aborto, enquanto 32 por cento interrompeu a gravidez numa clínica particular.
(fonte: Jornal de Leiria)

Wing Back disse...

Viature???? O que é uma Viature?

Popcorn disse...

Quem quiser fazer um aborto irá praticá-lo a qualquer custo quer seja ou não despenalizado, é ingénuo aquele que pensa o contrário, e essa é uma realidade que temos de ter ciente.
A única diferença é que aqueles com meios económicos para o fazer, e o esconder de uma sociedade hipócrita, vão ao país vizinho ou a um outro qualquer país, sendo que aqueles que não têm possibilidades serão sujeitos a fazê-lo em condições deploráveis sem qualquer tipo de segurança ou dignidade humana, pondo a sua vida ou saúde em risco. Ademais, acredito que quando uma mulher recorre a uma intervenção dessa natureza não o faz de ânimo leve, ou pelo prazer que isso lhe dá.
Não quero com isto dizer que sou a favor do aborto, sou sim contra a imposição de um juízo de alguém sobre outrem, pois a meu ver estas são questões que a cada um diz respeito.
Eu voto sim! Voto pela minha consciência, não pela dos outros.

Filipe Lopo disse...

Parece-me que quem fala "Quem é a favor do não tem de ser a favor das mulheres que sejam violadas e os fetos tenham alguma deficiência levem a gravidez em frente.

Quem é a favor do não e concorda que as mulheres violadas e as que os fetos tenham alguma deficiência possam abortar são como os nazis, escolhem os melhores e os piores metem para o lixo, pois segundo eles o que está no feto é uma "criança".

Deixem-se de hipocrisias, o aborto é um assunto sério."
É de facto um desconhecedor da lei que existe, ainda, em Portugal.
Mas numa coisa tem razão: - Só os Nazis escondiam o rosto e a identidade para poderem 'matar' quem não era a seu favor!!!
De facto, a melhor coisa é deixarmo.nos de hipocrisias e restabelecer rápiodamente a abertura dos hospitais, centros de saúde e maternidades que com este governo teem vindo a ser fechados....
Como dizia há ins tens tempos algúem: "... e depois o pirata sou eu"!!
Um abraço, mesmo a quem se esconde com medo sde ser conhecido pelas suas ideias radicais.

Filipe Lopo disse...

Há.... só mais uma pequena observação:
- A Alemanha, Pais onde os "nazis mandaram" durante muito tempo, hohe, felizmente um estado democrático com muitos mais anos de experiência do que Portugal,foi de facto um dos muuitoa paises da Europa a aceitar a despenalização do aborto há uns anos atrá, tal como nós agora; só com a diferençãa de que deede o 1º dia de Janeiro de 2007, o Estado Alemão dá cerca de 25 mil euros aos casais para terem filhos... ... ... porque será?
Patra ti,amigo Simão, quando as pessoas, algumas; falam de que a IGreja Católica impõe o voto no SIM, esqueceram-se por completo de quantos sacerdotes disseram publicamente que iriam votar no sim... Parece-me que esta gente só vê para um dos lados: - O da sua preferência!
Um Abraço

Anónimo disse...

independentemente do meu voto, tenho pena que um blog que pretende ser um serviço de informação (e para isso se aliou a um meio de comunicação social conhecido regionalmente) tome partido por qualquer posição que seja. bastaria dar os pros e contras, e nao queimar a cabeça das pessoas com pontos de vista quenão passam disso mesmo.

qualquer posição é discutível, e um blog desta dimensão deveria praticar a imparcialidade.

tenho muita pena mesmo! nao sabeis como me desiludistes!

Anónimo disse...

já agora gostava de saber a opiniao destas pessoas acerca da menina que nasceu com 22 semanas de gestação e sobreviveu (saiu recentemente do hospital).

com menos 10 semanas nao seria ja um ser humano?

o que fazem voces ao longo de 10 semanas? e se vos dissessem que teriam perdido 10 semanas de vida? e que tal se a vossa morte estivesse programada para daqui a 11 semanas? será que não dariam importância a 10 semanas miseráveis de vida? e que tal uma?

Anónimo disse...

eu sou contra o aborto,pois agora estou muito afim de fazer uma inciminação artificial,pois fiz ligamento de trompas com 2 filhos,agora estou com outra pessoa ha seis anos nós somos loucos por uma menininha e não podemos ter,a não ser por meio da inciminação.E não temos condições dizem que é muito caro.mais com fé em deus por que pra ele não tem impossiveis eu sei que conceguirei.se alguem poder ajudar sabendo de algum hospital que faça de graça ou até ajudarfinanceiramente serei grata pelo resto de minha vida.meu email é E-angele@hotmail.com