13 maio 2006

COMUNICADO do TERTÚLIAdoPINHAL

Tem vindo a ser constantemente questionada a independência politica que tanto o blog, como os colaboradores deste blog têm. Vem assim o TERTÚLIAdoPINHAL esclarecer que:

1- Somos um grupo de cidadãos portugueses residentes na zona do pinhal e que não temos qualquer ligação a cargos políticos, associativos ou de qualquer outro cariz institucional, somos livres e independentes.

2- Cada colaborador do nosso blog é livre de dizer aquilo que quer nos seus artigos, desde que siga as mais básicas regras de boa conduta.

3- Não divulgamos os nossos nomes porque não achamos tal medida pertinente, dado o cariz informativo e imparcial do blog. Que vantagem há em se saber, por exemplo, se um determinado colaborador do blog se chama Carlos Coelho ou José Rui, os utilizadores do blog ficam a saber o mesmo e os nomes podem ser fictícios.

4- Quando solicitamos aos nossos utilizadores que se identifiquem, fazemo-lo para que não sejam colocados comentários com o nick/nome de utilizador "anónimo", pedimos-lhes assim que registem um nick/nome de utilizador e passem a utiliza-lo cada vez que colocam um comentário.

5- Para os utilizadores, poucos, que metem constantemente em causa a independência do blog, convidamo-los a eles e a todos os outros utilizadores, a escrever um artigo e a envia-lo para tertuliadopinhal@gmail.com , deve enviar também o seu nick de registo e e-mail para contacto, se forem cumpridas todas as regras de boa conduta deste blog (consulte aqui: http://tertuliadopinhal.no.sapo.pt/regras_conduta.htm) teremos todo o gosto em colocar esse artigo no TERTÚLIAdoPINHAL.

6- Gostaríamos de esclarecer que a parceria entre este blog e o jornal Noticias do Pinhal existe porque fizemos uma proposta inovadora e interessante ao jornal Noticias do Pinhal, propusemos-lhes que publicassem mensal/quinzenalmente vários artigos e comentários do nosso blog, ao que o jornal respondeu de forma favorável e bastante amável. O objectivo desta parceria é captar mais pessoas para o nosso blog, e dar a conhecer àqueles que não têm acesso às novas tecnologias de informação aquilo que se vai escrevendo pelo mundo virtual, alargando assim o nosso/vosso espaço de debate e opinião. Tentamos ser inovadores, diferentes e dar à nossa população algo único. O jornal não faz parte do blog nem o blog faz parte do jornal, são pessoas completamente diferentes, iniciamos somente uma parceria para publicação de artigos do nosso blog no Noticias do Pinhal, parceria essa que nos deixa bastante congratulados.

Pensamos assim ter desmistificado todos os boatos e insinuações que têm vindo a ser levantadas, pelo que consideramos este assunto completamente esclarecido.
Ajudem-nos a elevar o debate deste blog, participem nos temas de forma construtiva, ajudem-nos a fazer da nossa região e a mostrar que as “gentes” da nossa região tem atitude e poder critico. Vamos ajudar os nossos concelhos a ser maiores.

12 maio 2006

Recreio Pedroguense ascende ao patamar mais alto do futebol distrital

O Recreio Pedroguense assegurou no passado dia 7 a subida à divisão de honra da Associação de Futebol de Leiria. Com 65 pontos obtidos nos 26 jogos (de 30) já disputados, o Recreio Pedroguense vê assim assegurado o seu principal objectivo para a presente época, confirmando a supremacia que foi evidenciando ao longo do campeonato, e estando ainda em óptimas condições para conquistar o titulo de campeão. Os resultados desportivos terão assim confirmado que a estratégia definida pela direcção do Recreio, foi a mais acertada face aos objectivos estabelecidos para a época.
Na mesma divisão, e após um inicio de época algo atribulado, o Sport Castanheira de Pêra e Benfica com 47 pontos, obtidos em 26 jogos disputados, encontra-se no 5º lugar, confirmando assim o crescente de forma que vem evidenciando ao longo do campeonato.
A associação desportiva de Figueiró dos Vinhos, com 40 pontos (5º lugar) e a 3 jornadas do fim do campeonato, consegue segurar o seu lugar na divisão mais alta do futebol distrital.
Os mais sinceros parabéns a todos os jogadores, equipa técnica e Órgãos directivos destas três equipas da nossa região.

11 maio 2006

Haverá futuro para a zona do pinhal?

Com o intuito de saber como olham os “pinhalenses” para futuro da região onde estão inseridos, colocámos aos utilizadores do blog a seguinte questão: Qual acha ser o caminho que a zona do pinhal interior deve seguir para prosperar? Os resultados obtidos são animadores: turismo: 30%, industria: 11%, energias renováveis: 46%, sem futuro: 14%, ou seja, 86% dos utilizadores que responderam ao inquérito olham para a zona do pinhal como uma zona que pode progredir. De destacar também as duas principais escolhas dos utilizadores, energias renováveis e turismo (as duas com76% dos votos), parece que finalmente já se perspectiva o turismo como um motor de desenvolvimento da nossa região, devem no entanto ser criadas condições, físicas e humanas, essenciais para o seu crescimento e reconhecimento público, não devendo contudo cair na tentação de criar projectos megalómanos que levam autarquias à quase banca roca e a comprometerem o seu futuro e o futuro da sua população, é um risco muito grande a correr (leia-se em autarquias: Castanheira de Pêra). No sector das energias renováveis podemos e devemos explorar a biomassa, tema já abordado neste blog (leia o artigo: Distrito de Leiria fora do projecto das centrais de biomassa, clique aqui), e a energia eólica, que apesar de criar menos postos de trabalho directos que a biomassa, é um sector que pode dar algum fulgor financeiro as nossas autarquias. O sector da indústria não recolhe mais de 11% das opções dos nossos utilizadores, já está mais que demonstrado que para alem da pequena industria a nossa região não possui infra-estruturas nem condições físicas para a implementação de grandes unidades fabris, os tempos mudaram e nós devemos reconhecer e seguir os seus caprichos e exigências.

05 maio 2006

Repovoamento de Vila de Rei – Exemplo a seguir ou a reflectir?

A presidente de câmara de Vila de Rei, Irene Barata, tomou uma medida inédita para tentar combater a desertificação do seu concelho, recrutou cidadãos brasileiros de uma pequena cidade do Brasil (Maringá, estado do Paraná), garantindo-lhes alojamento gratuito (até que tenham condições para alugar as suas prórpias casas), escola para os filhos, emprego num lar de idosos (salário de €400 mensais) e vistos de residência. Chegaram nesta quinta-feira os primeiros 15 cidadãos (4 famílias) de 250 (60 famílias) que a autarca pretende levar para o seu concelho até ao ano de 2008.
Devem também os nossos concelhos seguir esta política de “reflorestação humana” para travar a desertificação? Não consigo compreender nem concordar com esta medida, temos, segundo os últimos dados do IEFP, 480 mil desempregados e, segundo o SEF, 150 mil imigrantes ilegais. Como pode um país que possui números tão expressivos como estes dar-se ao luxo de oferecer empregos e alojamentos a cidadãos de outros países e que não residem em Portugal? Porque não são criadas condições para a migração de pessoas do litoral para o interior? É simples, dar aos desempregados e imigrantes ilegais que residem em Portugal as mesmas possibilidades e benefícios que estão a ser dados a estes imigrantes. A medida da autarca de Vila de Rei travará a desertificação, mas de uma forma virtual e a curto prazo, a médio prazo os filhos destes cidadãos ver-se-ão com os mesmos problemas que afectam todos os jovens do interior do nosso país, falta de saídas profissionais e perspectivas de futuro, originando assim uma nova desertificação do interior do país. Deverão ser criadas condições para fixar as pessoas no interior, este tipo de medidas não trarão os benefícios que se pensam contundentes para a quebra da desertificação.

Decididamente esta autarca preteriu a solução pensada a longo prazo em deferimento da solução fácil e inconsequente, os prejuízos daí inerentes serão assoladores.

03 maio 2006

Lei da paridade – Consensual ou Controversa?

Foi recentemente (20 de Abril) aprovada em assembleia da república a lei da paridade. Posso caracterizar esta lei recorrendo-me de dois vocábulos, unanimidade e controvérsia, o primeiro destaca-se pela sua escassez, o segundo pela sua excessividade. A lei da paridade pretende obrigar os partidos políticos à inclusão de pelo menos 33% de mulheres nas suas listas para Assembleia da República, Parlamento Europeu e Autarquias Locais. Estranha forma esta de combater a carência de mulheres no quadrante político português, obrigando os partidos políticos a criar cotas mínimas. O problema é real, ninguém o nega, mas será esta a melhor solução? Porque não passar-se à criação de cotas para cidadãos imigrantes, negros, indianos, ciganos, jovens, idosos, homossexuais, agricultores, etc., a ideia é simples, mas irónica, faz-se um levantamento de quais são os estereótipos da sociedade portuguesa que não têm uma presença regular nos actos eleitorais e criamos cotas para todos eles.
Não se sentirão as mulheres inferiorizadas com a aplicação desta lei? Será que não há mulheres capazes e com mérito de vingar na nossa vida política? No sector privado não foi necessário recorrer a cotas para colocar mulheres (e cada vez mais) nos lugares de topo, estas chegaram lá por objectivo e aptidão profissional. O cerne do problema está na própria carreira politica que nos dias de hoje é pouco cativante, se não vejamos a qualidade média geral dos nossos políticos, está muito aquém daquilo que seria desejável, pelo que esta lei não trará para a política mulheres que tenham mérito, mas sim comadres e amigas dos actuais políticos. A solução passa essencialmente pela criação de condições que tornem a carreira politica desejável, tanto para os homens, como para as mulheres. Como pode um estado livre e democrático criar uma lei que restringe os partidos políticos de formar as suas listas como bem entenderem? Se temos um governo tão democrático e social, porque ignora este que existem outros importantes cargos políticos, de que são exemplo o próprio Governo (actualmente só há uma mulher ministra) e os cargos dirigentes da Administração Pública preenchidos por nomeação e para os quais não foram criadas cotas?
Convido e desafio todas as mulheres dos nossos 4 concelhos a formarem listas para as próximas eleições autárquicas, esta sim seria uma democracia saudável e desejável.