01 junho 2006

Praia das rocas abre hoje ao público, mais um ano de êxito?

A Praia das Rocas, em Castanheira de Pêra, abre hoje (1 de Junho) ao público.
Para bem da autarquia e de todos os castanheirenses é desejável que a afluência a esta praia tenha um sucesso semelhante ao do ano passado, talvez seja difícil repetir a tamanha projecção e consequente captação de turistas conseguidas, uma vez que o factor novidade terá seguramente contribuído para o sucesso da praia no seu primeiro ano de funcionamento.
O município de Castanheira de Pêra tem apostado, e bem, na criação e divulgação de eventos turísticos realizados na Praia das Rocas, tentando manter vivo, mesmo de Inverno, o maior ex-libris turístico do concelho, ou até mesmo da região.
A dúvida que se propicia: Será este mais um ano de sucesso para a Praia das Rocas, ou criou-se um Elefante Branco que só agora começa a ter um apetite voraz e tem de ser alimentado?
Talvez ainda seja cedo para que possamos fazer qualquer tipo de conclusão sem correr o risco de a mesma ser considerada precipitada, mesmo assim a questão fica lançada.

Para eventuais interessados, deixo-vos os preços que serão praticados este ano na praia:

Até aos 6 anos - Todo o dia-> fds: gratuito, dias úteis: gratuito. A partir das 15Horas-> fds: gratuito, dias úteis: gratuito.
Dos 7 aos 16 anos -
Todo o dia-> fds: €2.50, dias úteis: €2.50. A partir das 15Horas-> fds: €3, dias úteis: €2.
Dos 17 aos 64 anos -
Todo o dia: -> fds: €5, dias úteis: €4. A partir das 15Horas-> fds: €4, dias úteis: 3€.
A partir dos 65 anos
- Todo o dia: -> fds: €3.50, dias úteis: €2.50. A partir das 15Horas-> fds: €3, dias úteis: €2.

12 comentários:

Anónimo disse...

e a melhor praia do mundo e pena ser muito cara

artur disse...

Há pessoas para quem o mundo é muito pequeno. Já existem boas revistas de turismo com foos apelativas e portais de viagens com fartura. consultá-las será muito proveitoso ...

RuaTorta disse...

Há muita invejA dos concelhos vizinhos a castanheira de pêra por esta praia. O concelho mais pequeno e mais pobre é o unico que consegue revolucionar o turismo da região. Pena é que os outros concelhos em vez de criticarem, não aproveitem e tirem partido desta obra.

limpysweet disse...

Não gosto muito desta praia, o dinheiro gasto foi exagerado, num concelho tão pobre e com tão pequenos recursos financeiros. Por outro lado é lamentável que nem figueiró nem pedrogao grande saibam aproveitar convenientemente ao rio zezere. Uns criam, e outris despresam, lá vai andando assim a nossa região. Sem rumo nem dom

O Observador disse...

Passei pela Castanheira hoje de tarde e a praia estava com alguma afluência. Bom presságio se tiver em conta que este é o primeiro fim-de-semana da temporada. O calor também ajudou.
Continuo no entanto a notar alguma desorganização no comércio local, este parece não conseguir responder ao desafio que lhe é lançado sempre que a praia das rocas tem uma afluência significativa de pessoas, não há oferta suficiente para a procura existente.
Sou da mesma opinião do limpysweet, os concelhos vizinhos deveriam aproveitar este empreendimento, publicitando os seus restaurantes, o seu turismo e os seus serviços, oferecendo assim aos turistas que visitam a Praia das Rocas aquilo que eles procuram e que a Castanheira sozinha não tem conseguido dar.

belhaku disse...

De uma das vezes que a frequentei também achei que se praticavam uns preços um tanto quanto " carotes ". Como outros comentarios exixtentes o comércio lucal anda a " nora ". Ao contrario do que parece os concelhos vizinhos de certeza que não têem inveja, apenas ainda não apareceu a ideia certa nem a altura certa. E condições de higiene? Pelo que sei, o ano passado estava a Praia das Rocas em pleno funcionamento, ou seja, a abarrotar pela costuras e não se via ninguém nas casas de banho. Miúdos por tudo o que era sitio, os pais dos miúdos respectivamente, bem como outras pessoas e encerrou-se a Praia e verificou-se que das 3721 pessoas que lá estiveram, 758 utlizaram as casa de banho. Não será pouco? Ou não tinham vontade de mijar? Talvez então terem aparecidos os tais " LISMUS ". É necessário que haja em certa parte, talvez um certo respeito para os outros utilizadores.

Anónimo disse...

Sem esses cabroes parassem de fazer descargas de merda para a ribeira é que faziam bem

O Observador disse...

Encontrei este artigo muito interessante sobre a praia das rocas, públicado no jornal de notícias, parece que o optimismo é rei e senhor, que assim continue por muitos e velhos anos.

Fonte: http://jn.sapo.pt/2006/06/17/centro/a_praia_artificial_esta_a_mudar_o_in.html
JORNAL DE NOTICIAS

A MAIOR PISCINA DO PAÍS
A praia artificial que está a mudar o interior

A mesma água não passa duas vezes sob a mesma ponte, mas em Castanheira de Pera o líquido que nas décadas de 60/70 fez da vila o terceiro núcleo têxtil do país volta a ser o "rosto" da recuperação económica do município. Os têxteis deram lugar ao turismo, ancorado na Praia da Roca. O projecto que recolocou o concelho no mapa mediático nacional, surpreendido por uma praia no interior com ondas feitas por máquinas, ultrapassou todas as expectativas. Mais de 100 mil pessoas visitaram Castanheira de Pera nos primeiros dois meses de funcionamento, deixando sementes para uma nova vida.

Castanheira de Pera nunca passou de vila mas já foi grande. Há décadas, quando todas as fábricas de têxteis tinham mini-hídricas, o aproveitamento da força motriz das águas do rio chegava e sobrava para as encomendas. De tal forma, que o excedente levou a energia eléctrica à vila ainda Coimbra andava à luz da vela. A curiosidade é contada por Fernando Lopes, presidente da Câmara, ex-vice-presidente de Pedro Barjona, o mentor da nova Castanheira de Pêra.

A mudança de vocação de um município com cerca 3800 habitantes foi a resposta para o desemprego, que em Castanheira de Pera duplica a média nacional. A taxa de 16% é fruto da falência dos têxteis. Das dezenas de fábricas restam duas, que, segundo Fernando Lopes, dificilmente deixarão de ter o destino das outras.

Interiorização

O "regresso à água", como refere Fernando Lopes, começou pela Praia das Rocas. Inaugurada em Julho de 2005 conseguiu sucesso. A litoralização deu lugar à interiorização. Milhares de pessoas trocaram a costa pela serra para irem à praia. Das 100 800 do ano passado, "somente 10% foram visitantes do concelho", calcula Rosa Filipe, administradora executiva da Prazilândia, a empresa municipal que gere, entre outros equipamentos, a Praia das Rocas.

Pela primeira vez, em Castanheira de Pêra, passou a falar-se de época alta e baixa. Pessoas em fato de banho a circular no centro da vila é igualmente um quadro novo. E nunca os restaurantes tinham sido obrigados a recorrer à lista de espera.

O proprietário da única estalagem (protagonista de um texto à parte) já está a fazer obras para duplicar o número de quartos e já manifestou à Câmara a intenção de construir um hotel. Não é difícil perceber as motivações. No Verão passado, a praia, para além de encher os cofres dos comerciantes locais, revelou-se a sorte grande para as unidades hoteleiras dos municípios vizinhos.

Mas há mais projectos, revela com agrado Fernando Lopes. Nos últimos meses apareceu uma unidade de turismo rural, a Casa da Ribeira de Pera, com cinco quartos. Uma segunda unidade do género, a Quinta de Santo António, já está em fase de licenciamento. Serão mais 10 quartos. Duas outras casas vão ser reconstruídas para o turismo, em Sarnadas e Pisões. "E dois holandeses querem construir um parque de campismo porque o actual, também erguido por holandeses, não tem condições", revela o presidente da Câmara.

Auto-estima

Mais importante que os cerca de 250 mil euros das bilheteiras da praia, é a auto-estima da população. "Ao contrário do que sucedeu nas últimas décadas, os jovens começam a querer ficar no município", assegura Fernando Lopes. "Prova disso foi a forma como foram vendidos, em meio ano, os 53 lotes que a Câmara disponibilizou a preços simbólicos", acrescenta.

Apesar do sucesso, os autarcas sabem que a Praia das Rocas não chega, por si só, para fixar a população e os turistas. A Câmara quer aproveitar a parte que lhe toca da Serra da Lousã para construir um parque aventura destinado a desportos radicais. "Vamos também potenciar a caça, o tiro e a pesca", promete o líder do executivo.

Na vila escasseiam formas de preencher o tempo. A resposta poderá ser a Praça da Notabilidade. Campos de ténis irão conviver com um pequeno centro comercial, restauração e um auditório. A praça ainda não se notabilizou porque o primeiro empreiteiro faliu e a obra entrou num segundo concurso. O presidente da Câmara lamenta que não esteja pronta este Verão, mas acredita que poderá ser inaugurada até ao final do ano.

As novas vias aproximaram Castanheira de Pera dos grandes centros, nomeadamente Coimbra e Leiria, "mas é preciso encurtar também distâncias entre localidade do interior", lembra Fernando Lopes.

A estrada desejada entre Castanheira de Pera e Góis permitirá reduzir para metade os actuais 56 quilómetros. As estradas que ajudam a fixar empresas seriam a "cereja" em cima do turismo.

Ampliou a albergaria e já pensa construir um hotel

Joaquim Conceição foi quem mais beneficiou com a Praia das Rocas. É proprietário da única residencial de Castanheira de Pêra. A "Albergaria do Lago" fica situada na praia. "A praia mudou tudo", reconhece o empresário, que não foi apanhado de surpresa. "O anterior presidente tinha-me falado de um projecto turístico grandioso nesta zona". Foi por isso que Joaquim avançou. Até 2005, a unidade vivia dos vendedores que ocupavam parte dos 11 quartos. Desde que a Praia das Rocas abriu, nos meses de Julho e Agosto, a estalagem esteve quase sempre lotada. Agora, a mais de um mês, o Agosto já está "quase todo reservado". O negócio vai de vento em popa. O restaurante da casa teve de recorrer, pela primeira vez, à lista de espera. E como tempo é dinheiro, este ano Joaquim adoptou a receita dos centros urbanos. "Vou ter um espaço para vender sopas e sandes, para quem quer almoçar barato e depressa". Para isso conta com mais empregados. Antes da Praia eram quatro, agora são nove. Antes um quarto custava 40 euros, agora é 50. O empresário quer aproveitar a "onda". A albergaria vai ser ampliada com mais 10 quartos (prontos em 2007). E pertence-lhe o projecto de construção de um hotel, junto à praia. Se o licenciamento não falhar, o Hotel das Rocas, um três estrelas com 35 quartos, será inaugurado em 2009.


Ribeira de Pera



abastece

Ocupando uma área de cerca de 10 hectares ao longo da Ribeira de Pera, que abastece a praia com as suas límpidas e puras águas, o complexo conta com um piscina circular de 7000 metros quadrados e uma piscina de ondas com 2100 metros quadrados (a maior do país).



Ondas



de dez minutos

A Praia das Rocas tem ondas de mar que começam à hora certa, podendo em dias de enchente haver ondulação de 30 em 30 minutos. As onda são produzidas por um equipamento, importado da Holanda, que permite, através de dois compressores e de uma dezena de electroválvulas, produzir quatro tipos de ondas com duas imensidades distintas. Um sinal sonoro anuncia as ondas . Cada "sessão" dura cerca de 10 minutos, para não provocar afogamentos. Mas o "mar engana". Dez minutos de ondas cansa, especialmente na parte mais profunda (1,90 metros), e já algumas pessoas apanharam sustos, tendo valido a presença dos vários nadadores-salvadores.



Formação hoteleira

A Praia das Rocas levantou o problema da falta de formação das pessoas que trabalham na hotelaria. A Câmara tentou convencer os responsáveis dos restaurantes, e funcionários, a frequentarem a formação da Escola de Hotelaria de Coimbra, mas não houve inscrições suficientes para o curso.



Rentabilizar a época baixa

A Prazilândia pretende aproveitar a Praia das Rocas na época baixa. A intenção dos responsáveis é organizar estágios e acções de formação em actividades como kayac em águas bravas, mergulho, bodybord, entre outros ligadas ao mar e ao rio.



O preço da preguiça

Sem árvores, a sombra na Praia é feita pelos chapéus. Este e mais duas espreguiçadeiras custa seis euros por dia. Um chapéu com dois colchões vale três euros por dia . Um toldo/chapéu com três espreguiçadeiras custa 7,50. As gaivotas (em forma de ganso) tem o preço de quatro euros e as canoas três euros (30 minutos ).

Fonte: http://jn.sapo.pt/2006/06/17/centro/a_praia_artificial_esta_a_mudar_o_in.html
JORNAL DE NOTICIAS

lavador disse...

desculpe lá ...
fds o que significa?
cumps

nb desculpe a ignorância

O Observador disse...

Pode significar fim-de-semana, agora tudo depende do enquadramento da frase.

Anónimo disse...

noticia de ultima hora: a ribeira vai começar, por força do movimento de rotação da Terra, a seguir em sentido contrário.

Anónimo disse...

É pena que tanto se critique sobre esta localidade e esta praia. Será que pôr mãos à obra e fazer melhor não seria melhor ideia, em vez de se criticar por se fazer e por não se fazer???
Tenho a dizer que este foi dos melhores investimentos que se fez na castanheira, uma vez que neste momento o tÚrismo é uma grande aposta e tem de se felicitar os Presidentes que a começaram e que lhe deram continuidade pela obra de sucesso que há 3 anos se mentém e que assim se mantenha por muitos mais, para calar a boca da oposição que nem sequer cá vive mas que já se julga rei e senhor de tudo e todos...