18 abril 2006

Estudo mostra que somos os concelhos mais POBRES

Foi recentemente publicado pela empresa Marktest um estudo que pretende saber qual é o poder de compra dos munícipes de cada um dos 278 concelhos do território Português. Denominado por Sales Index 2006, este estudo tira conclusões bastante preocupantes e esclarecedoras sobre os concelhos de Castanheira de Pêra, Pedrógão Grande e Figueiró dos Vinhos, colocando-os nas últimas posições do ranking do distrito de Leiria.

Sales Index 2006 - Ranking do distrito de Leiria (média nacional do distrito:42.46)
Leiria 11.4
Alcobaça 4.99
Caldas da Rainha 4.83
Pombal 4.73
Marinha Grande 3.89
Peniche 2.67
Porto de Mós 1.98
Nazaré 1.52
Batalha 1.37
Bombarral 1.19
Óbidos 1.15
Ansião 0.98
Alvaiázere 0.6
Figueiró dos Vinhos 0.53
Pedrógão Grande 0.33
Castanheira de Pêra 0.3

Pedrógão Grande e Castanheira de Pêra conseguem mesmo destacar-se no ranking nacional, pertencendo ao grupo dos 15 concelhos pior classificados. O estudo da Marktest refere também que os três concelhos têm vindo a perder o seu poder de compra ao longo dos últimos 10 anos, pelo que se considerar-mos que quanto menor o poder de compra de uma pessoa, menor a sua capacidade e fulgor financeiro, conclui-se que somos dos concelhos mais pobres do País e que este estatuto tende a acentuar-se. Conclusões alarmantes que vêm de certa forma dar a conhecer uma realidade que já quase todos conhecem mas nada ou pouco fazem para contrabalançar, pelo menos, e segundo o estudo, nos últimos 10 anos.

Apresentação do estudo:
O Sales Index resulta da combinação do índice de rendimento e o índice de população, assumindo um valor de 1000 para o total dos concelhos do Continente e é expresso em permilagem. Permite conhecer como os vários concelhos do Continente se posicionam face a esse total de 1000 (que contribuição relativa cada um deles tem).
Na construção do índice de rendimento foram consideradas as seguintes variáveis:
- Índice de Carga Fiscal: (variáveis: IRS, Imposto de SISA, Contribuição Autárquica e Imposto sobre Veículos); Consumo de Energia em Baixa Tensão; Vendas de Veículos Ligeiros de Passageiros e Mistos; Número de Dependências Bancárias; Número de Estabelecimentos Comerciais Retalhistas.
O índice de população é construído com base na população residente estimada para 31/12 de cada ano.
O índice de consumo resulta de um rácio (divisão) entre o Sales Index e o Índice de População. Assume um valor de 100 para o Continente. Valores acima deste limite indicam potencial para o consumo superior à média nacional, e vice-versa.
Fonte: Marktest

11 comentários:

dn disse...

Excelente artigo. Os resultados são os que se esperavam observando in loco a realidade dos concelhos.

Anónimo disse...

Só estudos. Os estudos não valem nada, é tudo uma cambada de teóricos que só se agarra em estudos. No alentejo vive-se muito pior que cá. esses estudos ou são mal feitos ou são teóricos.
José Da Silva

Anónimo disse...

Os funerários,o ancarloco,o terserra,o
carlos,o silva,o aires,arnaldo,o fernando,os desenhadores os cunhas,o juiz,os cabeleireiras,ESTÂO CONTRA ESTE ARTIGO.ASS:BISPO

O Observador disse...

Caro José da Silva, as metodologias e estudos técnicos (quando sérios e bem fundamentados) são a única ferramenta que possuímos para avaliar os mais diversos parâmetros da nossa vida/sociedade. Compreendo a sua indignação, mas, e recorrendo a um provérbio popular fácil, contra factos não há argumentos.

Anónimo disse...

Só não conhece esta realidade, quem não é desta região! Não percebo tanta admiração e comentário desnecessário.A riqueza ou pobreza de uma região não se mede pelo bom viver dos "donos" da vila.

alertaconstrutiva disse...

Tratando-se de um estudo meramente económico baseado no consumo, onde são tidos em conta factores como o nº de comerciantes, o consumo energético,... e todos os outros referidos, concordo que somos dos mais pobres (contra "números" não há argumentos).
Apesar de achar que o artigo está muito bom, para mim o conceito de pobreza é muito mais abrangente.
Se fossem considerados factores como o nº de espaços e equipamentos desportivos e de serviços públicos, a área de epaços verdes e de lazer, os equipamentos e infra-estruturas relacionados com a educação (tudo isto em função do nº de habitantes servido)poderíamos continuar a dizer que temos um baixo poder de compra, mas nunca que somos pobres. E filosofando um bocado, "Pobres são aqueles cuja mente não consegue fazer face às adversidades do meio"(2006 GR)
Apesar de importantes, ao mostrar-nos uma realidade crua e dura, estes estudos tem de servir como um beliscão no sentido de no futuro haver força de vontade e capacidade de decisão para os contrariar.

O Observador disse...

Alertaconstrutiva, quando indico no artigo a metodologia usada neste estudo talvez devesse ter indicado todos os índices por ele contemplados. Julgo assim tê-lo induzido em erro aquando do seu comentário sobre o artigo. Peço desde já as minhas desculpas e apresento de seguida todos os índices tidos em conta pelo estudo.

Índices Gerais:
• Sales Index
• Índice de Rendimento
• Índice de Conforto
• Índice de Consumo
• Índice de Área
• Índice de Distribuição da População
• Índice de Atractividade
• Índice de Edifícios
• Índice de Alojamentos
• Índice de Famílias
• Índice de Investimento Camarário

Índices Sectoriais: Agricultura:
• Índice de Superfície Agrícola Utilizável
• Índice de Culturas Agrícolas
• Índice de Efectivos Animais
• Índice de Máquinas Agrícolas
• Índice de Trabalhadores Agrícolas
• Índice Geral Agrícola
Indústria:
• Índice de Desenvolvimento Industria
Energia:
• Índice Consumo Geral de Energia
• Índice Consumo Doméstico de Energia
Água:
• Índice Geral de Consumo de Água
Construção:
• Índice Geral de Construção de Edifícios
• Índice Geral de Licenças concedidas
• Índice Construção Edifícios para Habitação
• Índice de Licenças concedidas para construções novas
• Índice de Licenças concedidas para habitação
Comércio:
• Índice Geral de Comércio
• Índice de Comércio Grossista
• Índice de Comércio Retalhista

JR disse...

Este estudo mostra uma realidade que está à vista de todos, o interior tem sido sistematicamente esquecido pelo poder central, o porquê nao sei (posso especular se me apetecer), no entanto tem de ser o poder local a canalizar os recursos na produção de riqueza, como por exemplo criação de posto de trabalho (nao na camara), atrair investimento, reivindicar a concessão de organismos publicos, atrair pessoas válidas para a região. Duvido que o poder queira efectivamente mudar alguma coisa, pois isso pode gerar algum rebuliço o que nao lhes covém muito.

Anónimo disse...

eu bem digo que não há pobreza!Vejam a BODA do ano que até teve que levar a banda a tocar!Anda a cambra a dar subsidios e nós a pagar as quotas para estes Xulos da terra se servirem!!!!!

Anónimo disse...

Os problemas económicos que surgem especiamente no interior do país do meu ponto vista, são como se sabe fruto de vários anos de deslocações para o litoral e para o estrangeiro. Exemplo elucidativo deste último fenómeno foi o recente documentário na RTP. É um problema de vários anos e resulta essencialmente da falta de oferta de trabalho na maioria dos concelhos do interior. Só incentivando a instalação de empresas, criando condições é que se poderá possivelmente inverter esta situação. Contudo novas medidas não passam directa e exclusivamente pelas cãmaras (que muitas vezes os orçamentos por dicutível ou não má aplicação da verba, não podem fazer muito mais) ou pelo governo. Devia existir um projecto global, que não passe apenas pelas scuds, pois os "produtos" a 300$ ou 1,50, por vezes são na verdade a 600 ou 3 euros. Incentivos fiscais a residentes nestas áreas ou apoiar o aumento da taxa de natalidade acho que são possibilidades. Terá que se fazer muito mais para inverter este fenómeno e quanto mais prematuramente melhor.
Bruno Antunes

Anónimo disse...

vocês ainda não viram que o interior se vai desertificar para virem pra ele os novos ricos?Assim já não vão ter pobres a xatear e a pedir