

Podemos confirmar que nos tópicos mais importantes aos Portugueses, saúde, vias de comunicação e ensino, houve uma melhoria significativa de à vinte anos para cá. A abertura dos balões de oxigénio de Bruxelas trouxe um novo fôlego para Portugal, Portugal este que vinha mergulhado de crises internas contínuas. Mas será que a longo prazo estes benefícios continuaram a fazer sentir-se? A abertura do frágil mercado Português a mercados mais competitivos que o nosso trouxe-nos alguns dissabores, principalmente na área da agricultura e pescas. E os fundos europeus?! Será que lhes tem sido dado o destino devido? São abundantes as histórias de fundos mal gastos, esquecidos, desperdiçados ou aplicados em “desenvolvimentos” rurais e empresariais duvidosos. Há de tudo um pouco, salvo algumas excepções que aproveitaram a oportunidade e graças a isso prosperaram, refiro-me tanto ao sector público como privado. No quadro que se segue pode ver a evolução dos apoios comunitários aos nossos concelhos:

Julgo que para a nossa região a adesão à União Europeia trouxe grandes benefícios, se não vejamos, há 20 anos éramos uma zona que vivia da agricultura de subsistência e pouco mais, não tínhamos cuidados médicos decentes, vias de comunicação dignas e as oportunidades de futuro eram muito escassas. Se aproveitámos bem o que nos foi dado? Bem, e até porque o artigo já vai longo, deixo essa questão para vocês discutirem!